Ouro fecha em baixa de 0,60% em sessão marcada pelo apetite ao risco

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O ouro fechou em território negativo nesta terça-feira, 7, em uma sessão marcada pelo maior apetite por risco e, consequentemente, pela menor busca pela segurança do metal. Investidores se voltaram para o fato de que pode haver uma estabilização no avanço nos casos de coronavírus em alguns países, bem como para a possibilidade de mais estímulos econômicos em breve nos Estados Unidos. Além disso, o dólar mais fraco colaborou para o movimento.

O ouro para junho (COMEX:GC\M20) fechou em baixa de 0,60%, em US$ 1.683,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

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Já o ouro da (BMF:OZ1D) operava em baixa de 1,4%, sendo cotado a 277,50.

Hoje, o dia foi de alta nas bolsas da Europa, durante a sessão do metal. A avaliação de que mais adiante alguns países importantes, como a Alemanha, podem começar a relaxar medidas de restrição de circulação ajudou. Alguns analistas destacaram ainda certa estabilização no ritmo dos novos casos em algumas nações.

O Julius Baer comenta em relatório que parte da falta de metal no mercado deve ser compensada, com refinarias na Suíça retomando em parte as operações. Com perspectiva de recessão global, o banco acredita que o metal continuará apoiado.

O Commerzbank, por sua vez, pontua que a reabertura parcial das economias de alguns países adiante, como Áustria, República Checa e Dinamarca, pode elevar a demanda em um quadro ainda de oferta limitada, o que poderia levar a inflação. Essa possibilidade de alta nos preços apoia o ouro, lembra o banco, o que pode ser parte da explicação para alguns dias de avanço no metal mesmo em pregões positivos para as bolsas americanas.

As participações do maior ETF lastreado em ouro do mundo, o SPDR Gold Trust, subiram 0,5%, para 984,26 toneladas na segunda-feira – a maior em mais de três anos.

Resumo de outros metais preciosos

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Outras commodities pelo mundo

Os preços do petróleo viraram no fim do pregão e fecharam em baixa nesta terça-feira, na esperança de que os maiores produtores do mundo concordassem em reduzir a produção, sendo atenuados pelo agravamento do excesso de petróleo e pela ameaça de uma recessão global mais profunda do que o esperado.

O petróleo abriu em alta e seguiu com ganhos até a última hora do pregão.

O petróleo bruto West Texas Intermediate, WTI (NYMEX:CL\K20) caiu 9,39%, para fechar em US$ 23,63 por barril. O petróleo Brent (NYMEX:BZ\M20) de referência internacional também caiu 3,4%, ficando em US$ 33,17 por barril.

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