Ouro fechou em forte alta impulsionado pelo dólar fraco e pela queda nos juros dos Treasuries

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O ouro fechou em forte alta nesta sexta-feira, 27, impulsionado pelo dólar fraco e pela queda nos juros dos Treasuries, após falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, durante o Simpósio de Jackson Hole.

Cotado em dólar, o metal precioso fica mais atraente a investidores que negociam com outras divisas quando a moeda norte-americana se enfraquece, enquanto o recuo nos retornos da renda fixa dos Estados Unidos dá apoio por concorrerem com a commodity como reserva de segurança de investidores.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro avançou 1,35%, a US$ 1.819,50 a onça-troy. No acumulado da semana, o contrato do metal subiu 1,99%.

O movimento de queda do dólar ante rivais e dos juros dos Treasuries se intensificou no fim da manhã desta sexta-feira, quando Powell adotou tom mais dovish que os do demais dirigentes do Fed ao discursar sobre a política monetária da entidade e suas metas de inflação e emprego.

Ainda que tenha admitido a possibilidade de início do tapering já neste ano, caso a economia siga evoluindo, Powell afirmou que a forte pressão nos preços se provará transitória, e que a variante delta do coronavírus é um risco no curto prazo.

Neste cenário, e com um mercado de trabalho com alguma “fraqueza”, Powell avaliou que seria “especialmente prejudicial” caso um aperto monetário prematuro fosse realizado neste momento nos EUA.

Em relatório, a Capital Economics estima que a queda nos juros dos Treasuries pós-Powell não deve se sustentar, uma vez que o Fed deve, de fato, começar a reduzir os estímulos monetários em 2021. Pelo mesmo motivo, a consultoria projeta que o recuo do dólar será passageiro.

“Acreditamos que a expectativa por uma política mais restritiva do Fed em resposta à inflação persistentemente alta aumentará os rendimentos dos EUA e impulsionará o dólar dos EUA nos próximos meses, o que pesará sobre os preços de todas as commodities, mas principalmente do ouro”, conclui a Capital.

(Com informaçõs do Tc e Estadão)

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