‘O Bitcoin é uma das criptomoedas mais seguras do mundo', destaca relatório do Banco Inter

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Um relatório publicado pelo Banco Inter (BOV:BIDI11), um dos principais bancos digitais do Brasil, destacou o potencial do Bitcoin (COIN:BTCBRL) e das criptomoedas para o sistema financeiro e ressaltou como a tecnologia dos criptoativos pode potencializar aplicações de finanças descentralizadas (DeFi).

O banco é um dos pioneiros do Brasil a oferecer aos clientes exposição as criptomoedas por meio de 6 produtos, os fundos de investimento Vitreo Cripto Metals Blend FIC FIM; Vitreo Criptomoedas FIC FIM IE; Hashdex 20 Nasdaq Crypto Index FIC FIM; Hashdex 40 Nasdaq Crypto Index FIC FIM. Além dos ETFs,HASH11 e QBTC11.

O relatório, o primeiro do banco focado em criptomoedas, divide o mercado de criptoativos em 3 modelos, indicando que as criptomoedas estão, atualmente, em sua terceira geração. Nesta linha proposta pelo banco o Bitcoin seria a primeira geração de criptomoedas, o Ethereum (COIN:ETHBRL) a segunda geração e a Cardano (COIN:ADABRL) a terceira.

No caso do Bitcoin, o banco destaca que o BTC tem se mostrado bastante resiliente nos últimos 12 anos, garantindo imutabilidade e segurança nas suas transações. Contudo, determinadas características entre os desenvolvedores do Bitcoin Core tornam o BTC, de certa forma, lento e moroso para mudanças.

“O Bitcoin é uma das criptomoedas mais seguras do mundo. Contudo, o alto nível de segurança da tecnologia por trás do Bitcoin o torna extremamente resistente a mudanças, inclusive as que possivelmente seriam positivas. Apesar de vários discordarem dessa perspectiva, tal característica não é necessariamente ruim, e talvez seja uma condição necessária para seu sucesso”, desta o relatório.

Ethereum e Cardano

No caso do Ethereum, considerado pelo banco uma criptomoeda de segunda geração, seu lançamento permitiu a funcionalidade de uma transação sujeita a condições programadas em uma blockchain, ou seja, os Smart Contract, ou contrato inteligente.

Nesta linha o banco destaca que criptomoedas como o Ethereum ajudaram a desenvolver aplicações disruptivas como as finanças descentralizadas (DeFi) e os tokens não fungíveis (NFTs). Além disso, o relatório aponta que as aplicações baseadas em smart contracts buscam agora resolver o problema dos oráculos.

“Para fazermos um contrato futuro sobre o café, a Blockchain onde está armazenado o contrato precisaria ter acesso ao preço dessa commodity, já que essa informação pode alterar as obrigações das partes envolvidas. Logo, alguém de confiança precisaria providenciar esse tipo de dado cuja origem é off chain (fora da blockchain). A comunidade cripto entende que o diferencial das criptomoedas é gerar uma estrutura de obrigações em que não haja a necessidade de se confiar em absolutamente ninguém a não ser na própria tecnologia. Portanto, a qualidade dos dados providenciados por um bom oráculo deve se aproximar ao máximo do nível de confiabilidade exigida pelos usuários de diferentes blockchains”, destaca.

A partir deste problema dos dados offchain nascem as criptomoedas de terceira geração, como a Cardano.

“Cardano é mais maleável e permite mudanças no protocolo de forma mais simples e menos burocrática. É importante ressaltar, todavia, que a Cardano ainda faz uso da blockchain e, assim, faz jus a diversos requisitos de segurança, como descentralização, imutabilidade e respeito a anonimidade”, destaca o relatório.

O banco aponta também que um grande obstáculo para a ascensão das criptomoedas, é a falta de um mecanismo que sistematize a comunicação entre as diferentes blockchains, do mesmo modo que o HTTPs foi revolucionário em seu tempo ao permitir que a navegação na internet fosse fluída e intuitiva, do jeito que estamos acostumados hoje em dia.

“Essa é a ambição da terceira geração das criptomoedas. Há pessoas extremamente dedicadas como as que estão por trás de projetos como Cardano e Polkadot, trabalhando nisso no exato momento em que você lê esse texto”, finaliza o banco.

Por Cassio Gusson

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