9 fatos que marcaram a semana: CPI da Covid, Lula livre, um Silva na PETR, HGTX3, ARZZ3, LREN3, MGLU3, SULA11 e muito +

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Nesta semana o Ibovespa voltou a bater os tão famosos 120 mil pontos, depois de não ver um resultado assim durante dois longos meses seguidos. No acumulado da semana, a alta do índice é de 2,9%.

Mas não foi apenas na Bolsa que identificamos grandes mudanças. Na esfera política, há muita coisa acontecendo e que tem, é claro, impactado o humor do mercado e dos investidores. Isso vai se refletir na Bolsa e em todas as esferas econômicas e sociais, portanto, olhar atento.

Fique de olho também no nosso sobe e desce de ações, que esta semana ganhou um tempero ainda mais interessante entre as varejistas: propostas de aquisições, combinações de negócios e outros. Ficou curioso? Vamos acompanhar tudo isso agora!

1. CPI da Covid-19 é instaurada

A CPI da Covid – que por decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai investigar, além do governo federal, o uso de recursos da União repassados a estados e municípios – já tem os próximos passos estabelecidos.

Depois de definir os integrantes da comissão, vem a escolha do presidente e do relator – nomeados pelos membros. A comissão tem prazo de 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, para fazer as investigações que julgar necessárias.

Dentro desse tempo, os senadores podem convidar ou convocar autoridades, pedir quebras de sigilos fiscal e telefônico, além de pedir também que o Ministério Público (MP) indicie investigados considerados responsáveis por crimes ou irregularidades. (Com CNN)

2. Lula de novo na jogada

Por 8 a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar as condenações impostas pela Operação Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deixa o petista elegível e apto a disputar as próximas eleições presidenciais. Na prática, o plenário manteve a decisão do ministro Edson Fachin, que considerou que a Justiça Federal de Curitiba não era competente para investigar Lula, já que as acusações levantadas contra o ex-presidente não diziam respeito diretamente a um esquema bilionário de desvio de recursos na Petrobras.

Ainda está em aberto se as quatro ações penais que miram Lula (do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e duas sobre o Instituto Lula) vão ser encaminhadas para a Justiça Federal do DF ou de São Paulo. Quanto a isso, vale colocar mais uma figura nessa história: Sérgio Moro – ou melhor, se a suspeição do ex-juiz federal Sérgio Moro vai ser arquivada ou não.

Pelo raciocínio de Fachin, se a condenação que Moro impôs a Lula na ação do triplex do Guarujá não existe mais, não faz mais sentido discutir a atuação do ex-juiz federal no caso. Mesmo assim, a Segunda Turma decidiu, no mês passado, por 3 a 2, declarar Moro parcial no caso. Agora, a palavra final será do plenário, que deve se dividir sobre o tema.

A suspeição de Moro é uma questão-chave para o futuro da Lava Jato e de Lula, porque os ministros vão decidir se as provas coletadas pelo ex-juiz poderão ser reaproveitadas ou não pelo futuro juiz que assumir os casos do ex-presidente. Um dos temores de investigadores é a de que haja um efeito cascata, contaminando outros processos da Lava Jato nos quais Moro atuou. (Com Estadão)

3. Por falar em Lava Jato, isso lembra Petrobras (PETR3 e PETR4), que confirmou Silva e Luna como novo diretor-presidente

As negociações das ações da Petrobras chegaram a ser interrompidas por 20 minutos, depois da divulgação do fato relevante sobre a escolha do general Joaquim Silva e Luna para o comando da estatal.

A Assembleia Geral Ordinária (AGE) da Petrobras aprovou a indicação de Joaquim Silva e Luna como diretor-presidente, assim como mais seis nomes para integrar o conselho. Com o resultado da AGE, a União mantém sete dos 11 assentos do Conselho de Administração.

A Petrobras também anunciou a destituição de Roberto Castello Branco do cargo de membro do Conselho de Administração, o que acarretou na sua saída também da presidência da companhia.

A Ativa Investimentos classificou como um fato negativo à pluralidade da Petrobras a eleição de apenas um dos candidatos dos acionistas minoritários ao conselho de administração da estatal durante a assembleia geral extraordinária. “Entendemos a perda de um assento por parte dos minoritários no conselho como mais um fator negativo à pluralidade da companhia, que inclusive, possui uma base minoritária pulverizada e que, possivelmente, será ainda menos representada pela nova composição”, afirma. Já o Bradesco BBI aponta que a eleição não trouxe surpresas em termos dos nomes propostas.

