+ de 1.000% em 3 anos: conheça duas Big Small Caps

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As Small Caps dispensam apresentações extensas, porque praticamente todos os investidores acabam tendo alguma em carteira, seja como forma de diversificar, já que entre elas existe uma infinidade de setores, ou porque realmente se trata de companhias menores e que justamente por isso têm um mundo de oportunidades para crescer cada vez mais, premiando ($$) aqueles que acreditam nelas. E isso é quase um consenso, afinal grandiosas empresas que hoje brilham no Ibovespa um dia já foram Small Caps, como é o caso de PetroRio (PRIO3), Magazine Luiza (MGLU3) e mais recentemente Banco Inter (BIDI11) e Locaweb (LWSA3), que entraram no começo deste ano no benchmarking.

Mas não precisa estar no Ibovespa para fazer bonito, e é isso o que mostra o desempenho de duas Big Small Caps. Aqui vale um esclarecimento: usamos “Big”, mas você pode trocar por uma expressão a seu gosto, em “p”… português, é claro. Afinal, essas empresas que vamos tratar agora falam muito bem a nossa língua e melhor ainda a dos investimentos rentáveis, que é a comunicação que a gente mais gosta e aprecia no mercado financeiro, não é? Foram nada menos do que 1.000% de valorização dos papéis em apenas três anos!

A primeira delas você já viu muito por aqui na ADVFN, inclusive em entrevistas exclusivas e tem até vídeo no nosso YouTube sobre ela e o setor. Nós vamos deixar todos os links desses conteúdos especiais na sequência, mas esperamos que entenda que uma empresa assim merece um ar de mistério antes de ser apresentada, então vamos de charada? A gente vai falar da companhia, mas sem dizer o nome. Vamos ver se você adivinha. Mas adiantamos: com uma frase você já vai saber qual é…

Empresa engatilhada

Ta aí, nem precisou fazer suspense. Qual é a Small Cap mais engatilhada da Bolsa brasileira que você conhece? Ela mesma teve seus papéis valorizados em 1.028% nos últimos três anos. Com mais de 80 anos de história que ajudam na consolidação da marca, a companhia exporta seus produtos defensivos para mais de 100 países, o que é uma grande vantagem se pensarmos principalmente no período mais recente de pandemia, quando o mercado doméstico esteve menos aquecido.

Porém, o grande diferencial da companhia (e aqui você também pode colocar aquela mesma palavra em “p”… português antes de “grande”) é que o país para o qual ela mais exporta é os Estados Unidos, ávido consumidor, com demanda crescente em todas as direções. E, mais recentemente, ela entrou no mercado das Filipinas, que é extremamente exigente e realiza rigorosos sistemas de controle.

Para não ter erro: o nome da empresa já diz tudo quando falamos no mercado financeiro, porque significa Touro, e isso a gente sabe o que representa, não é mesmo? Exato, otimismo, valorização, alta. Mas vale a pergunta: que tiro foi esse? Ou melhor: o que a empresa tem feito para entregar tanto resultado assim nos últimos tempos?

Desde que começou seu processo de reestruturação em 2016, as coisas começaram a mirar futuros mais promissores. Somadas às transformações internas, também houve muitas externas que acabaram contribuindo. Uma delas veio da terra do Tio Sam.

Embora não seja uma companhia estatal nem nada do gênero, ela é altamente impactada por decisões governamentais, legislações e até mesmo conceitos políticos. Em 2017, foi eleito o presidente norte-americano Donald Trump, republicano e, portanto, que é a favor do uso de artigos de defesa pelo cidadão para cuidar de sua propriedade privada. Como nossa empresa foco é justamente aquela que exporta muito para o país esse tipo de artigo, o resultado dessa eleição veio bem a calhar para ela. Tanto que ela construiu um parque fabril no Estado da Geórgia e espera aumentar a produção local em mais de 50%, além de a entrega ser mais rápida que um tiro.

Em 2018, novo episódio político. Tivemos eleição presidencial no Brasil e uma das promessas do governo incluía que os cidadãos pudessem ter em casa, mais facilmente e com respaldo jurídico, o mesmo artigo de defesa altamente demandado nos EUA. Embora as promessas não tenham sido cumpridas, mesmo assim a empresa continuou crescendo lá fora e se transformando por dentro.

E as projeções futuras? Para 2021, a analista Flávia Ozawa, da Eleven, acredita em 30% de alta na receita deste ano comparada à de 2020 e ganho incremental de 3,1 p.p. na margem Ebitda. Para os próximos anos, segundo ela, há “expectativa de crescimento no faturamento com o aumento de participação no mercado dos Estados Unidos e fechamento do gap do ticket médio em relação às principais concorrentes”.

