Bom dia ADVFN - BC mais agressivo do que o esperado; Selic cai a 3,0%

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Esse é o Bom dia, Investidor! 07 de maio de 2020, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!
As principais bolsas europeias abriram em alta, à medida que mais países abrandam as quarentenas e tentam voltar a um ritmo de atividade normal apesar da epidemia da Covid-19.
As bolsas também reagem à decisão antecipada do Banco Central da Inglaterra (BoE) de manter, por unanimidade, a taxa de juros em 0,1%, bem como o programa de recompra de bônus em 200 bilhões de libras. O Banco eleva flexibilização quantitativa para 645 bilhões de libras esterlinas, pouco acima do esperado de 625 bilhões de libras.
 Na Ásia as bolsas de valores fecharam estáveis, com um pequeno avanço em Tóquio e leve queda em Xangai.
Dados da China revelam que as exportações cresceram 3,5%, em base anual, depois de caírem 6,6% em março. Já as importações recuaram 14,2% no período. As projeções de economistas entrevistados pela Reuters eram de que tanto importações como exportações teriam queda, de 11,2% e 15,7%, respectivamente, o que não se verificou.
Assim, houve um superávit comercial de US$ 45,34 bilhões no mês passado, bem acima da estimativa de saldo positivo de US$ 9 bilhões.
Os futuros americanos sobem na manhã desta quinta-feira com investidores de olho na reabertura econômica nos EUA, Europa e os resultados trimestrais.
 Já os preços do petróleo estão subindo novamente na manhã de hoje, após terem oscilado muito ontem.
Os futuros internacionais de petróleo Brent (NYMEX:BZ\N20) negociam agora em forte alta de 6,6%, negociado a US$ 31,69.
O WTI (NYMEX:CL\M20) também sobe forte por volta de 9,2%, sendo negociado a US$ 26,19.
Bitcoin é negociado em alta de +1,45%, valendo US$ 9.306.
ETF EWZ cai 0,22% no pré-market após decisão do Banco Central cortando juros mais do que o esperado.

Coronavírus

Os números no Brasil seguem crescendo, com 126.611 casos e 8.588 mortes confirmadas hoje pela Universidade Johns Hopkins.

A OMS reforçou o alerta para o risco de segundas ondas do coronavírus em países que precipitarem as aberturas. e anunciou ontem que vai enviar uma equipe para investigar a origem do vírus na China, uma forma de responder às acusações do presidente Donald Trump de que o coronavírus escapou de um laboratório em Wuhan

Brasil

O Banco Central surpreendeu ontem o mercado financeiro não apenas com a decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,75 ponto, para 3%, por unanimidade, mas também diante da sinalização de que na próxima reunião “considera um último ajuste, não maior do que o atual”, o que pode levar a Selic para até 2,25% em junho.
O Copom entendeu que a decisão reflete “um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva”, compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante.
A questão é que com a taxa nominal de 3%, podendo ir a 2,25% em breve, os títulos da dívida pública brasileira se tornaram menos rentáveis, aos olhos dos investidores estrangeiros. E essa perda de atratividade afasta ainda mais os aportes do capital externo [especulativo/financeiro] no país, abrindo caminho para a saída de recursos.
Com a queda da Selic ontem, o Brasil figura em oitavo lugar no ranking de maior pagador de juro real (taxa de juros nominal descontada a inflação projetada), ficando atrás de rivais emergentes como Indonésia, que lidera a lista, Argentina, Rússia, México e Turquia, entre outros países do sudeste asiático.
Além disso, o nível de estresse na equipe econômica está muito alto depois da “traição” do Planalto, que ajudou a descongelar o salário de servidores públicos, no projeto de auxílio aos Estados.

Ibovespa e dólar ontem

O Ibovespa fechou com queda de 0,51%, a 79.063 pontos. Os destaques positivos foram as empresas do varejo, após a alta do Mercado Livre no exterior.
O foco do dia está, certamente, no dólar, e hoje pode buscar novos topos históricos, indo além até da cotação máxima desde o início do Plano Real (1994), a R$ 5,75, alcançada durante pregão no mês passado.
O dólar comercial futuro fechou em nova máxima após a alta de 2,49%, vendido a R$ 5,729. Foi a quarta alta consecutiva.

Agenda Econômica

Novos dados semanais de pedidos de seguro-desemprego nos EUA serão conhecidos hoje. Os dados devem manter a leitura de 3 milhões de solicitações semanais, ampliando ainda mais o total de 30 milhões desde o início da epidemia. Também saem os dados preliminares sobre o custo da mão de obra e da produtividade nos três primeiros meses deste ano e de crédito ao consumidor de março (16h).

Na Europa, o Banco da Inglaterra deve manter a taxa de juros em 0,1% ao ano diante do crescimento da epidemia no país. Na Alemanha, o Bundesbank divulga a produção industrial de março, que deve ter forte queda, de 8%.

No Brasil, o calendário de indicadores econômicos está esvaziado, o que desloca as atenções para a repercussão da decisão do Copom de cortar os juros e o comunicado deixando aberta a possibilidade de novas reduções.

Destaques Corporativos do dia

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