Para o Goldman Sachs, as incertezas sobre a Petrobras devem se manter até que o novo presidente da empresa assuma o cargo e fale sobre a política de preços de combustíveis, a venda de refinarias e a alocação de capital da petroleira. O banco avalia que os riscos sobre a Petrobras aumentaram significativamente no último mês devido ao posicionamento do governo federal a respeito da manutenção da política de preços de combustíveis alinhada aos preços internacionais.

4. Ainda na onda de estatais, temos os Correios…

Foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto do presidente Jair Bolsonaro incluindo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Programa Nacional de Desestatização (PND).

De acordo com o texto, a desestatização observará os seguintes princípios: alienação de controle societário em conjunto com a concessão dos serviços postais universais; prestação concomitante dos serviços de correspondências e objetos postais e prestação integrada dos serviços de atendimento, tratamento, transportes e distribuição, prestação dos serviços com abrangência nacional e celebração de contrato de concessão, de modo contínuo e com modicidade de preços, dos seguintes serviços postais universais: carta, simples ou registrada; impresso, simples ou registrado; objeto postal sujeito à universalização, com dimensões e peso definidos pelo órgão regulador; e serviço de telegrama, onde houver a infraestrutura de telecomunicações necessária para a sua execução, informa a Arko Advice.

A Magalu e outras quatro empresas já manifestaram interesse na privatização dos Correios. O Amazon, a DHL, Fedex também são outros grandes players de olho na estatal.

5. Aproveitando o gancho sobre governos e países, temos a China, que revelou seu PIB referente ao 1T21

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 18,3% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior, uma taxa recorde de crescimento a que se chegou graças à base de comparação deprimida pelo início da pandemia de covid-19 do começo de 2020, mas que também reflete o impulso contínuo na segunda maior economia do mundo.

A taxa de crescimento do PIB nos três primeiros meses de 2021 foi nitidamente superior ao crescimento de 6,5% na base anual registrado no último trimestre de 2020. Embora vistoso, o resultado do primeiro trimestre ficou aquém do crescimento de 19,2% esperado por economistas.

Os analistas previram que o crescimento do PIB nos primeiros três meses do ano teria um salto acentuado em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a economia chinesa sofreu uma contração histórica de 6,8% diante do surgimento do novo coronavírus, que forçou Pequim a fechar grandes áreas do país.

A taxa de crescimento do PIB ano a ano quase certamente tenderá a cair nos próximos trimestres, uma vez que a economia chinesa é medida em relação aos níveis mais altos do período do ano anterior. A economia da China começou a se recuperar no segundo trimestre de 2020 e registrou números mais elevados de crescimento na comparação anual nos demais trimestres do ano passado.

Na comparação com os últimos três meses de 2020, a economia chinesa cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2021, desacelerando em relação a um aumento trimestral de 2,6% do PIB no quarto trimestre de 2020.

A taxa de crescimento de 18,3% para o primeiro trimestre é a mais alta desde que a China começou a divulgar o PIB trimestral em 1992, superando a taxa de 15,3% no primeiro trimestre de 1993.

Junto com os dados trimestrais de crescimento da economia, foram divulgados ainda números da atividade econômica da China que ajudaram a formar o resultado robusto do PIB no primeiro trimestre deste ano.

A produção industrial, o investimento e os gastos do consumidor registraram um crescimento percentual de dois dígitos em março, embora as taxas de crescimento tenham sido geralmente menores do que aquelas durante o período de janeiro a fevereiro, que foram medidas contra a base de comparação mais baixa de um ano atrás, quando o surto de covid-19 paralisou a atividade econômica do país.

A produção industrial cresceu 14,1% em março em comparação com o mesmo mês do ano anterior, abaixo dos 35,1% registrados no período janeiro-fevereiro sobre um ano antes e também abaixo do ritmo de 16,5% esperado pelos economistas. Em comparação com fevereiro, a produção industrial da China cresceu 0,60% em março, ante o crescimento mensal de 0,69% em fevereiro.

