Bolsonaro aprova interesse da Petrobras em operar blocos da 2ª rodada da cessão onerosa

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A Secretaria-Geral da Presidência informou que o presidente Jair Bolsonaro aprovou a “participação obrigatória” da Petrobras como operadora dos consórcios vencedores da segunda rodada dos volumes excedentes da cessão onerosa.

A estatal já havia manifestado, na semana passada, o interesse de entrar na disputa nessa condição. “A Petrobras foi consultada, manifestando seu interesse em exercer seu direito de preferência em atuar como operadora e possuir participação mínima de 30% nos consórcios formados para exploração de ambos os blocos ora licitados no regime de partilha de produção”, informou o Palácio do Planalto.

Se a participação se restringir ao mínimo de 30%, a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) deverá desembolsar um valor de bônus de assinatura na mesma proporção. O restante será arcado pelas companhias que formarem o consórcio.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o bônus de R$ 11,14 bilhões para os dois blocos, sendo R$ 7,138 bilhões para Sépia e R$ 4,002 bilhões para Atapu — os valores representam um terço do bônus cobrado em 2019 (R$ 36 bilhões).

As duas reservas já tinham sido ofertadas em novembro de 2019 na primeira rodada de volume excedentes, mas a Petrobras e as petroleiras estrangeiras não quiseram levar. Na ocasião, a estatal integrou os consórcios que arremataram os blocos mais cobiçados do leilão, Búzios e Itapu, que renderam ao governo R$ 70 bilhões em bônus de assinatura.

O governo também já divulgou os valores de compensação que a Petrobras deverá receber dos vencedores do leilão pelos investimentos já realizados nos blocos que serão negociados em dezembro, conforme a previsão.

O valor antes dos impostos ficou em US$ 3,254 bilhões para o bloco de Atapu e US$ 3,2 bilhões para o bloco de Sépia. Esses montantes poderão aumentar a cada ano, até 2032, caso o preço do barril de petróleo atinja a média anual superior a US$ 40 — até o limite de US$ 70 por barril.

A Petrobras pretende divulgar os resultados do 1T21 no dia 13 de maio

Lucro líquido de R$ 7,1 bilhões em 2020, queda de 82,3%

Petrobras registrou lucro de R$ 7,1 bilhões em 2020, queda de 82,3% em relação ao montante de 2019. A redução foi atribuída a alguns fatores como a queda de 35% do preço do petróleo, maiores perdas de valor de ativos, menores ganhos com desinvestimentos e desvalorização de 31% do dólar frente ao real.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou em sua provável última Carta do Presidente na divulgação do resultado do exercício de 2020, que entregou a recuperação em “J” que havia prometido, e que a empresa teve um desempenho excepcional em 2020, apesar do ambiente desafiador da pandemia de covid-19.

(Com informações do Valor)

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