Confira os Indicadores Econômicos desta segunda-feira (08/03/2021)

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Confira o resumo dos principais indicadores econômicos de hoje, em destaque os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021, mas elevaram a aposta para 2022. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic neste ano permaneceu em 4,00% ao ano.

Brasil

  • IPC-S sobe 0,67% e acumula alta de 5,76% nos últimos 12 meses

IPC-S de 07 de março de 2021 subiu 0,67% e acumula alta de 5,76% nos últimos 12 meses. Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (2,29% para 2,69%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 6,90% para 7,68%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,08% para 0,24%), Alimentação (0,09% para 0,24%) e Vestuário (0,03% para 0,08%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,88% para -0,49%), hortaliças e legumes (-2,43% para -1,38%) e roupas femininas (-0,43% para -0,33%).

  • IGP-DI subiu 2,71% em fevereiro, percentual inferior ao apurado no mês anterior

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,71% em fevereiro, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando havia registrado taxa de 2,91%. Com este resultado, o índice acumula alta de 5,69% no ano e de 29,95% em 12 meses. Em fevereiro de 2020, o índice havia variado 0,01% e acumulava elevação de 6,40% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,40% em fevereiro, ante 3,92% em janeiro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 0,79% em janeiro para 1,80% em fevereiro. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 6,64% para 15,43%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,97% em fevereiro, contra 0,70% em janeiro.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 2,88% em janeiro para 6,60% em fevereiro. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,92% para 5,51%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 5,62% em fevereiro, ante 2,89% no mês anterior.

  • Boletim Focus: Selic no fim de 2022 passa de 5,00% para 5,50% ao ano

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021, mas elevaram a aposta para 2022. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic neste ano permaneceu em 4,00% ao ano. Há um mês, estava em 3,50%. No caso de 2022, a projeção passou de 5,00% para 5,50% ao ano, ante 5,00% de um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. Para 2024, permaneceu em 6,00%, igual a um mês atrás.

Em janeiro, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preparou o terreno para possível elevação dos juros em 2021. Isso porque a instituição deu fim ao chamado “forward guidance” (ou prescrição futura, na tradução do inglês).

Adotado em agosto de 2020, o “forward guidance” era uma indicação técnica do BC de que não pretendia elevar os juros se a inflação seguisse sob controle e o risco fiscal não se alterasse. O problema é que, nos últimos meses, a inflação ao consumidor está mais salgada, puxada por aumentos de preços em itens como alimentos e energia.

  • Balança comercial: déficit na 1ª semana de março foi de US$ 428 milhões

A corrente de comércio exterior do Brasil subiu 55,6%, pela média diária, e atingiu US$ 11,625 bilhões na primeira semana de março, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira (8/3). O resultado é a soma das exportações, que chegaram a US$ 5,598 bilhões, e importações, que alcançaram US$ 6,026 bilhões. Dessa forma, a balança comercial teve um déficit de US$ 428 milhões no período.

Comparados a março de 2020, também pela média diária, os dados apontam crescimento de 34,3% nas exportações e de 82,7% nas importações, o que implica elevação de 55,6% na corrente de comércio. Já no acumulado do ano, as exportações somam US$ 36,73 bilhões, com alta de 9,4%, e as importações sobem 21,3% e atingem US$ 36,99 bilhões, o que resulta em uma corrente de comércio de US$ 73,72 bilhões e um déficit de US$ 261 milhões.

Europa

  • Produção industrial da Alemanha caiu 2,5% em janeiro ante dezembro

A produção industrial da Alemanha caiu 2,5% em janeiro ante dezembro em meio a restrições motivadas pela pandemia de covid-19, segundo dados com ajustes sazonais publicados nesta segunda-feira pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam acréscimo de 0,2% no período. Apenas a produção manufatureira encolheu 0,5% na comparação mensal de janeiro, enquanto o setor de construção sofreu um tombo de 12,2%. No confronto anual, a produção geral da indústria alemã recuou 3,9% em janeiro no cálculo sem ajustes.

Estados Unidos

  • Estoques no atacado dos EUA teve aumento de 1,3% em janeiro

Os estoques no atacado dos EUA aumentaram solidamente em janeiro, mesmo com as vendas subindo e os atacadistas estão levando o menor tempo em seis anos para esvaziar as prateleiras, um sinal de fortalecimento da demanda que se alinha com as expectativas de crescimento econômico mais rápido este ano.

O Departamento de Comércio disse na segunda-feira que os estoques no atacado aumentaram 1,3%, conforme estimado no mês passado. Os estoques no atacado aumentaram 0,6% em dezembro. O componente dos estoques no atacado que compõe o cálculo do produto interno bruto também aumentou 1,3% em janeiro.

Os estoques aumentaram 0,6% em janeiro em relação ao ano anterior. As vendas no atacado saltaram 4,9% após avançar 1,9% em dezembro. No ritmo de vendas de janeiro, os atacadistas levariam 1,24 mês para esvaziar as prateleiras. Esse foi o menor desde novembro de 2014 e caiu de 1,29 meses em dezembro.

Ásia

  • PIB do Japão cresceu 2,8% no quarto trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão cresceu 2,8% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre, segundo revisão divulgada nesta segunda-feira, 8. O valor ficou abaixo do resultado anterior, de avanço de 3,0%. Na comparação anualizada, a atividade econômica japonesa registrou expansão de 11,7%, abaixo dos 12,7% da divulgação preliminar.

Os gastos privados aumentaram 2,2% em relação ao trimestre anterior, graças a um programa governamental de incentivos a viagens.

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