Gafisa (GFSA3) 2T20: Prejuízo líquido de R$ 23,5 milhões

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O prejuízo líquido da Gafisa cresceu 85%, no segundo trimestre, na comparação anual, para R$ 23,5 milhões. No trimestre, foram entregues quatro empreendimentos, com valor geral de venda (VGV) de R$ 543 milhões.

Os resultados da Gafisa (BOV:GFSA3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 11/08/2020.
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A receita líquida teve queda de 15,9%, para R$ 83,8 milhões. A incorporadora registrou vendas líquidas de R$ 19,8 milhões, com redução de 64,7%. “Julho foi o melhor mês de vendas desde dezembro de 2018”, diz o vice-presidente de finanças e gestão, Ian Andrade. Os distratos diminuíram 32%, para R$ 21,5 milhões.
No fim de junho, a Gafisa tinha dívida bruta de R$ 673,6 milhões. Do total do endividamento, 55% vence neste ano e 89% está atrelado a projetos, com pagamento vinculado às entregas dos empreendimentos. Os recebíveis somam R$ 850 milhões, e os estoques chegam a R$ 800 milhões.
As despesas com vendas, gerais e administrativas aumentaram 34%, para R$ 19,1 milhões. Segundo Benevides, a companhia fez algumas demissões, durante a pandemia de covid-19, e tem, atualmente, 170 pessoas em seu quadro de pessoal. A Gafisa registrou R$ 20 milhões na rubrica outras despesas operacionais, dos quais R$ 12 milhões se referem a acordos judiciais.

Projetos para o 3º trimestre

A Gafisa vai retomar lançamentos imobiliários neste trimestre. A intenção da companhia é lançar três projetos de alto padrão, na cidade de São Paulo, com Valor Geral de Vendas (VGV) que soma R$ 288 milhões. A retomada operacional passará também pela volta da Gafisa ao Rio de Janeiro, seu mercado de origem, marcada pela compra de terreno no Leblon no segundo trimestre.

O fortalecimento do balanço da companhia, a preservação de margens brutas em patamares elevados e a retomada do crescimento são as prioridades dos gestores. Há intenção que a Gafisa retome, no mercado, “o lugar de onde não deveria ter saído”, segundo o vice-presidente de Operações, Guilherme Benevides, e o vice-presidente de Finanças e Gestão, Ian Andrade.

A companhia passou por processo de encolhimento, suspensão de lançamentos, alavancagem elevada e mudanças na administração e, há um ano e meio, começou a reestruturação iniciada com a nova gestão.

Atualmente, a Gafisa tem banco de terrenos para lançar, no curto e no médio prazos, projetos com VGV potencial de R$ 2 bilhões, incluindo os três empreendimentos previstos para o terceiro trimestre na capital paulista. Um projeto será lançado nos Jardins, com preço médio de R$ 1 milhão por unidade, outro em Moema, com valor médio de R$ 2 milhões por apartamento, e o terceiro empreendimento, em Perdizes, com preço médio de R$ 2,5 milhões.

Do VGV total desse estoque de terrenos, R$ 1 bilhão foi incorporado durante a aquisição da Upcon, no ano passado. Oito projetos já pertenciam à Gafisa e foram revisados, e dois serão desenvolvidos em áreas compradas pela nova gestão. “Adquirimos o último terreno do Leblon de frente para o mar”, diz Andrade. O empreendimento do Rio terá VGV de R$ 197 milhões. “A Gafisa quer ser a maior empresa do Rio, atuando somente em projetos especiais”, afirma Benevides.

Nos novos projetos, a companhia buscará margens brutas ajustadas a partir de 35% e 40%, patamar que tem sido possível alcançar nas obras em curso. O prazo para lançamentos além dos previstos para o trimestre dependerá do mercado e de cronograma de aprovações.

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