Cielo: Banco Central autoriza recursos que permitem pagamentos pelo aplicativo de mensagens

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O Banco Central autorizou o funcionamento de recursos que permitem pagamentos pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O Facebook, dono do app, foi aprovado como um “iniciador de pagamentos”, de maneira que os usuários do mensageiro poderão transferir recursos entre si.

A Cielo tomou conhecimento de determinadas autorizações, por parte do Banco Central do Brasil, para o funcionamento de dois arranjos de pagamento classificados como abertos de transferência, de depósito e pré-pago, domésticos, instituídos pela Visa do Brasil Empreendimentos Ltda (VISA) e pela Mastercard Brasil Soluções de Pagamento Ltda (Mastercard), e de uma instituição de pagamentos na modalidade Iniciador de transações de pagamentos para Facebook Pagamentos do Brasil Ltda (Facebook)”.

O fato relevante foi feito pela empresa (BOV:CIEL3) nesta quarta-feira (31). Confira o documento na íntegra.

Em relação ao projeto para viabilizar transações no aplicativo WhatsApp (“Programa Facebook Pay”), em que a Cielo se insere como prestadora de serviços, no que se refere às funções de transferência de recursos entre usuários, a Companhia informa que qualquer posicionamento deverá ser dado pelo Facebook ou pelas bandeiras Visa e Mastercard.

Ademais, cabe destacar que as aprovações referem-se exclusivamente a transações de transferências. A Companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre quaisquer atualizações relativas ao tema.

VISÃO DO MERCADO 

XP Investimentos

No geral, vemos isso como um ponto positivo para a Cielo, pois a empresa é, por enquanto, a principal parceira do Whatsapp Pay nas operações de pagamento e essa autorização é um passo importante para a ferramenta se firmar como iniciadora de pagamentos. No entanto, é relevante para os investidores acompanharem outras aprovações relacionadas ao segmento de pagamentos (P2B) no aplicativo, pois isso impactaria mais diretamente a parceria da Cielo com o Whatsapp.Dito isso, acreditamos que há riscos relacionados à concorrência e ruptura tecnológica no negócio de adquirência. Além disso, vemos que a governança da Cielo parece dividida apresentando duas agendas diferentes.

XP mantém recomendação neutra com preço-alvo de R$ 5,00…

Lucro líquido de R$ 290,2 milhões em 2020 refletindo fortes controles de custos e despesas

Cielo encerrou o ano de 2020 com um lucro líquido de R$ 490,2 milhões, o que representa uma queda de 68% sobre o mesmo período do ano anterior.

Segundo a operadora de cartão de crédito, a redução do consumo devido à pandemia afetou não apenas os negócios da Cielo, mas trouxe impactos importantes à Cateno, que ao longo do ano apresentou queda em volume, especialmente nos negócios mais rentáveis. “Esse contexto pesou fortemente sobre o resultado da companhia, principalmente no primeiro semestre”, apontou a empresa.

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

4T20

A companhia teve lucro líquido de R$ 298,2 milhões no quarto trimestre de 2020, aumento de 34,7% na comparação com o mesmo período de 2019. Ante o trimestre anterior, foi visto alta de 197%. Segundo a empresa, na comparação com o trimestre anterior o resultado foi impulsionado por melhora em todas as unidades de negócio: Cielo Brasil (adquirência), Cateno e outras controladas.

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