Copel informa que BNDES seleciona BTG Pactual como líder de oferta pública secundária

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A Copel (Companhia Paranaense de Energia) comunicou que foi informada na segunda pelo BNDES, seu acionista, que o banco selecionou, em reunião diretora, o Banco BTG Pactual como líder de oferta pública secundária para venda da participação detida pela BNDESPAR. O braço do banco de fomento detém 24% do capital social da Copel.

O comunicado foi feito nesta terça-feira pela empresa (BOV:CPLE6).

A iniciativa segue-se a outros movimentos já feitos pelo banco de fomento para se desfazer de ações de empresas detidas em sua carteira, incluindo uma transação com papéis da Petrobras em fevereiro e uma com ações da Vale em novembro.

Com papéis que representam cerca de 24% do capital social da Copel, por meio da BNDESPar, o BNDES é o segundo maior acionista da empresa, atrás apenas do controlador, o governo do Paraná, que possui 31,1% das ações, segundo informações do site da companhia.

A Copel destacou, no entanto, que o BNDESPar sinalizou que o lançamento de uma oferta pública pelos papéis está sujeito a “diversos fatores”, incluindo condições de mercado e preço.

O BNDESPar também informou à Copel que o BTG terá 24 horas a partir da homologação de sua contratação para formar um consórcio de bancos que ficará responsável pela transação.

O banco disse ainda, segundo documento divulgado pela Copel junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o movimento para possível venda das ações da Copel segue “a atual estratégia de gestão da carteira do BNDESPar”.

Com ativos de geração, transmissão e distribuição de energia, a Copel tem um valor de mercado de 18,8 bilhões de reais, segundo dados do Refinitiv Eikon.

Lucro líquido de R$ 685 milhões, alta de 19,8%

Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 685 milhões no terceiro trimestre, alta de 19,8% na comparação anual. 

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – atingiu R$ 1,134 bilhão, 11,1% menor que os R$ 1,2 bilhão registrado no 3T19. Esse resultado é reflexo, basicamente, da variação de R$ 280 milhões em provisões e reversões, decorrente do aumento nas provisões de litígios e da reversão de impairment dos ativos eólicos ocorrida no 3T19.

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