MercadoPago vai integrar Bitcoin e criptomoedas em seu sistema de pagamento

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O MercadoPago, braço de pagamentos da maior empresa da America Latina, o Mercado Livre (NASDAQ:MELI), anunciou que a empresa deve, em breve, incorporar Bitcoin (BTC) e criptomoedas em seu sistema de pagamentos.

Segundo o presidente da fintech Osvaldo Gimenez a empresa ainda não oferece suporte a pagamentos com criptomoedas mas vem estudando a melhor forma de oferecer o serviço que, de algma forma, será incorporado.

“Este início de compra de criptomoedas mostra que estamos convencidos de que há um potencial muito grande. Acreditamos que isso pode ser revolucionário para as finanças, então vamos ver qual é a melhor forma, mas de alguma forma vamos participar”, disse em entrevista à Bloomberg.

Ainda segundo o executivo a empresa está de olho aos anúncios de grandes empresas nos EUA como oa CashApp e Venmo que também integraram criptomoedas em seu sistema de pagamentos.

“Nunca anunciamos com antecedência quais produtos vamos lançar, mas vimos o que eles estão fazendo, e é algo que estamos analisando de perto, então vamos aguardar para quando pudermos fazer um anúncio”, afirmou.

MercadoLivre e Bitcoin

A integração de criptomoedas no MercadoPago é mais um passo na adoção de criptoativos pelo gigante do e-commerce na América Latina.

Em maio desde ano a empresa anunciou à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) que adquiriu 7,8 milhões de dólares em Bitcoin no primeiro trimestre de 2021.

“Como parte de nossa estratégia de tesouraria, neste trimestre compramos US$ 7,8 milhões ou R$ 40 milhões em Bitcoin, um ativo digital que incluímos em nossos ativos intangíveis de duração indefinida.”, destacou a empresa no relatório

Além disso, pouco antes do anúncio, em abril  o Mercado Livre (BOV:MELI34) passou a habilitar o uso de Bitcoin para sua seção de compra e venda de imóveis no mercado argentino.

Além disso, Marcos Galperín, fundador e ex-CEO do Mercado Livre, já anunciou publicamente em reiteradas ocasiões que possui Bitcoin em seu portfólio pessoal desde 2013, além de ter também manifestado diferentes opiniões sobre o ecossistema de criptomoedas na América Latina. a ponto de expressar que ela via o Bitcoin como uma reserva de valor melhor do que o ouro.

Por Cassio Gusson

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