Rumo espera movimentar entre 72 bilhões e 76 bilhões de toneladas equivalentes neste ano

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A Rumo (BOV:RAIL3), empresa de logística do grupo Cosan, divulgou na manhã desta quinta-feira (04) suas projeções financeiras e operacionais para 2021 e 2025. Para este ano, a empresa espera transportar um volume que varia entre 72 bilhões e 76 bilhões de toneladas equivalentes por quilômetro útil.

Também para 2021, o Ebitda esperado é de algo entre R$ 4 bilhões e R$ 4,4 bilhões, enquanto os investimentos devem ficar entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,9 bilhões.

Para 2025 a expectativa é de transportar entre 99 bilhões e 109 bilhões de toneladas equivalentes e atingir um Ebitda que fique entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.

Os investimentos (capex) entre 2021 e 2025 devem oscilar entre R$ 16,5 bilhões e R$ 18,5 bilhões.

A companhia lembra que essas projeções podem sofrer revisões ao longo do ano, mas se e quando isso acontecer, serão apresentadas ao mercado.

No ano passado, a Rumo teve uma participação de 44% no mercado. A projeção é chegar a 2025 com uma fatia de 50% — considerando que o mercado também vai crescer 29%, em termos de volume, no período.

“Em 2020, observamos uma queda no preço de combustíveis, que permite ao caminhão reduzir preço, o que pressionou o market share e a negociação de tarifas da Rumo. Para 2021, os preços já retomaram, havendo expectativa mais favorável à ferrovia. Outro fator é relação de demanda por frete. Com a pavimentação da BR-163, houve expansão da oferta logística, então a safra de milho não apresentou expansão. Em 2021, há forte demanda no início da safra, o que tem levado a um aumento dos preços. As condições já são mais favoráveis que as de 2020”, afirmou.

“Em 2020, também convivemos com a BR-163 pavimentada, mas sem pedágio. O governo pretende concluir o leilão até o primeiro semestre, então o custo de caminhões para Norte deve ser fortemente impactado”, completou.

Pelas projeções, a Rumo também deverá chegar a participação de mercado de 60% na exportação de grãos dos Estados de Goiás e Tocantins, com a inauguração da Malha Central (Ferrovia Norte-Sul).

Hoje,  cinco meses antes do previsto, a companhia começa a operar oficialmente a Ferrovia Norte-Sul, corredor ferroviário concebido nos anos 1980 e que será enfim concluído em 2021. A movimentação de cargas começará pelo trecho sul da via, mas, até o fim do ano, toda a malha já estará em funcionamento.

Novos projetos

A Rumo avalia que novos projetos ferroviários não impactarão a operação da empresa no curto prazo. A companhia não incluiu essa perspectiva em suas projeções até 2025, divulgadas nesta manhã.

Em relação à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cuja primeira etapa será leiloada em abril pelo governo federal, a Rumo pondera que, ao menos pela próxima década, a ferrovia não trará concorrência, afirma Lewin.

O primeiro trecho da Fiol, que será licitado neste ano, vai de Ilhéus (BA) a Caetité (BA). O plano de longo prazo é que a via se conecte com a Norte-Sul, mas ainda não há previsão para essa extensão.

Em relação à Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), cuja primeira etapa será construída pela Vale, no âmbito de seu processo de renovação antecipada, o executivo afirma que também não haverá competição nos próximos anos. A ferrovia também deverá conectar o Mato Grosso à Norte-Sul.

“A Fico, que deve conectar o Mato Grosso no primeiro estágio, vai acontecer depois de 2025, portanto não está incluído na nossa projeção. Agora, para o segundo estágio da Fico, estamos falando de um prazo muito longo. É um projeto complexo que vai levar uma década ou até mais para acontecer”, afirma.

Lucro líquido de R$ 305 milhões, recuo de 61,2% em comparação com 2019

A Rumo registrou lucro líquido de R$ 305 milhões, recuo de 61,2% ante 2019. De acordo com a Rumo, o lucro líquido foi influenciado pelo menor Ebitda, pelo aumento das despesas financeiras decorrentes do impacto não caixa e não recorrente de marcação a mercado (MTM) e das outorgas das Malhas Central e Paulista, que incorreram em mais meses em 2020 do que em 2019.

 

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