O conselho da Via Varejo aprovou emissão de debêntures no valor total de R$ 1 bilhão

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O conselho de administração da Via Varejo aprovou sua sexta emissão de debêntures simples, no valor total de R$ 1 bilhão, dividida em duas séries. É a primeira emissão da companhia com condições atreladas ao cumprimento de metas de sustentabilidade.

O comunicado oficial foi feito pela empresa na manhã desta segunda-feira (19). Confira o documento na íntegra!

Cada título terá o valor unitário de R$ 1 mil, com remuneração de juros correspondentes à variação acumulada de 100% das taxas médias diárias do DI, com uma sobretaxa de 1,90% para as debêntures da primeira série e de 2,10% para as da segunda. Caso a empresa não cumpra metas de emprego de energia elétrica renovável, a taxa de prêmio terá acréscimo de 10 pontos-base.

As debêntures da primeira série terão prazo de vigência de três anos a partir da emissão, enquanto as da segunda série terão prazo de cinco anos.

Segundo a Via Varejo (BOV:VVAR3), os recursos captados serão destinados para o alongamento do perfil da dívida da companhia e para o reforço de caixa na gestão ordinária dos negócios.
A meta da Via Varejo é aumentar o uso de energia renovável em suas operações — hoje em 30% — para 50% até 2022 e 90% até 2025. A meta inclui as lojas do Ponto Frio e Casas Bahia, bem como CDs e escritórios.

O cumprimento da meta será auditado pela Resultante, uma consultoria ambiental que funcionará como verificador externo e independente.

A Via Varejo é apenas a segunda companhia brasileira a emitir no mercado interno com compromissos ESG. Em dezembro, o Grupo Boticário usou a mesma estrutura para levantar R$ 1 bilhão, pagando CDI + 2,30% num papel de cinco anos.

A debênture da Via Varejo recebeu um rating local ‘AA’ da S&P, o terceiro nível (de cima para baixo) na escala de investment grade.

A emissão terá duas séries: a primeira, com vencimento em 3 anos, pagará taxa máxima de CDI + 1,90% ao ano; a segunda, com vencimento em 5 anos, pagará no máximo CDI + 2,10% a.a.

Os bancos coordenadores deram oferta firme para toda a emissão nestas taxas, mas a taxa final será definida em processo de bookbuilding.

Se a companhia não cumprir a meta, a taxa aumenta em 0,10% na primeira janela e mais 0,025% na segunda.

Os coordenadores são Banco do Brasil (líder), Bradesco, Itaú e Safra.

O pricing está marcado para 7 de maio.

A Via Varejo pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 11 de maio.

⇒ Confira a agenda completa da divulgação dos resultados do 1T21

Lucro líquido de R$ 1 bilhão em 2020, revertendo prejuízo de R$ 1,4 bilhão

A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, reverteu o prejuízo de R$ 1,4 bilhão registrado em 2019 e reportou um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão em 2020.

Entre janeiro de dezembro, a receita líquida atingiu R$ 28,9 bilhões, um acréscimo de 12,7% frente ao ano anterior.

4T20

No 4T20, a Via Varejo registrou lucro líquido de R$ 336 milhões no quatro trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 875 milhões visto no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado por uma “transformação digital” acelerada pela pandemia de coronavírus, segundo a companhia.

(Com informações do Brazil Journal e Estadão)

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