7 fatos que marcaram a semana (15/03 a 19/03): Selic, Treasures, novo Ministro da Saúde, vacinas, petróleo e muita empresa para ficar de olho

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Semana volátil e muito aguardada. É assim que podemos definir os últimos cinco dias, que trouxeram, entre tantas informações, uma mudança na taxa básica de juros brasileira que não se via há seis anos, além de novidades no Ministério da Saúde e compra de imunizantes. A Bolsa acumulou uma alta de 1,8%.

Enquanto isso, no cenário internacional, a atratividade dos títulos públicos norte-americanos corta o investimento em diversas empresas e também para países estrangeiros. Na Europa, ceticismo faz as vacinações pararem por dias e o aumento exponencial de novos casos de coronavírus obriga o fechamento parcial e total de diversos países, impactando as Bolsas.

Isso e muito mais você confere agora, em nossa retrospectiva semanal.

  1. Quarto Ministro da Saúde assume o cargo no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro escolheu o médico Marcelo Queiroga como novo Ministro da Saúde. Será o quarto nome a assumir a pasta desde o início da pandemia, comandada desde maio do ano passado pelo general Eduardo Pazuello.

No combate ao coronavírus, Queiroga defende o distanciamento social e não acredita em tratamento precoce. Em maio de 2020, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, comandada por Queiroga, recomendou que a cloroquina, a hidroxicloroquina e a azitromicina não fossem usadas contra a Covid-19. Porém, esses medicamentos são defendidos por Bolsonaro como tratamento precoce contra o novo coronavírus.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde confirmou a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer (que devem chegar ao Brasil no segundo e terceiro trimestres) e 38 milhões da Janssen (a serem entregues entre julho e dezembro). O imunizante da Pfizer já possui registro definitivo pela Anvisa, porém a Janssen, da empresa Johnson & Johnson, não tem autorização para uso emergencial nem registro definitivo no Brasil. Porém, vale lembrar, essa é a única vacina que possui apenas uma dose, enquanto as outras requerem duas por pessoa.

  1. Enquanto isso, as maiores economias europeias pararam as vacinações nesta semana

Alemanha, Espanha, França e Itália suspenderam a vacinação com o imunizante desenvolvido pela parceria entre AstraZeneca e Universidade de Oxford, após relatos de coágulos sanguíneos surgirem entre pessoas que haviam utilizado a vacina.

O temor acontece apesar de a União Europeia e a Organização Mundial de Saúde já terem deixado claro que os dados disponíveis indicam que a vacina é segura e que os benefícios para a saúde são mais fortes do que os potenciais riscos.

Somente nesta sexta-feira, após uma decisão favorável à vacina, anunciada pela Agência de Medicamentos Europeia (EMA), os países retomaram a imunização da população.

No início do mês, a Alemanha estendeu as medidas de lockdown até 28 de março. Na segunda-feira, a Itália voltou a implementar medidas. Na França, foi decretado lockdown de um mês em Paris e em várias outras regiões. O primeiro-ministro francês, Jean Castex, afirmou que parece cada vez mais provável que uma “terceira onda” de infecções esteja acometendo o país.

  1. Vacinas caem e petróleo despenca

Os preços do petróleo despencaram pelo quinto dia consecutivo nesta quinta-feira, com um novo aumento nos estoques dos EUA e o peso da sempre presente pandemia Covid-19, principalmente assolando a Europa e, claro, diminuindo a demanda. Petróleo sobrando e pouca procura só tem um resultado: queda da commodity. O WTI chegou a perder 7,48%, a US$ 59,77, e o Brent recuou 7,16%, a US$ 63,13.

Em se tratando da alta nos estoques americanos, vale dizer que houve um aumento de 2,396 milhões de barris na semana passada, ante previsão de alta de 1,4 milhão, com estoques de gasolina subindo 472 mil na semana, ante consenso de baixa de 2,5 milhões. Os estoques também estão aumentando devido ao “grande congelamento” do mês passado, que interrompeu as operações de refino.

