Suzano liquida dívida com BNDES no valor de US$ 1,570 bilhão

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A Suzano assinou contrato de pré-pagamento de exportação vinculado à sustentabilidade, contratado por sua subsidiária integral Suzano Pulp and Paper Europe, no valor de US$ 1,570 bilhão, ao custo de Libor + 1,15% ao ano, com prazo médio de 60 meses e vencimento final em 8 de março de 2027.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:SUZB3) nesta quinta-feira (10).

Segundo a companhia, o recurso será utilizado na liquidação antecipada de principal de US$ 1,666 bilhão do contrato de pré-pagamento de exportação contratado pela Suzano Europe como parte da estrutura de funding para pagamento da parcela caixa referente à transação de combinação de negócios com a Fibria Celulose, cujo montante inicial era de US$ 2,300 bilhões e vencimento final em 4 de dezembro de 2023.

O saldo de principal deste contrato em 31 de janeiro de 2021 era de US$ 2 bilhões, sem alteração em seu prazo final de vencimento. A liquidação financeira das operações acima está prevista para ocorrer até o final do mês de março de 2021, uma vez atendidas todas as condições precedentes.

A Suzano informa que a nova operação de crédito possui indicadores de performance ambientais (KPIs) associados a metas de redução de intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e redução de captação industrial de água, convergindo à implementação de suas metas de Longo Prazo 2030 publicadas em 2020.

Além disso, como iniciativa adicional de gestão de responsabilidade, a Suzano efetuou em 9 de fevereiro de 2021 a liquidação antecipada de dívida perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com valor de principal de R$ 1,454 bilhão, cujo prazo médio era de 33 meses e custo médio em dólar atualmente equivalente a 3,48% ao ano.

Prejuízo Líquido de R$ 1,16 bilhão no 3T20

Suzano encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 1,16 bilhão, 66,5% abaixo da perda líquida registrada um ano antes. Mais uma vez, a desvalorização do real entre a abertura e o fechamento do trimestre teve impacto negativo na parcela da dívida em moeda estrangeira e no resultado com derivativos, o que explica a perda na última linha do balanço.

O presidente da companhia, Walter Schalka, disse, em teleconferência sobre os resultados da companhia, que algumas incertezas em relação às novas ondas de covid-19 em outros países podem prejudicar os negócios no ano que vem.

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