Petrobras: Ações despencaram, 4,14% nas ações ordinárias e 3,4% nas preferenciais

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Um dos motivos para a bolsa de valores brasileira cair, foi a Petrobras, que despencou 4,14% nas ações ordinárias e 3,4% nas preferenciais.

O comunicado foi feito pela petroleira (BOV:PETR3) (BOV:PETR4), nesta segunda-feira (08).

Por trás da queda está o fato da companhia ter anunciado aumento de cerca de 8% no preço da gasolina a ser vendido pelas refinarias para as distribuidoras.

Com isso, o preço médio do litro do combustível subiu R$ 0,17 e passará a ser de R$ 2,25 a partir de amanhã (9).

Assim, houve um temor renovado de insatisfação na base do governo Jair Bolsonaro (sem partido) e sua consequente pretensão de mexer na política de preços da companhia, o que até agora não aconteceu.

Petrobras sem interferência

Eis que então, o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a dizer que o governo não pretende nem pode interferir na Petrobras.

Segundo informa o Broadcast de Os Estado de S.Paulo, “no período da tarde, ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e demais membros da equipe econômica para tratar sobre aumentos anunciados nesta segunda pela estatal nos preços médios de venda às distribuidoras da gasolina, diesel e GLP, gás de cozinha”.

“Hoje estávamos reunidos com a equipe econômica do Paulo Guedes vendo a questão do impacto desse novo reajuste no combustível ao qual nós não temos como interferir e não pensamos em interferir na Petrobras”, disse o presidente.

O problema é que essas reuniões dão sinais do contrário.

“Temos um cuidado muito grande com o mercado, com investidores e com contratos, que têm que ser respeitados”, disse Bolsonaro.

Busca de soluções

Não é de hoje que Bolsonaro vem acenando para sua base de rodas, que são os caminhoneiros, insatisfeitos com as altas dos combustíveis e que ameaçaram com uma greve na semana passada.

Na segunda-feira (1º), uma parte da categoria até chegou a paralisar, mas não houve adesão maciça, como em 2018, sob o governo-tampão de Michel Temer, quando o país entrou em colapso com a greve dos caminhoneiros.

O governo diz estar em busca de soluções para o problema.

“O ideal – tenho conversado com Roberto Campos Neto (presidente do Banco Central) – é o dólar baixar. Mas baixa como? Com o parlamento em grande parte colaborando na votação de projetos que possam realmente mostrar que nós temos responsabilidade”, disse.

Em um exercício de contorcionismo retórico, Bolsonaro jogou agrados aos parlamentares e defendeu o alinhamento com o parlamento: “os poderes são independentes, mas nós, Executivo e Legislativo, trabalhamos afinados, como se fosse um só poder”, disse.

Uma dessas “soluções” passaria pelos impostos – e a reforma tributária ainda está embrionária. Bolsonaro e Guedes gostariam de mexer no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas os estados podem ser obstáculos para isso, já que o imposto é a maior receita dos entes federativos.

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