JBS: ONG Feedback financia desmatamento da Amazônia ao investir na companhia

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A ONG britânica Feedback publicou um relatório que aponta que o fundo de pensão do parlamento britânico financia o desmatamento da Amazônia através de investimentos na JBS.

Ao analisar dados divulgados anualmente pelo governo do Reino Unido, a ONG observou que o parlamento britânico investe em um fundo da gestora Blackrock, chamado iShares, que aplica US$ 67 milhões (o equivalente a R$ 356 milhões) nas 35 maiores empresas do setor de carne e laticínios do mundo. Desse total, US$ 8 milhões (R$ 42,5 milhões) vão para a JBS.

As práticas comerciais da JBS, uma das maiores produtoras de carne do mundo e dona de marcas como Seara e Friboi, têm sido constantemente associadas ao desmatamento na floresta amazônica e na região do Cerrado. No entanto, a empresa se comprometeu a zerar o desmatamento da sua cadeia produtiva até 2025 depois de pressão internacional.

Esse relatório da Feedback é utilizado por ambientalistas para pressionar o parlamento britânico a responsabilizar o setor financeiro na nova legislação ambiental que deve ser aprovada neste ano.

“Estou chocada por saber que as próprias pensões dos parlamentares estão financiando empresas que têm sido repetidamente ligadas não apenas ao desmatamento, legal e ilegal, mas também a péssimas condições de trabalho nas fazendas brasileiras”, declarou Kerry McCarthy, parlamentar do partido trabalhista.

Em um comunicado, a JBS disse que o relatório da ONG apresenta “falhas graves” e que “não tolera desmatamento em sua cadeia de fornecimento, conforme Política de Compra Responsável de Matéria-prima, aplicada a todos os seus fornecedores”.

Lucro líquido de R$ 2 bilhões no 1T21, revertendo prejuízo bilionário

A JBS, companhia da família Batista, reportou ontem um lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, já sinalizando um dividendo superior a R$ 3 bilhões em 2022, novo recorde. Nos três primeiros meses do ano passado, a empresa divulgou prejuízo de R$ 5,9 bilhões.

A JBS, companhia da família Batista, reportou ontem um lucro líquido de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, já sinalizando um dividendo superior a R$ 3 bilhões em 2022, novo recorde. Nos três primeiros meses do ano passado, a empresa divulgou prejuízo de R$ 5,9 bilhões.

“Nossa plataforma diversificada por geografias e por tipo de proteína tem demonstrado uma importante resiliência no nosso resultado. Independente dos desafios enfrentados, nossas unidades de negócios responderam bem e apresentaram evolução em indicadores financeiros importantes, como receita líquida, ebitda e lucro líquido”, disse o presidente da companhia, Gilberto Tomazoni.

ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – aumentou 69,4%, para R$ 6,71 bilhões. Em termos ajustados, o ebitda aumentou 75,8%, para R$ 6,876 bilhões.

Informações Poder360

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