Banco do Brasil segura 10 diretores que estavam com o pé na aposentadoria ante ofensiva da atual gestão

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O Banco do Brasil conseguiu segurar ao menos dez diretores que estavam com o pé na aposentadoria. Trata-se de uma ofensiva da atual gestão para reter profissionais que já atingiram a idade de deixar o banco.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:BBAS3) nesta quinta-feira (04).

A ação ocorre em meio à debandada de funcionários do alto escalão do BB nos últimos anos – com destino à iniciativa privada -, em um ambiente de forte concorrência no setor financeiro e ainda às vésperas da adoção de um programa de demissão voluntária (PDV) no conglomerado.

Plano de Incentivo

Batizado de ‘plano de incentivo a diretores’, a iniciativa terá validade somente até 2027, com o objetivo de segurar nomes mais seniores e que estavam prestes a deixar o BB por conta da aposentadoria. Com o plano, esses diretores podem se aposentar, mas seguem trabalhando no banco.

Antes, esse era um benefício restrito a vice-presidentes da casa e que foi estendido ao escalão abaixo, em meio ao forte assédio dos concorrentes privados ao quadro do banco público. O plano tem como meta reter em torno de 15 executivos prestes a se aposentarem. É praticamente metade do total de diretores do banco. Boa parte da ação já foi concluída, com cerca de dez adesões.

Dentre elas, estão nomes como o de Edson Rogério da Costa, de meios de pagamentos e que lida com o sócio Bradesco em negócios como Elo e Cielo.

Além dele, estão o diretor de empréstimos e financiamentos, Marco Túlio de Oliveira Mendonça, e o diretor de Gestão de Pessoas, José Avelar Matias Lopes, dentre outros. Procurado, o BB não comentou.

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Lucro líquido contábil fica em R$ 3,085 bilhões

Na temporada de divulgação de balanços, agora foi a vez do Banco do Brasil revelar seus números. No acumulado do terceiro trimestre deste ano, ele obteve um lucro líquido contábil de R$ 3,085 bilhões. Esse resultado é uma queda de 27,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando obteve lucro de R$ 4,256 bilhões. No comparativo com o 2T20, o lucro também retraiu, ficando 3,9% menor.

Já o lucro líquido ajustado, que exclui itens extraordinários, ficou em R$ 3,482 bilhões no 3T20, queda de 23,3% quando comparado ao mesmo período de 2019 e alta de 5,2% sobre o 2T20. No acumulado do ano, o lucro líquido soma R$ 9,498 bilhões, queda de 23,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Os resultados do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) referentes às suas operações do terceiro trimestre de 2020 foram divulgados no dia 04/11/2020.

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