Tenda (TEND3): lucro líquido de R$ 200,3 milhões em 2020, queda de 24% refletindo efeitos da pandemia e aumentos nos custos de construção

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A construtora e incorporadora Tenda registrou lucro líquido de R$ 200,3 milhões em 2020, queda de 24% na comparação com 2019. A diminuição do lucro reflete os efeitos da pandemia, que provocaram paradas temporárias das obras, com perda de produtividade. Também pesaram os aumentos nos custos de construção no período.

Os resultados da Tenda (BOV:TEND3) referentes suas operações do quarto trimestre de 2020 foram divulgados no dia 11/03/2021. Confira o Press Release completo!

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 4T20 e referente ao ano de 2020. Confira a cobertura completa de todos os balanços referente ao ano de 2020 das empresas negociadas na B3.

A margem bruta ajustada da companhia chegou a 32,2%, retração de 2,8 pontos.

A receita líquida foi de R$ 2,282 bilhões no ano, avanço de 17%, puxada pelo aumento das vendas. No ano, houve geração de caixa de R$ 70 milhões

4T20

A construtora e incorporadora Tenda obteve lucro líquido consolidado de R$ 72 milhões no quarto trimestre de 2020, recuo de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2019.

A Tenda também apurou um prejuízo de R$ 2,7 milhões no trimestre com o seu novo negócio de construção industrializada (chamada pelo jargão de off-site), que ainda está sendo colocado de pé, sem gerar receitas.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 110,2 milhões no trimestre, alta de 10,3%, e R$ 330,0 milhões no ano, queda de 6,6%.

A receita líquida no 4T20 cresceu 26,3%, para R$ 685,9 milhões.

A companhia encerrou 2020 com caixa líquido de R$ 148,3 milhões. A alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido ficou negativa em 9,8%, dentro da faixa estipulada pela Tenda de -10% a +10%.

A piora do resultado financeiro também explica a queda do lucro. Por um lado, houve redução de 58,2% das receitas financeiras, para R$ 7 milhões. Por outro, as despesas financeiras aumentaram 10,6%, para R$ 14,1 milhões.

A companhia reportou ainda queima de caixa de R$ 54,3 milhões no trimestre devido à antecipação das obras para aliviar o efeito do aumento nos custos dos materiais.

VISÃO DE MERCADO

BTG Pactual 

Já os analistas do BTG Pactual escreveram que os resultados da construtora foram fortes, com boa entrega de lucro por ação e ROE de 19% apesar do impacto nas margens.

Para eles, a o cenário de curto prazo para as construtoras do segmento de baixa renda pode ser difícil por conta dos custos de construção, mas o histórico da Tenda e os múltiplos atrativos justificam a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 40.

Credit Suisse

O Credit Suisse avaliou os resultados divulgados pela Tenda, como em linha com sua expectativa. O banco mantém avaliação neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a Tenda, afirmando que há riscos para o setor de baixa renda devido à alta de preços, uma tendência que diz esperar que continue em 2021.

O Credit destaca que, por outro lado, a empresa vem postando fortes resultados operacionais. O banco mantém preço-alvo de R$ 37, frente aos R$ 25,6 de fechamento na quinta.

XP Investimentos 

Para os analistas da XP Investimentos, a companhia reportou bons resultados, impulsionados pelo forte desempenho de vendas. Os números financeiros apresentados ficaram em linha com as estimativas, com a margem bruta impactada negativamente pelo aumento dos custos de materiais, escreveram em relatório.

Já sobre o balanço patrimonial, os analistas avaliam que a companhia continua com sólida posição de caixa líquido e baixa alavancagem e que continua apresentando evolução no modelo de construção remota, com nova fábrica e certificação DATEC dentro do cronograma previsto, além de uma parceria com a Tecverde.

A corretora destaca que o guidance da empresa, divulgado junto ao balanço, sugere um “sólido ano de 2021”. Eles reiteraram a recomendação de compra, com preço-alvo de R$37,20 por ação.

Pensando em investir na Tenda?

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Governança Corporativa

A Tenda está listada no Novo Mercado da B3, o mais alto nível de Governança Corporativa no mercado de ações brasileiro, com IPO realizado em 04 de maio de 2017. Empresa de capital pulverizado, com free float superior a 90%.

Composição Acionária

Tenda

Desempenho da empresa na B3

No último ano, as ações da Tenda oscilaram entre a mínima de R$ 15,44 e a máxima de R$ 35,58. No último pregão antes da divulgação do resultado do 4T20, a empresa fechou em alta de 4,9%, negociada a R$ 25,60.

Confira o histórico da Tenda (TEND3)

Período Abertura Máxima Mínima Preço Méd. Vol Méd. Variação Variação %
1 Semana 25,49 26,38 23,66 24,85 1.362.360 0,11 0,43%
1 Mês 27,27 27,56 23,66 26,00 1.543.778 -1,67 -6,12%
3 Meses 30,85 31,30 23,66 27,90 1.439.896 -5,25 -17,02%
6 Meses 30,47 31,65 23,66 28,70 1.246.255 -4,87 -15,98%
1 Ano 30,65 35,58 15,44 27,50 1.304.612 -5,05 -16,48%
3 Anos 12,00 40,33 11,00 24,92 972.986 13,60 113,33%
5 Anos 7,795 40,33 6,25 22,56 885.985 17,81 228,42%
* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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