Mercado Bitcoin e bolsa de carbono brasileira MOSS vão criar o primeiro ‘Bitcoin verde' do mundo

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A Mercado Bitcoin, maior exchange de criptomoedas do Brasil, e a bolsa brasileira de negociação de carbono Moss vão criar o “primeiro Bitcoin verde do mundo”, segundo matéria da Exame.

Segundo o texto, o acordo envolve a compensação de emissões de carbono da Mercado Bitcoin – desde a criação da exchange – e a negociação dos tokens MCO2, da Moss, na plataforma da MB.

O fundador da Moss, Luis Adaime, argumenta na matéria que “o processo de mineração e armazenamento (de criptomoedas) gasta muita energia, sendo uma fonte importante de emissão de CO2”, e que a parceria foi feita para compensar esses efeitos.

A partir do “Bitcoin Verde”, cada criptomoeda será agredada a um token MCO2, que é equivalente à compensação de carbono de uma unidade de BTC. Assim, o Bitcoin Verde será a soma do valor de mercado da criptomoeda e do token MCO2, que hoje custa 18 dólares.

“O custo para compensar as emissões do Bitcoin é quase irrisório”, destaca ele, que também ressaltou a importância da tecnologia blockchain para evitar fraudes:

“Com a blockchain, se elimina qualquer risco de fraude, como a venda de créditos de carbono expirados ou referentes a projetos diferentes do divulgado”

O token MCO2, lastreado em créditos de carbono, porém, é um ativo digital e não uma criptomoeda, já que é a versão digital de um ativo real. Por outro lado, a tokenização deste mercado permite a compensação de emissões de um único produto, como o caso de uma empresa de café que está em negociação com a Moss para compensar a produção de carbono na cadeia:

“A empresa vai lançar um café orgânico. Por meio da nossa plataforma, ela consegue neutralizar apenas esse produto e oferecer um valor adicional ao cliente”

A Mercado Bitcoin tem se destacado no Brasil por diversificar seus produtos ligados a blockchain e criptomoedas, estabelecendo parcerias que visam tokenizar uma séries de ativos reais, desde direitos de jogadores de futebol até precatórios.

O mercado de compensação da emissão de carbono em blockchain não é uma novidade. Recentemente, um brasileiro presenteou seu filho recém-nascido com créditos de carbono da MOSS equivalentes à produção de carbono da criança até os 20 anos.

Outras startups abordam a sustentabilidade em blockchain de forma diferente. A GreenMining, por exemplo, busca garantir a origem de materiais coletados para reciclagem em locais de consumo como bares, restaurantes e hotéis, reduzindo a informalidade no setor.

Já a BR Polen criou um marketplace para negociação de resíduos em blockchain, formalizando processos de compra e venda em uma só plataforma. “As empresas e pessoas passaram a perceber a montanha de resíduos que produziam, e isso tem acelerado nosso crescimento exponencialmente”, completa o presidente da empresa, Renato Paquet.

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