Boletim Focus: projeção para Selic é mantida em 5,00% para 2021 e em 6,00% para 2022

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central do Brasil revisaram os indicadores nas projeções do Boletim Focus desta segunda-feira (05/04/2021).

Confira as principais projeções:

Taxa Selic 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, dia 5, que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava em 4,00%.

No caso de 2022, a projeção permaneceu em 6,00% ao ano, ante 5,50% de um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,50%, ante 6,00% de quatro semanas atrás. Para 2024, foi de 6,38% para 6,25%, ante 6,00% de um mês atrás.

IPCA 

Os economistas mantiveram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – em 2021, o Relatório de Mercado Focus, mostra que a mediana para o IPCA este ano seguiu em alta de 4,81%. Há um mês, estava em 3,98%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,51% para 3,52%. Quatro semanas atrás, estava em 3,50%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está acima do centro da meta de 2021, de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Últimos 5 dias úteis

A projeção mediana para o IPCA de 2021 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 4,90% para 4,86%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 38 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 4,10%. No caso de 2022, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,50% para 3,61%. Há um mês, estava em 3,49%. A atualização no Focus foi feita por 37 instituições.

Outros meses

Os economistas alteraram a previsão para o IPCA em março de 2021, de alta de 0,93% para 0,95%. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,45%.

Para abril, a projeção no Focus seguiu em alta de 0,46% e, para maio, passou de alta de 0,27% para 0,28%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,34% e 0,24%, nesta ordem.

No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de alta de 4,09% para 3,97% de uma semana para outra – há um mês, estava em 3,84%.

PIB

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de alta de 3,18% para elevação de 3,17%. Há quatro semanas, a estimativa era de 3,26%. Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,34% para 2,33%. Quatro semanas atrás, estava em 2,48%.

No Focus divulgado nesta segunda-feira, 5, a projeção para a produção industrial de 2021 foi de alta de 5,24% para 5,29%. Há um mês, estava em elevação de 4,37%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,50%, ante 2,30% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 foi de 64,80% para 64,60%. Há um mês, estava em 64,44%. Para 2022, a expectativa seguiu em 66,20%, ante 65,50% de um mês atrás.

Déficit primário

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2021. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 3,10% para 3,05%. No caso de 2022, passou de 2,10% para 2,15%. Há um mês, os porcentuais estavam em 2,80% e 2,10%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2021 seguiu em 7,50%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2022, seguiu em 6,80%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 7,00% e 6,60%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a balança comercial em 2021 na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, em superávit comercial de US$ 55,00 bilhões. Um mês atrás, a previsão era a mesma. Para 2022, a estimativa de superávit foi de US$ 50,50 bilhões para US$ 51,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 50,00 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2021 foi de déficit de US$ 12,00 bilhões para US$ 11,83 bilhões, ante US$ 12,50 bilhões de um mês antes. Para 2022, a projeção de rombo passou de US$ 19,70 bilhões para US$ 20,40 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 19,70 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2021 seguiu em US$ 55,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 52,50 bilhões. Para 2022, a expectativa foi de US$ 64,40 bilhões para US$ 62,20 bilhões, ante US$ 61,90 bilhões de um mês antes.

Câmbio 

O Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 5, pelo Banco Central (BC), mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2021. A mediana das expectativas para o câmbio no fim período foi de R$ 5,33 para R$ 5,35, ante R$ 5,15 de um mês atrás. Para 2022, a projeção para o câmbio passou de R$ 5,26 para R$ 5,25, ante R$ 5,13 de quatro pesquisas atrás.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus passou a ser calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano. A mudança foi anunciada em janeiro passado pelo BC. Com isso, a autarquia espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

(Com informações do Banco Central e Estadão)

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