ONU vê a tecnologia blockchain como ferramenta para combater a crise climática

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Em meio a preocupações contínuas sobre a pegada de carbono do Bitcoin, as Nações Unidas disseram que a tecnologia subjacente da criptomoeda tem enorme potencial para corrigir problemas globais, como as mudanças climáticas.

A ONU continuará explorando os usos da tecnologia blockchain como uma forma de combater a crise climática e ajudar a alcançar uma economia global mais sustentável, de acordo com um artigo publicado no site oficial da ONU no domingo (20).

Os especialistas da ONU estão confiantes que “as criptomoedas e a tecnologia que as alimenta podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento sustentável e, na verdade, melhorar nossa gestão do meio ambiente”. Especificamente, o artigo aponta uma série de benefícios ambientais e de sustentabilidade associados à blockchain, incluindo seu poder de permitir transparência e resistência à fraude, financiamento climático e mercados de energia limpa.

Citando a parceria do Programa Ambiental da ONU com a Universidade Técnica da Dinamarca, o artigo afirma que os dados sobre as emissões prejudiciais de gases de efeito estufa não são confiáveis ​​e estão incompletos em muitos países. Ao fornecer um registro imutável de dados de carbono, as soluções de blockchain podem fornecer uma maneira transparente para as nações tomarem medidas para reduzir seu impacto no clima.

A tecnologia Blockchain também pode ser uma parte importante na condução de fontes de energia renováveis, como a energia eólica e solar, fornecendo uma ferramenta para criar mercados de energia limpa. “Como essas fontes são, por natureza, intermitentes e descentralizadas, novas formas de mercados de energia são necessárias”, observa o artigo.

A ONU enfatizou que as criptomoedas ainda estão em sua infância e ainda existem muitos desafios tecnológicos e políticos a serem superados, incluindo questões ambientais, bem como volatilidade:

“Se o mais vulneráveis ​​vao se beneficiar da promessa da tecnologia blockchain, e se realmente tiver um impacto positivo na crise climática, é necessário mais pesquisa técnica, bem como mais diálogo internacional, envolvendo especialistas, cientistas e legisladores.”

Minang Acharya, uma das autoras do briefing do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sobre aplicações de blockchain, incitou que a ONU deveria continuar experimentando com blockchain para aprender mais sobre suas implicações amigáveis ao meio ambiente. “É provável que isso melhore nosso conhecimento em toda a ONU sobre blockchain, nossa compreensão das implicações ambientais e sociais das operações de mineração e melhore nossas chances de lidar com quaisquer problemas que a tecnologia possa trazer no futuro”, disse Acharya.

Por Helen Partz

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