ETB, subsidiária da Alupar, inicia operação na Bahia

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A Alupar comunica que sua controlada Empresa de Transmissão Baiana S.A., da qual possui 51% do capital social total, obteve, em 24 de julho de 2020, autorização para início da operação comercial do Trecho composto pela Linha de Transmissão de 500 kV Juazeiro III – Ourolândia II, adicionando uma Receita Anual Permitida (“RAP”) de R$ 55,9 milhões para o ciclo 2020_2021.

A Alupar, holding de controle nacional privado, que nasceu em 2007, com atuação no setor de energia, mais especificamente nos segmentos de transmissão e geração, tendo como objetivo o desenvolvimento e investimento em projetos no Brasil e nos demais países da América Latina é negociada na B3 através dos papéis: (BOV:ALUP3) (BOV:ALUP4) (BOV:ALUP11).

O comunicado foi feito na sexta-feira, 31 de julho, pelo diretor de Relações com Investidores, José Luiz de Godoy Pereira.

A ETB é responsável por implementar o lote E, da 1ª Etapa do Leilão de Transmissão nº 013/2015, realizado em abril de 2016.

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O projeto contou com a emissão de debêntures no montante de R$ 715,0 milhões, no âmbito da Lei nº 12.431, de junho de 2011, conforme comunicado ao mercado de 27 de dezembro de 2018.

A ETB contribuirá para o aumento da capacidade de Transmissão da interligação Nordeste – Sudeste, visando o adequado escoamento dos atuais e futuros empreendimentos de geração previstos para serem implantados na região Nordeste. Assim, a Alupar reforça o foco na execução de seus projetos, demonstrando compromisso com o crescimento sustentável, disciplina financeira, eficiência operacional e geração de valor aos seus acionistas.

Visão do mercado

BB Investimentos 

Alupar (ALUP11) despertou o interesse da equipe do BB Investimentos, pesando ao seu favor as aquisições firmadas no decorrer de 2019, além dos avanços em novos projetos da companhia que foram apontados no resultado financeiro do 1° trimestre de 2020.

O analista Rafael Dias destaca que o segmento de transmissão de energia elétrica é o menos exposto aos riscos provenientes dos impactos econômicos da atual pandemia de coronavírus, por não depender de volume consumido de eletricidade e nem de preços de energia. Em 2019, 63,5% da receita e 80% do Ebitida da companhia veio deste segmento.

“Aproximadamente 80% da energia da Alupar está contratada no ambiente regulado em contratos de longo prazo, enquanto dos demais 20% estão contratados no mercado livre, onde há algum risco de aumento de inadimplência e redução de demanda caso a crise se prolongue no médio prazo”, observa Dias.

O analista recorda que ao longo de 2019, a companhia avançou no desenvolvimento dos 8 projetos de transmissão em construção conquistados nos leilões realizados desde 2016.

Já em 2020, houve a entrada operacional da EDTE , correspondente ao lote M da 1° etapa do leilão de 2015, que adiciona R$ 69 milhões à receita anual bruta consolidada da companhia, apesar da participação societária equivalente a 25% do capital social.

Portanto, o BB Investimentos entende que a Alupar apresenta uma oportunidade atrativa de retorno, associada a um baixo risco, mesmo diante do atual cenário.

BB Investimentos, no dia 24 de julho, fez recomendação de compra com preço-alvo em R$ 28,00…

A ação mais líquida da empresa (ALUP11), desvalorizou até o momento -12,50% em 2020. A empresa pretende divulgar os resultados do 2T20 no dia 12/08/2020.

A Alupar apresentou um lucro líquido de R$ 179,1 milhões no 1t20, uma baixa de -55,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A receita líquida de vendas da Alupar atingiu R$ 1,2 bilhão no 1t20, apresentando alta de 6,2% na comparação com o 1t19.

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