  1. Ai, meu São Patrício! SuperQuarta revela decisões do Copom no Brasil e do FED nos EUA

No mesmo dia de celebração mundo afora pelo Saint Patrick’s Day, dois anúncios importantes eram aguardados com atenção pelos investidores: do Copom e do FED.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) acabou seguindo o caminho mais rígido que tinha à sua frente e anunciou, na quarta-feira, a decisão de subir a Selic, a taxa básica de juros do país, com uma margem expressiva. Ela passa agora dos 2% para 2,75% ao ano, no primeiro aumento desde 2015. A alta dos juros ocorre em meio à escalada da inflação no Brasil, que em 12 meses já está próxima do teto da meta para o ano de 5,25%, à fraca atividade e à desvalorização contínua do câmbio, em um cenário de forte recrudescimento da pandemia de Covid-19 no país.

Já o presidente do FED, Jerome Powell, anunciou que não espera altas nas taxas de juros referenciais até 2023, indo de acordo com a expectativa do mercado. Atualmente, a meta para a taxa de juros está em entre 0% e 0,25%. O presidente ressaltou que o banco central quer ver a inflação consistentemente acima da meta de 2% e sinais de melhora no mercado de trabalho dos Estados Unidos antes de considerar mudanças nas taxas ou em sua política de compra mensal de títulos, atualmente em US$ 120 bilhões por mês.

O presidente disse ainda que espera que o PIB cresça 6,5% em 2021, antes de desacelerar nos próximos anos, e que a inflação suba 2,2% este ano, medida pelos gastos com consumo pessoal. Powell também disse esperar que o desemprego nos Estados Unidos caia dos 6,2% atuais para 4,5%. Em dezembro, a instituição havia previsto queda a 5%.

  1. Treasures norte-americanos continuam a subir

Os rendimentos de títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA subiram 0,11 ponto percentual nesta quinta-feira, superando a marca de 1,75% pela primeira vez desde janeiro de 2020. O Nasdaq é especialmente exposto a ações do setor de tecnologia, que tendem a ser mais afetadas por elevações nos rendimentos de títulos do Tesouro, portanto seguiram tendência de queda.

Com essa alta dos títulos, os investidores optam por esse investimento – em vez daqueles de alto risco –, já que ele é considerado o mais seguro do mundo. Isso impacta, é claro, a Bolsa de Valores brasileira também, uma vez que mais investidores comprados em títulos norte-americanos significa menos investidores dispostos a injetar capital em Bolsas de países emergentes, que têm um grau de risco intrínseco.

A aposta de que os juros mais altos no Brasil poderiam reverter isso, atrair o capital estrangeiro e ajudar a sustentar o câmbio é abalada pelo cenário de pandemia fora de controle, que arrisca uma deterioração maior do quadro fiscal, além de mudar as perspectivas para a economia.

  1. Caem varejistas e aéreas e sobe SulAmérica (SULA11)

No acumulado da semana, as maiores quedas ficam para as ações de Magazine Luiza (MGLU3), com retração de 9%, GOL, com queda de 6,5%, e Embraer caindo 6,3%. Já na ponta oposta sobe mais de 20% a SulAmérica (SULA11), beneficiada pela alta dos juros revelada nesta semana pelo Copom. A empresa é o maior grupo segurador do Brasil.

  1. O que esperar em termos de balanços para a próxima semana

Alguns balanços previstos para a próxima semana são: Eletrobras (ELET3), Embraer (EMBR3), JBS (JBSS3), Via Varejo (VVAR3) e muitas outras. Para ver a lista com todos os balanços que serão divulgados na próxima semana, clique aqui. 

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Com informações de: CNN, CNBC, Infomoney, TC, G1, Agência Brasil, Diário do Nordeste e BDM.

Comentários

  1. osvaldo de oliveira pereira diz:

    O resumo semanal e as informações diárias tem um linguagem simples e muito objetiva, parabéns

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