Existem ações abaixo de 1 real na Bolsa?

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Na Bolsa de valores de São Paulo (B3SA3), existem listadas diversas companhias muito renomadas, que estão sempre na mídia com o questionamento se o preço de suas ações valem ou não a pena. A grande questão é que valer a pena é subjetivo, e está mais relacionado à firme certeza do mercado e dos investidores do que acerca da qualificação ou desempenho real da empresa. Por mais que o desempenho justifique alguns indicadores, nem sempre ele é principal item de avaliação em uma empresa, para o investidor.

Neste sentido, existem algumas ações cotadas abaixo ou próximas de R$ 1 real, que estão listadas na bolsa, e figuram entre as mais conhecidas.

Entre elas está a Saraiva, cotada a R$ 0,60. Esta companhia já foi vista como inovadora e com bom desempenho pelo mercado, mas desde 2017 passa por problemas estruturais e em sua gestão, bem como apresenta baixa adaptabilidade às novas demandas por um formato moderno e otimizado em e-commerce. Em suma, estar sendo negociada pelo menos -15x o seu valor patrimonial mostra que este pode ser um ativo arriscado, apesar do baixo preço.

Além disso, a Technos (TECN3) também está na lista de empresas com papéis negociados em torno de um real, registrando R$ 1,21. Ao contrário da anterior, esta companhia não apresenta graves problemas estruturais, mas, certamente, também passa por problemas.

A Technos apresenta uma relação de negociação em 0,29x seu valor patrimonial. Dessa forma, mesmo precisando avançar quase 300% para chegar a ser negociada a 1x seu VP, ainda assim a companhia registrou um crescimento neste sentido, uma vez que no trimestre passado esta relação era de negociação a 0,26x o VP.

Vale lembrar que é possível conferir a lista completa dessas empresas abaixo de um real, clicando aqui!

Por fim, a grande questão é compreender a relação de preço baixo e baixo valor. O valor de uma empresa vem da perspectiva de seus bons fundamentos ou da confiança de quem a analisa. Já o preço de suas ações não é capaz de mensurar o valor da companhia, mas sim, a relação dos papéis com o interesse ou confiança de mercado, e ainda assim pode ser mais subjetivo do que esta concepção. 
Este texto foi produzido por Ana Paula Abreu, e não figura recomendações.

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