=> Veja a entrevista exclusiva que a ADVFN fez com o presidente dessa empresa e descubra se você acertou de quem estamos falando até agora. 

=> Vídeo apresentado pela querida Tay Rodrigues e escrito pelo jornalista Brasa, sobre a companhia e outras com atuação similar. Só vale muito a pena ver! 

=> Aproveite e confira ainda uma análise profunda sobre os principais indicadores de saúde financeira, solidez e governança, além de distribuição de proventos e entrega de valor e potencial de crescimento da companhia.

Agora, a segunda empresa. E, se você se surpreendeu com a primeira, essa foi um pouco mais longe, com as ações valorizando mais de 1.200% nos últimos três anos. Porém, nenhuma novidade, é uma companhia que está bem acostumada com dinheiro, com bastante dinheiro. Hoje, porque antes não foi bem assim.

“Oi, oi, quem quer dinheiro?!”

Vamos falar de uma empresa de dinheiro, ou melhor, uma instituição financeira que pertencia ao Grupo Silvio Santos anos atrás – confesse, você achou que a frase famosa usada anteriormente era por acaso. Essa foi uma parte da história inicial da companhia e que é importante conhecer para saber mais a respeito de como ela opera atualmente.

Mesmo pertencente ao grupo comandado pelo apresentador que distribui dinheiro para a plateia aleatoriamente, isso não foi suficiente para evitar que a empresa chegasse a dever até o baú do baú da felicidade durante muitos anos. O interessante é que uma parte dela foi vendida para a Caixa (mais especificamente a Caixa Participações, que não distribui dinheiro por aí, mas tem muito “em caixa”) e outra para o BTG Pactual. Esta segunda aconteceu em uma fase bem ruim, e o apresentador não embolsou um tostão. Pausa para você imaginar o que ele deve ter falado na negociação: “Ma oi, ma vai pra lá, vai pra lá”. Ele só entregou as chaves e a dívida para o BTG, que assumiu a bronca.

Um dos maiores grupos financeiros da América Latina (o BTG) somado ao maior banco de todos os brasileiros (Caixa) não poderia ter dado em outra: não só conseguiram reverter a situação como tornaram a empresa uma das maiores dentro de sua área de atuação, que agrega serviços financeiros para pessoas físicas. Em 2018, foi alcançado o melhor resultado da história da companhia em termos de lucros antes de impostos. A justificativa foi feita pelo CEO: “Fizemos uma revolução silenciosa nos últimos anos: reestruturamos nossos serviços e processos internos, contratamos profissionais de destaque em suas áreas de atuação e investimos de forma relevante em tecnologia”.

Mas isso não passou despercebido no mercado de ações e nem mesmo nos anos seguintes, quando a companhia ampliou seu portfólio e criou diversos outros produtos de crédito e serviços para as classes C, D e E, tendo acertado no timing ao disponibilizar operações digitais e contas sem tarifas antes de começar a pandemia, quando então elas já estavam mais consolidadas e prontas para atender à nova demanda. O resultado é o que você já viu: mais de 1.200% de valorização. “Qual é a música, maestro?”. Dinheiro tilintando.

Porém, em 2021 a Caixa vendeu sua participação total na empresa ao BTG, que agora deve operá-la sozinho. A intenção é transformá-la em um complemento da estratégia digital do banco. Segundo os analistas Renata Cabral e Carlos Daltozo, da Eleven: “a relação de complementaridade pode evoluir para a criação de sinergias. Mantemos a recomendação de compra”.

Enquanto o mundo gira (ou melhor: “roda, roda, roda, rodou”), porque a Terra não é plana, esse é o cenário atual das duas pequenas, porém grandes empresas que vêm valorizando mais do que muita Blue Chip por aí. Vale (VALE3) nos últimos três anos valorizou 122%, enquanto Petrobras PN (PETR4) rendeu 95% e as ações ON 93% no mesmo período.

E você, tem essas empresas em carteira desde quando? Ou, se não tem, planeja comprar? Conta aqui pra gente nos comentários, mas antes aproveite para ver uma análise completa da última companhia que comentamos (hora da prova real, para ver se é a mesma que imaginou). Acesse a página de análise da empresa e conheça a fundo o que ela tem para oferecer.

E para ir ainda mais fundo no conhecimento sobre Small Caps e Blue Chips, continue sempre com a ADVFN!

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