JPMorgan processa Tesla por US$ 162 milhões

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O JPMorgan Chase (NYSE:JPM) entrou com uma ação contra a fabricante de veículos elétricos Tesla (NASDAQ:TSLA) em uma disputa sobre garantias, de acordo com documentos judiciais divulgados na segunda-feira (15). O banco está pedindo US$ 162,2 milhões mais juros, honorários advocatícios e despesas.

O JPMorgan Chase e a Tesla também são negociados na B3 através dos tickers (BOV:JPMC34) e (BOV:TSLA34).

O JPMorgan alega que a Tesla violou os termos de um contrato que as empresas assinaram pertinente aos reajustes dos preços de garantias.

A Tesla deveria entregar ações, ou dinheiro, se o preço de suas ações ficasse acima de um “preço de exercício” estabelecido contratualmente em uma determinada data de vencimento.

Surgiu uma disputa quando o JPMorgan fez ajustes no valor dos bônus de subscrição e quando o CEO da Tesla, Elon Musk, tuitou em agosto de 2018 que estava considerando fechar o capital da empresa por US$ 420 por ação, e novamente quando rescindiu a ideia de privatizar a Tesla algumas semanas mais tarde. O JPMorgan afirma ter o direito contratual de fazer esses ajustes, enquanto a Tesla disse em uma carta que eles foram “excessivamente rápidos e representaram uma tentativa oportunista de aproveitar as mudanças na volatilidade das ações da Tesla”, de acordo com o documento.

Nos 16 meses que se seguiram, as ações da Tesla atingiram o ponto mais baixo em três anos, pouco menos de US$ 177 por ação em junho de 2019, antes de ultrapassar os US$ 420 por ação em dezembro daquele ano. Mais tarde, Musk foi acusado de fraude em títulos pela SEC. Tesla e Musk concordaram em pagar US$ 20 milhões cada um para resolver o processo.

As ações da Tesla fecharam em US$ 1.013,39 em 15 de novembro.

A reclamação diz: “No total, a Tesla não entregou 228.775 ações ordinárias, deixando o JPMorgan com uma posição de hedge aberta igual a esse déficit”.

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