Eletrobras: Aneel aprova reperfilamento do componente financeiro da Rede Básica Sistema Existente (RBSE)

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A Eletrobras comunicou que a Aneel aprova reperfilamento do componente financeiro da Rede Básica Sistema Existente (RBSE).

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:ELET3) (BOV:ELET5) (BOV:ELET6), nesta quinta-feira (22).

Segundo a companhia, o fluxo encontrava-se estabelecido pelas resoluções homologatórias relativas à revisão periódica das Receitas Anuais Permitidas (RAPs), associadas às instalações de transmissão sob responsabilidade, respectivamente, de Furnas, Eletronorte, Companhia de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Sul do Brasil (CGT Eletrosul) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (a Chesf).

“A decisão pelo reperfilamento do componente financeiro da RBSE prevê uma redução da curva de pagamento desses valores para os ciclos 2021/2022 e 2022/2023 e um aumento no fluxo de pagamentos nos ciclos após 2023, estendendo tais parcelas até o ciclo 2027/2028, preservando, entretanto, a remuneração pelo WACC”, explica a Eletrobras, em comunicado.

A discussão sobre a RBSE se estende desde 2017, quando, reconhecida sua inclusão na Base de Remuneração Regulatória das transmissoras e seus critérios de atualização por portaria do Ministério das Minas e Energia, medidas judiciais foram propostas por consumidores.

Eles obtiveram decisões suspendendo o pagamento da parcela do custo de capital não incorporado desde as prorrogações das concessões até o processo tarifário.

O pagamento desta parcela somente retornou às RAPs em 2020, com a desconstituição das decisões judiciais, sem, entretanto, ter havido o reconhecimento da remuneração dos montantes não pagos de 2017 a 2020.

“Porém, a mesma decisão da Aneel que promoveu o reperfilamento do componente financeiro reconheceu o direito das transmissoras à remuneração dos valores cujo pagamento esteve suspenso judicialmente, acrescendo os montantes às respectivas RAPs, igualmente como componente financeiro da RBSE”, lembra a Eletrobras.

“Isso fez com que fossem acatados pedidos de reconsideração que haviam sido apresentados pelas resoluções homologatórias.

 empresa pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 12 de maio.

Lucro líquido de R$ 6,3 bilhões em 2020, queda de 43% influenciado pela variação cambial decorrente da pandemia

A Eletrobras registrou no consolidado do exercício de 2020 um lucro líquido de R$ 6,387 bilhões, 43% inferior aos R$ 11,133 bilhões obtidos no ano anterior. A companhia salienta que o lucro de 2019, é composto do resultado das operações continuadas de R$ 7,848 bilhões e de R$ 3,285 bilhões referente às operações descontinuadas (distribuição), com destaque para privatização da distribuidora Amazonas Energia. Com isso, pelo critério de operações continuadas, o lucro recuou 19%.

A Eletrobras registrou um lucro líquido de R$ 1,269 bilhão no quarto trimestre de 2020, queda de 44% na comparação com os R$ 2,273 bilhões apurados no mesmo intervalo de 2019, conforme valores reapresentados pela companhia seguindo orientação dos órgãos reguladores.

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