Hapvida: ações têm perdas para mais de 2% em meio a ameaças de senadores em sessão da CPI da Covid

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As ações da empresa de planos de saúde Hapvida ampliavam perdas para mais de 2% em meio a ameaças de senadores em sessão da CPI da Covid para convocar executivos da companhia para depor.

A sessão da CPI ouve o depoimento de Pedro Benedito, diretor da empresa de planos de saúde Prevent Senior, que teve dados usados pelo governo de Jair Bolsonaro para incentivar a adoção de tratamentos não comprovados contra a doença.

Questionado por senadores sobre uma suposta política de “obediência e lealdade” em vigor na Prevent Senior, o executivo afirmou que a expressão foi usada em 2017 por um ex-diretor da companhia que trabalharia para a Hapvida.

Procurada, a Hapvida (BOV:HAPV3) não pode se manifestar de imediato. Às 15h26, a ação da operadora exibia baixa de 2,2%, a 14,84 reais.

Além de Hapvida, o papel da Notre Dame Intermédica, com quem a Hapvida tenta uma fusão, caía 2,9%, maior queda do Ibovespa, que tinha valorização de 2,6%. Ainda no setor de saúde, Rede D’Or mostrava baixa de 0,4%.

Diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior inicia depoimento à CPI da Covid 

O diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, iniciou seu depoimento à CPI da Covid rebatendo as acusações feitas à empresa, investigada pela comissão.

Um grupo de médicos que diz ter trabalhado na Prevent apresentou um dossiê no qual informa que integrantes do chamado “gabinete paralelo” do governo de Jair Bolsonaro usaram a operadora de saúde como uma espécie de laboratório para comprovar a tese de que o chamado kit covid (hidroxicloroquina e azitromicina) era eficiente contra a doença e revelaram que pacientes não foram informados do tratamento experimental, o que é ilegal.

A operadora também foi acusada de omitir mortes no estudo, e não afastar funcionários médicos diagnosticados com covid. Benedito rejeitou essas alegações e afirmou que desde o início da pandemia a Prevent Senior vem sofrendo “acusações infundadas”. “Todos os colaboradores suspeitos ou com teste positivo para covid eram imediatamente afastados”.

Sobre o apontamento de que mortes foram ocultadas em documento, Benedito alegou que os casos não constavam no relatório em questão porque foram registradas após a confecção do documento. “De 26/03 a 04/04 ocorreram somente dois óbitos, quando o documento foi escrito”, disse o diretor da empresa, segundo quem o material foi “retirado totalmente do contexto”.

Benedito também afirmou que o dossiê entregue à CPI foi produzido a partir de dados furtados e manipulados para “deturpar a conduta de mais de 3 mil médicos”.

Informações TC

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