As vendas no varejo, um indicador-chave do consumo doméstico chinês, aumentaram 34,2% no comparativo anual em março. O resultado foi superior ao crescimento de 33,8% no primeiro bimestre e superou a expectativa dos economistas para março, de crescimento de 28%. As vendas no varejo aumentaram 1,75% em março na comparação com o mês anterior, acelerando em relação ao ritmo de 0,56% de fevereiro sobre janeiro.

O investimento em ativos fixos não rurais da China, uma medida importante da atividade de construção civil, aumentou 25,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação com um ano antes. Ficou abaixo dos 35% de alta no período de janeiro a fevereiro sobre o primeiro bimestre de 2020. Também ficou abaixo da previsão dos economistas, que esperavam que o investimento crescesse 26,4% nos primeiros três meses do ano na base anual. (Com Dow Jones NewsWire)

6. Olhando agora para o nosso mercado, ou melhor, nossa Bolsa, duas empresas entram para o Ibovespa a partir de maio. Sabe quem são elas?

A B3 manteve a ação ordinária da Locaweb (LWSA3) e incluiu a unit do Banco Inter (BIDI11), principal fintech listada na Bolsa brasileira, na segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa que vigorará entre maio e agosto, em meio ao crescente apetite do investidor brasileiro por papéis ligados à tecnologia.

O setor financeiro, um dos mais tradicionais do mercado, não está imune a isso: a unit do Banco Inter acumula uma valorização de mais de 500% nos últimos 12 meses, enquanto “bancões” como Itaú e Bradesco veem seus papéis preferenciais subirem respectivamente 15% e 24%.

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Curiosidade do Banco Inter

O Banco patrocinou o São Paulo Futebol Clube de 2017 até fevereiro de 2021. A relação era do tipo ganha-ganha, segundo a empresa: “Ao usar o cartão Morumbi, 50% do resultado das transações de débito e crédito [ia] pro São Paulo FC! Além disso, cliente tricolor participa[va] de promoções exclusivas no twitter e Intagram oficial do Banco”. O término do contrato se deu em virtude da pandemia, que deixou os estádios vazios e também fez com que muitas partidas fossem suspensas.

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Com a inclusão do Inter e a manutenção da Locaweb, o principal índice da Bolsa brasileira deve ter 84 papéis a partir de maio. O Ibovespa acumula alta de 1,4% desde o início do ano.

7. Ainda falando de empresas, a Hering (HGTX3) rejeitou proposta da Arezzo (ARZZ3) para potencial fusão

A Hering recebeu uma carta não solicitada da Arezzo&Co com uma proposta não vinculativa para a potencial combinação de negócios. Após análise dos termos propostos, o Conselho de Administração da Hering decidiu, por unanimidade, rejeitar a proposta por considerar que ela não atende ao melhor interesse dos acionistas e da própria companhia.

Conforme já informado no “Release de Resultados 4T20”, a Hering pretende seguir na execução do seu plano estratégico que combina construção de marcas, expansão e integração de canais, e modernização do supply chain, com foco no cliente e na sustentabilidade. Em conjunto com a busca por crescimento orgânico, a companhia continuamente analisa oportunidades inorgânicas e manterá seu programa de recompra de ações aprovado pelo Conselho de Administração.

Segundo o Credit Suisse, embora a proposta de combinação de negócios feita pela Arezzo sobre a Hering não estivesse no radar dos investidores, ela está de acordo com a sinalização da fabricante de calçados de que se manteria agressiva em fusões e aquisições.

Para analistas do banco, apesar de a oferta ter sido recusada, existe potencial para que a Arezzo faça uma nova proposta, “com números melhores”. Entretanto, eles não acreditam na possibilidade de uma tomada hostil por parte da Arezzo, mas considera que o momento para a transação não poderia ser melhor para a companhia, tendo em vista que seus papéis estão perto das máximas históricas, enquanto os da Hering ainda são negociados com um desconto de 30% na comparação com os níveis pré-pandemia.

Já para a Guide Investimentos, a proposta da Arezzo demonstra que o ativo Hering segue bastante cobiçado no mercado, principalmente pelo poder de marca da companhia. Em todo caso, avaliamos que de fato o momento não é o mais adequado para a venda do controle da companhia, que segue em sua transformação digital.

