Conheça criptomoeda que subiu mais de 500% em agosto e pretende competir com a Amazon

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Depois do verão DeFi em 2020, das altas históricas do Bitcoin (BTC) e do Ethereum (ETH) no segundo trimestre deste ano e da febre dos NFTs estar sendo levada a sua máxima potência nesse exato momento, pode ser que esteja chegando a hora do desabrochar de um outro setor da indústria de criptomoedas: a dos protocolos da Web3.

Um forte indicador dessa tendência foi a valorização do Arweave (COIN:ARUSD) no mês de agosto. O token nativo do protocolo que pretende oferecer uma plataforma de armazenamento de dados por tempo indefinido cresceu 517%. No início do mês, valia R$ 59,02, e na última terça-feira fechou o dia ao preço de R$ 364,20.

 

Gráfico candle diário 3 meses da ARUSD - br.advfn.com

Gráfico candle diário 3 meses da ARUSD – br.advfn.com

Desde a primeira listagem pública em uma exchange, o seu crescimento ultrapassa 12.000%. No momento em que este artigo está sendo escrito, está cotado a R$ 301,60.

O projeto está centrado no desenvolvimento de uma blockchain para armazenamento de dados de forma descentralizada e permanente, com um baixo custo final ao usuário. Esta rede é denominada permaweb, cujo pagamento para sua utilização deve ser feito através do Arweave.

O Arweave também é oferecido como recompensa para quem disponibiliza espaço livre em disco para armazenar dados de terceiros, em um modelo parecido com o do Filecoin (FIL).

Enquanto isso, o token também gera valor ao circular nas “comunidades de participação nos lucros” do Arweave, nas quais desenvolvedores e colaboradores se organizam para desenvolver projetos e aplicações para uso na rede e dividem a propriedade e as recompensas sobre os resultados proporcionalmente ao tamanho de suas contribuições. Na prática, os fundadores do protocolo abrem mão da propriedade sobre as aplicações desenvolvidas em prol da comunidade.

Todos os participantes destas comunidades recebem tokens que lhes garantem direitos de governança, liquidez instantânea, além de dividendos gerados pelo uso dos aplicativos desenvolvidos. Ao construir um aplicativo para uso da rede, o desenvolvedor pode programar um dispositivo que direciona a ele pequenas somas em AR toda vez que um usuário interage com o referido aplicativo.

Por fim, a rede do Arweave se estrutura sobre um mecanismo de consenso diferente, denominado “prova de acesso” (Proof-of-Access). Para minerar um bloco, o minerador deve provar que tem acesso a informações aleatórias de um bloco de dados armazenado anteriormente. Para isso, o minerador deve incluir a informação requisitada, além de uma prova demonstrando que ela está na posição apropriada na blockchain. Dessa forma, cria-se um incentivo para que os mineradores armazenem a maior quantidade possível de blocos pregressos, aumentando a propabilidade de ganhar mais ARs como recompensa.

Sempre que novas informações são adicionadas a permaweb há uma transação correspondente que alimenta a rede, gerando valor para o AR.

A partir desse modelo de negócios, a Arweave acredita que será possível oferecer um serviço de armazenamento de dados mais barato e independente da intermediação de terceiros. No caso, serviços centralizados como o Amazon Web Services, por exemplo.

Uma outra vantagem, não menos importante, é que o usuário mantém a propriedade de seus dados, sem a necessidade de armazená-los nos servidores centrais de grandes empresas em troca de serviços supostamente gratuitos. Esta é a premissa fundamental da Web3 e uma possível justificativa para a crescente valorização do Arweave.

Andreessen Horowitz, Union Square Ventures a Coinbase Ventures estão entre os principais fundos de investimento que fizeram aportes no projeto. No total, já foi levantado um total de R$ 114 milhões para desenvolvimento do projeto.

Por Caio Prati Jobim

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