Cielo (CIEL3): lucro líquido consolidado de R$ 180,4 milhões no segundo trimestre, avanço de 32,8%

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Cielo registrou lucro líquido consolidado de R$ 180,4 milhões no segundo trimestre deste ano, crescimento de 32,8% sobre o ganho recorrente reportado no trimestre anterior. Há um ano, a companhia, controlada por Banco do Brasil e Bradesco, registrava o primeiro prejuízo de sua história, de R$ 75,2 milhões, combalida pelos efeitos iniciais da pandemia de covid-19.

Sem excluir os eventos não recorrentes, que majoraram o lucro do 1T21 em R$ 105,5 milhões, o resultado apresentou retração de 25,2%, menor que o obtido no primeiro trimestre deste ano, de R$ 241,3 milhões. Excluídos fatores extraordinários de R$ 105,5 milhões apurados nos primeiros três meses deste ano, porém, o ganho recorrente cresceu 32,8% no segundo trimestre, conforme o material distribuído com o balanço.

Na Cielo Brasil, as receitas líquidas registraram crescimento de 16,1% sobre o 2T20, impulsionadas pelo crescimento do volume financeiro de transações. Os gastos normalizados2 registraram queda de 4,5%, o que permitiu recuperação da margem Ebitda. Por outro lado, o aumento das receitas foi limitado pelos impactos da Lei 175/2020 sobre as despesas com ISS.

A partir do primeiro trimestre de 2021, tanto a Cielo quanto a Cateno passaram a reconhecer maiores despesas com ISS em razão dos impactos previstos com o início de vigência da Lei 175/2020. As despesas com ISS da Cielo foram majoradas em R$30,5 milhões no 2T21, e, na Cateno, o aumento de despesas foi de R$26,6 milhões. No 2T21, o impacto no resultado líquido, após IR/CSLL, e deduzido da participação dos acionistas não controladores, foi de R$32,4 milhões. Essas despesas influenciaram na variação do resultado na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – foi de R$ 580,8 milhões, alta de 145,9% na base anual, mas queda de 5,3% frente o primeiro trimestre de 2021.

O volume de transações processadas no segundo trimestre foi de R$ 165,2 bilhões. Um número 29,1% maior que o registrado um ano atrás e 3,3% acima do movimentado no período imediatamente anterior.

A receita operacional líquida foi de R$ 2,812 bilhões, alta de 14,8% na comparação com igual período de 2020 e variação positiva de 2,2% frente os primeiros três meses desse ano.

lucro líquido da Cielo Brasil registrou R$ 113,3 milhões com margem líquida de 9,7%, representando um aumento de margem de 13,1 p.p. frente ao 2T20. Ao compararmos com 1T21, excluindo os eventos não recorrentes de R$105,5 milhões, houve redução de 8,7% no resultado recorrente e de 0,5 p.p. na margem líquida. Sem excluir eventos não recorrentes, houve redução de 50,7% de lucro líquido e de 10,0 p.p. de margem.

Os resultados da Cielo (BOV:CIEL3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2021, foram divulgados no dia 03/08/2021. Veja o Press Release!

VISÃO DO MERCADO

Bradesco BBI

Para o Bradesco BBI, o principal destaque do balanço foi a recuperação dos volumes, com aumento de 3,3% em relação ao trimestre anterior (e de 29% ano sobre ano), com um melhor mix de crédito no período – ainda que abaixo de seu par Rede. A percepção é de que o mercado deve ter uma reação positiva dos resultados nesta terça.

Os analistas do Bradesco BBI avaliam que as ações não estão caras, sendo negociadas a 11,1 vezes o preço sobre lucro para 2022. “Por outro lado, acreditamos que o mercado queira ver melhorias operacionais mais fortes antes de se tornar mais construtivo sobre o caso de investimento da companhia”, escreve o time.

Credit Suisse

O Credit Suisse tem avaliação semelhante, destacando que a dinâmica provavelmente permanecerá desafiadora com o aumento da concorrência da Stone e Linx, além de uma potencial pressão competitiva proveniente das câmaras de contas a receber “que agora estão totalmente funcionais”.

O time de análise afirma, contudo, que os sólidos resultados do segundo trimestre, com sinalizações de melhoria nas tendências, devem promover um alívio para as ações na Bolsa – que têm apresentado queda nas últimas semanas –, principalmente devido ao valuation descontado de 13 vezes o preço sobre lucro.

Itaú BBA

Na avaliação do Itaú BBA, a companhia enfrenta uma “batalha complexa”, que passa pela competição com players que têm mostrado um nível de dinamismo maior em seus negócios.

Além disso, os analistas do banco veem a atual estrutura acionária da companhia como um limitador de velocidade para as mudanças estratégicas necessárias.

Itaú BBA tem recomendação market perform com preço-alvo de R$ 5,20…

Levante 

Já a casa de análise Levante lembra que a Cielo vem perdendo consistentemente participação no mercado e que, para conseguir se manter competitiva, a companhia teve que ajustar seus preços para baixo nos últimos anos. Isso fez com que a receita extraída por volume transacionado (revenue yield), que chegou a 1,17% no primeiro trimestre de 2019, caísse para 0,71% nos últimos três meses.

“Mesmo com as perspectivas positivas quanto à retomada da economia, a Cielo ainda precisa superar diversos obstáculos para conseguir consolidar uma trajetória de crescimento novamente. O avanço no cronograma do open banking também deve se mostrar um grande desafio nos próximos trimestres, trazendo vantagens competitivas para empresas mais desenvolvidas do ponto de vista de tecnologia”, escrevem os analistas.

Isso porque o compartilhamento dos dados de recebíveis dos clientes com outras instituições financeiras possibilitará que o adiantamento dos recebíveis não seja mais de exclusividade da adquirente, colocando em risco uma das principais fontes de receita da companhia, aponta o time da Levante.

Morgan Stanley

O mesmo acontece com o Morgan Stanley, que reforça o melhor desempenho do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) e do lucro líquido da empresa no período, mas que desafios ainda pesam sobre a Cielo.

Morgan Stanley tem recomendação equal-weight com preço-alvo de R$ 4,00…

XP Investimentos 

Em relatório, a XP também interpreta os números registrados pela companhia entre abril e junho deste ano como positivos, com lucro recorrente acima do esperado pelo mercado.

Entre os principais destaques positivos, os analistas citam os volumes – impulsionados pela retomada da atividade econômica –, bem como a queda de gastos, com a companhia seguindo com a agenda de ganho de eficiência operacional.

XP mantém recomendação neutra com preço alvo de R$ 5,00…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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