Espaçolaser (ESPA3): lucro líquido de R$ 31,7 milhões no 1T21, alta de 29,8%

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A Espaçolaser registrou lucro líquido ajustado de R$31,7 milhões, alta de 29,8% na comparação anual, com uma margem líquida de 17,9%, principalmente em decorrência da melhora do resultado operacional.

A receita líquida foi de R$176,8 milhões nos três primeiros meses do ano, modesto crescimento de 2,1%, apesar do impacto da COVID-19 em vendas dos últimos 11 meses.

A empresa divulgou crescimento de 21,5% no system-wide sales, apesar das restrições impostas pela pandemia. Em março, com apenas 42% das lojas abertas, registrou crescimento de 44% em relação ao mesmo mês de 2020, quando operamos com 71% das lojas em funcionamento.

A Companhia teve alta de 9,4% nos same-store sales, impulsionados por um março bem mais forte, por sua vez evidenciando a força da marca e evolução das vendas digitais.

No 1T21, 36,8% das vendas foram realizadas de forma digital, sendo que em março esse percentual atingiu 51,2%, comprovando que a Companhia está cada vez mais preparada para seguir crescendo em um ambiente de maiores restrições.

O ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado foi de R$61,6 milhões, com margem de 34,8% no 1T21, impulsionado pela redução de 28,7% nas despesas gerais e administrativas, com destaque para as iniciativas digitais como migração de atividades do call center para o aplicativo e cursos de EAD na Universidade do Laser.

Ao final do 1T21, a Companhia possuía 593 lojas Espaçolaser no Brasil, o que representa a abertura de 21 lojas no trimestre e 69 lojas frente ao mesmo período de 2020

A empresa realizou a aquisição de 49 das 78 franquias previstas no IPO, além de 4 franquias adicionais às 78, internalizando o valor das lojas e abrindo espaço para expansão acelerada nas regiões em questão, além da consolidação das participações societárias das joint-ventures, ocorrida em 9 de fevereiro. A empresa também realizou a aquisição do grupo Cela, marcando a entrada no Chile.

Os resultados da Espaço Laser (BOV:ESPA3) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 11/05/2021. Confira o Press Release completo!

Teleconferência

A retomada das vendas da rede de depilação a laser Espaçolaser está sendo mais rápida neste ano após o fechamento das atividades por conta da pandemia de covid-19 do que se observou em períodos similares do ano passado, segundo a administração da empresa.

“Com retomada das atividades das lojas, temos visto recuperação do fluxo de clientes”, disse em teleconferência de resultados o presidente da companhia, Paulo Morais.

Segundo ele, em março do ano passado a empresa operou com 71% de lojas abertas e esse ano, com 42%. “Mas tivemos um crescimento de 44% de vendas ante mesmo mês do ano passado.”

“Lançamos uma nova ferramenta de CRM em janeiro que permitiu uma comunicação muito alinhada com o cliente.” Um dos benefícios dessa ferramenta foi a capacidade de aumentar as vendas para clientes que já estavam na base da própria companhia. Atualmente as “revendas” (vendas de novos procedimentos para clientes que já utilizaram algum serviço) respondem por quase 30% da receita de vendas.

“Temos conseguido, inclusive, fazer repasse de inflação e fazer a reposição de custos sem dificuldade”, disse Morais. A margem bruta da companhia terminou o trimestre em 51%, 5 pontos percentuais abaixo do mesmo período do ano anterior, mas a administração da companhia afirma que a margem de 2020 foi “inflada” por renegociação em contratos de aluguéis de lojas à época do início da pandemia da covid-19.

“Mantivemos nosso ritmo de abertura de lojas que tínhamos acelerado. Inauguramos o dobro de lojas que tínhamos inaugurado no mesmo trimestre do ano passado”, disse ele sobre as 21 lojas abertas nos primeiros três meses de 2021. A Espaçolaser segue em ritmo acelerado de expansão de lojas, segundo Morais.

A companhia encerrou o trimestre com 593 lojas. Atualmente são 601 lojas. “Temos mais 80 pontos contratados para aberturas nesse ano, além das 29 já abertas”, completou o diretor financeiro, Leonardo Correa.

“Franquia é importante especialmente onde as questões logísticas são mais difíceis para chegar. Com esse movimento [de compra de algumas franquias] buscamos melhoria de rentabilidade não só em custos, mas também em receita, por maior capacidade de gestão de clientes”, disse Morais em entrevista ao Valor.

Ainda de acordo com o diretor financeiro, Leonardo Correa, uma das vantagens é que a empresa “troca o resultado de royalty por resultado integral de loja, além de adquirir direito de explorar regiões que as redes franqueadas tinham exclusividade”.

Ele acrescenta que a empresa tem sido eficiente na gestão de despesas e mesmo absorvendo essas franquias tem conseguido não aumentar os gastos.

O diretor financeiro diz que o melhor local para aquisição é a rede de franqueados, quando questionado sobre o olhar da companhia para novas aquisições. “Que tem nossa marca e nosso time que é treinado pela Espaçolaser.”

“No Chile pensamos na expansão que podemos fazer. O país é o segundo melhor mercado da América Latina e a Cela tem uma cultura muito semelhante a nossa. Hoje são 13 lojas lá. Pensamos em crescer com lojas próprias por lá”, disse Morais ao Valor.

A executiva-chefe de operações, Barbara Fortes afirmou que a operação no Chile tem grande potencial econômico, mas a ocupação das máquinas ainda é baixa.

“Nossa primeira ambição lá é acelerar a parte comercial e a ocupação das máquinas. Entre Chile, Argentina e Colômbia vemos mais de 200 lojas no médio prazo. O potencial é grande”, disse Barbara. A companhia já opera na Argentina e Colômbia, onde chegou há menos de um ano.

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