Itaú Unibanco avalia vender 5% da XP na bolsa

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Passados três anos depois da compra da participação no capital da XP Investimentos, o Itaú Unibanco anunciou que planeja segregar essa participação em uma nova empresa. O banco estuda a possibilidade de vender 5% da XP na Nasdaq ou em outra bolsa que a corretora brasileira seja listada.

O comunicado foi feito nesta terça-feira (03). As ações do Itaú Unibanco são negociadas na B3 através dos papéis (BOV:ITUB3) (BOV:ITUB4), enquanto a XP é negociada nos EUA (NASDAQ:XP).

O anúncio foi feito cinco dias depois que o Itaú Unibanco anunciou a eleição de Milton Maluhy Filho como novo presidente-executivo, em substituição a Candido Bracher, que completará a idade limite estatutária de 62 anos em dezembro

A venda das ações da XP faz parte de uma avaliação interna sobre a possibilidade de cindir a parcela que o Itaú detém na corretora em uma nova empresa.

Segundo o banco, a venda dos 5% da XP teria como objetivo monetizar o investimento feito na empresa e melhorar o Índice de Capital Principal de Basileia III.

Caso a operação seja realizada, os acionistas do Itaú receberão ações dessa nova empresa, que também será listada em bolsa e terá como único ativo a participação de 41,05% na XP.

Uma eventual venda da participação pode render um belo lucro para o Itaú. Na época da entrada do banco no capital, a XP foi avaliada em R$ 12 bilhões. Hoje listada na bolsa norte-americana Nasdaq, a corretora possui valor de mercado da ordem de R$ 135 bilhões — ao câmbio de hoje.

Posição da Itaúsa

A Itaúsa não pretende alienar participação relevante na Newco no curto prazo e atuará alinhada com a XP. Dentro da estratégia de diversificação do portfólio em companhias do setor não financeiro, a Itaúsa não considera essa participação como estratégica no longo prazo, estando este ativo sujeito às avaliações no âmbito do processo de acompanhamento de seu portfólio.

Ainda em linha com referido Fato Relevante, caso o Itaú Unibanco decida implementar a cisão em estudo, esta não será concretizada antes de 31 de dezembro de 2020. Sendo assim, a transação não deverá produzir efeitos para a Itaúsa neste exercício social.

 

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