No caso da Arezzo, os analistas veem o movimento também como positivo, uma vez que a companhia anunciou recentemente a aquisição da Reserva e conseguiu integrar suas operações em menos de 5 meses (prazo inicial era de 1 ano) e mostra que segue com apetite para novas aquisições ainda mais agressivas.

Os analistas do J.P. Morgan avaliam que a notícia da proposta de compra da Hering pela Arezzo é mais positiva para a empresa do setor de calçados e bolsas do que a de vestuário. A equipe do banco afirma que a negativa da Hering sugere que a gestão permanece confiante na recuperação do crescimento enquanto vê o valor oferecido como baixo, o que é um bom sinal. Mas, segundo os analistas, a estratégia permanece “um pouco a mesma dos anos anteriores”.

“Ainda assim, em nossa opinião, esta transação potencial poderia desbloquear valor material na Hering, principalmente considerando que o nível de confiança em sua execução é baixo e a Arezzo tem ferramentas (e histórico) para apoiá-la”, avalia. O banco vê uma combinação de oportunidades de crescimento e execução forte somadas à opcionalidade de uma maior expansão inorgânica no segmento de vestuário “dada a visibilidade ainda limitada sobre a conclusão de sua recuperação e tendências de crescimento morno”.

8. Magazine Luiza (MGLU3) celebra contrato de aquisição da… Jovem Nerd?

Magazine Luiza (MGLU3) celebrou contrato para aquisição da Jovem Nerd, a maior plataforma multimídia voltada para o público nerd e geek do país. A referida aquisição foi realizada por uma empresa controlada pelo Magalu. Finalmente, com a aquisição, o Magalu expande ainda mais a sua audiência, que já conta com a CanalTech, o Steal the Look e o próprio Magalu e aumenta o alcance e relevância do MagaluAds.

Fundado em 2002, o Jovem Nerd produz conteúdo sobre diversos temas da cultura nerd, entre eles cinema, séries, games, história e ciência, e que vai ao ar em seus programas NerdCast, NerdOffice, NerdBunker, NerdPlayer e Nerdologia. Com mais de 5,5 milhões de inscritos em seus canais no YouTube, os programas já superaram a marca de 1 bilhão de views na plataforma. Além disso, o Jovem Nerd também está presente nas principais redes sociais, com mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram e cerca de 3 milhões no Twitter.

O Jovem Nerd foi um dos pioneiros na produção de podcast no Brasil com o lançamento do NerdCast em 2006. No ar há 15 anos, o NerdCast é um dos líderes em audiência e abriu as portas para o mercado publicitário no segmento por meio de branded content. Em 2019, o NerdCast foi o primeiro podcast do Brasil – e o terceiro do mundo – a ultrapassar a marca de 1 bilhão de downloads.

O conteúdo produzido pelo Jovem Nerd, tanto em formato de áudio, vídeo, texto e jogos, continuará sendo disponibilizado através dos canais atuais e a liberdade editorial da criação será mantida. Adicionalmente, o conteúdo do Jovem Nerd será integrado ao SuperApp do Magalu, ampliando o seu alcance e aumentando o tempo de uso do aplicativo.

9. No acumulado da semana, quem mais valorizou e quem teve o pior desempenho?

Esta foi a semaninha do “vamos combinar?”. Isso porque, como já comentamos, a Hering teve um grande motivador de alta dos papéis no decorrer da semana, com a cantada do “vamos combinar os negócios aí?” levada pela Arezzo. No acumulado dos 5 dias, a alta das ações é de 40%. Mas desse lado também estão as Lojas Renner (LREN3), com alta de 10% nos papéis, após informações de que a empresa vai realizar uma oferta bilionária de ações para angariar capital e tentar a cantada do “vamos combinar uns negocinhos?” com algum de seus concorrentes, como Lojas Marisa (AMAR3) e C&A (CEAB3).

Acompanham também esse ritmo a Braskem e Usiminas, empresas ligadas a commodities que viram seus papéis subirem 14% e 11%, respectivamente. Já pegando os desempenhos do Ibovespa de baixo, temos caindo igual pedra a SulAmérica (SULA11), com queda de 7% nas ações. Os papéis da seguradora estão repercutindo o balanço da companhia. Empresa registrou queda de 90% no lucro do 4T20.

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