Confira os Indicadores Econômicos desta sexta-feira (04/06/2021) - Payroll, Vendas no Varejo, PMI…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque a criação de empregos decepcionou novamente em maio, com as folhas de pagamento não-agrícolas subindo sólidos 559.000, mas ainda aquém das expectativas elevadas, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

Brasil

  • Vendas e produção de veículos disparam ante abril de 2020, aponta Anfavea

A Anfavea, entidade que representa as montadoras, apresentou nesta sexta-feira, 7, dados sobre a defasagem entre as posições do Brasil como produtor e exportador de veículos para cobrar novamente avanços na agenda de competitividade do País.

Conforme ranking da Oica, organização que reúne representações automotivas de todo o mundo, o Brasil tem o sétimo maior mercado – era o quarto até 2014 – e a nona maior produção, mas está na 26ª entre os exportadores de veículos.

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, essa diferença é uma “decepção” e comprova a dificuldade da indústria brasileira de se inserir em mercados internacionais, apesar de contar com as mesmas montadoras que estão presentes em países que exportam mais, como a Coreia do Sul, líder em competitividade entre economias em desenvolvimento, e México, terceiro maior exportador de veículos por se beneficiar do livre comércio com os Estados Unidos.

  • PMI composto do Brasil subiu para 49,2 em maio

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto do Brasil subiu de 44,5 em abril para 49,2 em maio, divulgou nesta sexta-feira a IHS Markit. A atividade do setor de serviços caiu a um ritmo muito mais lento e a produção industrial voltou a crescer.

O PMI do setor de Serviços, que integra o Composto, foi a 48,3 em maio, após 42,9 em abril. O número é resultado de uma contração mais lenta em um período de cinco meses de redução. As restrições da pandemia e o fechamento de empresas ainda são relatados pelas empresas como os principais obstáculos.

O índice de novos pedidos do setor privado encerrou uma sequência de quatro meses de redução e aumentou em maio. Os novos negócios, por sua vez, se estabilizaram na economia de serviços e cresceram no setor industrial. O índice de emprego consolidado ficou amplamente estável na metade do segundo trimestre, com o crescimento dos fabricantes de produtos compensando a contração entre os prestadores de serviços.

Estados Unidos

  • Mudança climática pode afetar o funcionamento da economia, diz Jerome Powell

A mudança climática pode afetar o funcionamento da economia e do sistema financeiro, mas o entendimento do Federal Reserve é de que o responsável primário por lidar com este problema é o governo dos Estados Unidos e os políticos eleitos pela população, disse o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell.

“Não há dúvida de que a mudança climática tem capacidade de afetar a estrutura da economia com o tempo. Por exemplo, foi mencionada a inflação, mas é mais profundo que isso. Pode afetar organização industrial da economia, a dinâmica do mercado de trabalho. a produtividade do setor financeiro. Tudo isso pode afetar emprego, inflação e juros com o tempo. Qualquer coisa que pode afetar a perspectiva econômica pode a princípio afetar a política monetária. A mudança climática se enquadra nisso”, disse ele durante a Green Swan Conference, evento promovido pelo Banco de Compensações Internacionais (Bank of International Settlements, BIS).

Ele ressaltou, no entanto, que “hoje não consideramos diretamente [a mudança climática] quando avaliamos política monetária.”

  • Payroll: EUA criaram 559.000 empregos em maio, ante 671.000 estimativa

A criação de empregos decepcionou novamente em maio, com as folhas de pagamento não-agrícolas subindo sólidos 559.000, mas ainda aquém das expectativas elevadas, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

Esperava-se que a folha de pagamento aumentasse em 671 mil, de acordo com economistas consultados pela Dow Jones. A taxa de desemprego caiu de 6,1% para 5,8%, melhor do que a estimativa de 5,9%.

A decepção de maio veio depois de abril aquém das expectativas, com os 278.000 revisados ​​para cima ainda bem abaixo da estimativa inicial de 1 milhão que veio com grandes esperanças para uma economia tentando se livrar de seus grilhões pandêmicos.

Os mercados não ficaram desapontados com o relatório. Os futuros do mercado de ações realmente subiram, com os investidores continuando a apostar que o ritmo medido de ganhos de empregos impediria o Federal Reserve de aumentar as taxas de juros e apertar a política monetária.

A proporção de emprego para população, que alguns funcionários do Fed citaram como um indicador importante do progresso do trabalho, aumentou para 58%, mas permaneceu bem abaixo de seu nível pré-pandêmico de 61,1%. A taxa de participação da força de trabalho, outra métrica observada de perto, caiu para 61,6%, já que o tamanho do grupo caiu 53.000, com mais de 100 milhões de trabalhadores americanos permanecendo à margem.

  • Encomendas à indústria nos Estados Unidos caíram 0,6% em abril

As encomendas à indústria nos Estados Unidos caíram 0,6% em abril na comparação com o mês anterior, totalizando US$ 485,2 bilhões, segundo o Departamento do Comércio. A previsão era de queda de 0,2%. Em março, as encomendas tiveram alta de 1,4%.

Excluindo equipamentos de transporte, os novos pedidos às indústrias subiram 0,5% em abril, na comparação mensal, e excluindo equipamentos de defesa houve estabilidade.

Os novos pedidos de bens duráveis caíram 1,3% em abril ante março, para US$ 246,3 bilhões, enquanto os de bens não duráveis aumentaram em 0,1%, para US$ 234,9 bilhões.

Europa

  • Vendas no varejo na zona do euro caíram 3,1% em abril

As vendas no varejo dos países que compõem a zona do euro caíram 3,1% em abril na comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais. É a maior queda desde janeiro deste ano, quando as vendas diminuíram 5,1%.

Os dados foram divulgados pela agência de estatísticas Eurostat. Em março, as vendas haviam avançado 3,3% na comparação mensal.

Em abril na comparação com o mesmo mês de 2020, as vendas no varejo da zona do euro subiram 23,9%, após alta de 13,1% um mês antes. No conjunto dos países que integram a União Europeia, as vendas no varejo caíram 3,1% em abril comparação mensal e subiram 22,4% em termos anuais.

  • BCs precisam levar em consideração as mudanças climáticas em seu cálculo sobre as políticas monetárias, diz Lagarde

Os bancos centrais precisam levar em consideração as mudanças climáticas em seu cálculo sobre as políticas monetárias e projeções econômicas, ou correm o risco de descumprir os próprios mandatos, disse a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde.

“Nosso planeta está queimando, e nós banqueiros centrais podemos olhar o mandato e fingir que é para outros agirem, e que devemos simplesmente ser seguidores. Eu não acho isso. E eu digo isso porque acho que se fizéssemos isso, falharíamos no mandato”, disse ela durante a Green Swan Conference promovida pelo Banco de Compensações Internacionais (Bank of International Settlements, BIS).

Segundo ela, se os bancos centrais desconsiderarem o impacto das mudanças climáticas sobre as ferramentas de medição da inflação, a volatilidade econômica e o sistema financeiro, a transmissão da política monetária e os ativos e colaterais detidos pelas instituições, não conseguirão cumprir efetivamente sua missão.

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