Marcopolo (POMO4): prejuízo líquido de R$ 14,7 milhões no 1T21impactado pela pandemia, revertendo lucro

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A Marcopolo registrou prejuízo líquido de R$ 14,7 milhões no primeiro trimestre, com margem de – 1,8%, contra um lucro de R$ 10,7 milhões e margem de 1,2% no 1T20. O resultado foi afetado pelos mesmos efeitos refletidos no Ebtida e segue impactado pelos reflexos da pandemia sobre o mercado de ônibus.

O Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – foi positivo em R$ 23,5 milhões no 1T21, com margem de 2,8%, versus um Ebtida de 101,9 milhões e margem de 11,1% no 1T20. Segundo a empresa, o resultado foi afetado negativamente por menores volumes e receita, pelos ajustes no quadro de pessoal, pela menor representatividade das exportações na distribuição da receita, pelo mix mais leve voltado a ônibus de menor valor agregado, pelo impacto das provisões trabalhistas e pela menor contribuição da equivalência patrimonial na comparação trimestral.

A receita líquida consolidada alcançou R$ 834,0 milhões no 1T21, sendo R$ 448,8 milhões, ou 53,8% do total, proveniente do mercado interno, e R$ 385,1 milhões, representando os demais 46,2%, do mercado externo.

O destaque do trimestre foi a performance do segmento Volare, beneficiado pelo crescimento de volumes entregues ao programa Caminho da Escola, e maior demanda no setor de fretamento e exportações, com recuperação de volumes direcionados à América do Sul.

A produção consolidada da Marcopolo foi de 3.016 unidades no 1T21. No Brasil, a produção atingiu 2.586 unidades, 12,0% inferior à do 1T20, enquanto no exterior a produção foi de 430, 14,2% inferior às unidades produzidas no mesmo período do ano anterior.

Nas operações coligadas, não consolidadas, considerando apenas a proporção da Marcopolo no respectivo capital social das empresas, a produção foi de 48 unidades, 72,4% inferior à do 1T20.

Segundo a empresa, a produção continua sendo negativamente afetada pelo impacto da pandemia de Covid-19 no transporte coletivo, especialmente associado à segunda onda.

O resultado financeiro líquido do 1T21 foi negativo em R$ 27,1 milhões, ante um resultado de R$ 103,6 milhões negativo registrado no 1T20.

Os resultados da Marcopolo (BOV:POMO3) e (BOV:POMO4) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 03/05/2021. Confira o Press Release completo!

Teleconferência

Em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do primeiro trimestre de 2021, o diretor de controladoria e finanças e de relações com investidores, José Antonio Valiati, afirmou que a companhia está sofrendo um impacto “que não tem sido pequeno” com o aumento dos preços e que, na medida do possível, tem repassado essa variação.

Questionado por analistas, Valiati também fez comentários sobre as expectativas de retomada do setor nos próximos trimestres. “A grande expectativa é com o avanço da vacinação no segundo semestre”, disse o diretor. “Por enquanto temos que administrar um cenário desafiador.”

James Eduardo Bellini, diretor geral da Marcopolo, disse que ainda não houve uma sinalização concreta da retomada na segunda metade do ano, com aumento do volume de pedidos, mas que espera uma aumento consistente no segundo semestre considerando que as pessoas estão ansiosas pela retomada das viagens. “A partir do momento que o público se sentir seguro terá uma melhora”, afirmou Bellini.

VISÃO DO MERCADO

Credit Suisse

De acordo com o Credit Suisse, os resultados foram fracos, com destaque para a queda da produção brasileira de ônibus devido aos efeitos negativos da pandemia no transporte público, que se intensificaram com o fechamento de cidades no final do trimestre.

A queda de cerca de 12% da produção da Marcopolo foi menor que o restante do mercado, parcialmente compensada pelos Micros e Volare que foram beneficiados pelo aumento de veículos direcionados ao programa federal Caminho da Escola. Além disso, os resultados urbanos foram compensados ​​pela maior demanda no setor de fretamento e exportação.

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