Como a Petz (PETZ3) pode crescer nos próximos anos?

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A rede de petshops Petz (PETZ3) registrou um crescimento de 393% nas vendas digitais no terceiro trimestre de 2020. Dessa forma, conseguiu manter a participação do comércio online em 25,5%, graças ao fechamento de grande parte de suas lojas físicas.

De acordo com Sérgio Zimerman, CEO da Petz, a capacidade de multicanalidade é o “ponto-chave” do growth da companhia. Além disso, vale destacar que essa foi a primeira demonstração financeira da Petz após sua abertura de capital na B3 (B3SA3).

Zimerman também afirma que o balanço apresentado mostra uma plataforma 100% integrada, que põe a Petz na liderança do mercado.

“É o físico alimentando o digital e o digital alimentando o físico. Graças à nossa força na internet, quando chegamos em uma cidade já temos uma boa recepção.” – afirma o CEO na primeira teleconferência de resultados.

Atualmente, a Petz permite que a compra online seja retirada diretamente na loja, além de oferecer entregas expressas em até 2 horas.

O que esperar?

Mesmo com o aumento das vendas online, Diogo Bassi, diretor financeiro da Petz, disse que o aumento do mix de produtos compensou grande parte do comércio online.

Caindo 0,3 pontos percentuais, a rentabilidade bruta ficou em 41,4% no terceiro trimestre. Entretanto, a empresa reconhece um crédito fiscal em 2019. Dessa forma, descontando esse fato, a margem teria avançado 0,4 pontos percentuais segundo Bassi.

Todavia, Zimerman preferiu não aumentar as expectativas para 2021, e segue com as apresentadas na oferta de ações. De acordo com o CEO, as incertezas econômicas, como o término do auxílio emergencial, o fazem tomar uma posição mais cautelosa.

Além disso, Bassi destaca a questão dos preços devido ao aumento de custos e a forte alta do IGP-M. Porém, também destaca a situação confortável da Petz com R$ 13,3 milhões em caixa líquido.

Por fim, destaca também que 52% das lojas ainda não possuem 3 anos de operação, mostrando um grande potencial e espaço de crescimento.

Texto escrito por Diogo Albuquerque, graduando em economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaborador do Guia do Investidor.

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