Amazônia ganha floresta virtual de NFTs envolvendo árvores reais

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Um projeto brasileiro nasceu com a propostas de unir a tecnologia dos tokens não fungíveis (NFTs) e a preservação da floresta amazônica. Chamado de NFT Amazônia o projeto foi desenvolvida pela NFMarket Agency, que por sua vez nasceu já focada em criar e desenvolver o mercado de NFTs no Brasil.

“Nos últimos anos, é notório o crescimento da disponibilidade de pessoas e empresas em doarem dinheiro para a preservação da Amazônia. Mas junto com esse movimento cresce também uma pergunta: para onde o dinheiro está indo? Como está sendo usado e de que maneira posso monitorar o meu investimento na perpetuação do planeta? Nos atuais modelos de doações e parcerias, toda a rastreabilidade que se oferece é o nome da instituição que recebe os recursos, ou seja, quem doa, confia em sua integridade”, destacam os desenvolvedores do projeto.

Para mudar isso e trazer mais credibilidade ao processo de doação de recursos para preservação da Amazônia o primeiro produto a iniciativa é o NForest, obras de arte únicas retratando árvores, animais, lendas, entre outros itens comuns à vida na Amazônia, e que serão criadas por diversos artistas.

“No caso das árvores, estas artes em forma de NFT, ao serem adquiridas automaticamente consolidam-se no plantio de uma árvore real, eternizando a floresta e a criação de NFTs com lastro real no plantio. Serão as primeiras árvores plantadas via NFT da Amazônia”, afirmam os desenvolvedores.

O trabalho de campo, de plantio da floresta, estará a cargo da equipe EcoViva Amazônia nas região do Rio Arapiuns, na Comunidade do Coroca, localizado no município de Santarém, no Estado do Pará, na Floresta Amazônia. A venda dos NFTs acontece na plataforma OpenSea.

“E para que se tenha uma ideia da relevância deste projeto para nossa mata, nesta floresta virtual que estamos disponibilizando, somada ao seu lastro proporcional a 1 hectare de reserva real, equivale a cerca de 300 árvores plantadas em 10 mil m²”, destaca Bruno Riberti, sócio-fundador e diretor executivo do NFT Amazônia.

Segundo destaca Thiago Valadares, CEO da NFMarket Agency, na Floresta Virtual, cada árvore plantada fisicamente terá suas coordenadas de localização (via Google Maps) e será recriada virtualmente em um ambiente digital, onde será possível fazer um tour virtual guiado pela Curupira (personagem do folclore brasileiro protetora da floresta).

“Assim é possível identificar quais espécies de árvores foram plantadas com suas respectivas fichas técnicas com a importância biológica e subprodutos extraídos de cada uma delas, possibilitando rastreabilidade e segurança para quem estiver contribuindo para o bem da Amazônia por meio deste projeto”, comenta Valadares.

Onça Pintada

Quem também aderiu a onda dos NFTs para promover preservação da fauna e da flora do Brasil foi a Top Model Isabeli Fontana que se tornou madrinha do projeto PowerJags, que lançará uma coleção de artes digitais em NFT nspiradas no poder da onça-pintada, com parte dos lucros revertidos para a AMPARA Silvestre, que há seis anos desenvolve ações visando o equilíbrio da biodiversidade.

“Os NFTs estão em ascensão hoje com um grande poder de impactar investidores. Saber que a AMPARA terá uma parte significativa de suas vendas realmente me tocou, porque as ações de preservação da onça-pintada necessitam de um aporte financeiro muito robusto. Essa é, portanto, uma nova forma muito bem-vinda de buscar recursos para defender a natureza”, ressalta.

O projeto PowerJags, irá desenvolver uma coleção de 10.000 NFTs inspirados no poder da onça-pintada. Artes digitais retratando a onça de forma estilosa e empoderada serão oferecidas na plataforma OpenSea.io com 40% dos lucros direcionados para os programas da AMPARA Silvestre.

O objetivo do projeto PowerJags é encontrar no mercado cripto entusiastas que passem a contribuir para a preservação da onça-pintada, levantando recursos ou gerando engajamento para a causa. A coleção PowerJags será lançada em 14 de novembro no site.

Por Cassio Gusson

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