Petrorecôncavo pretende acelerar investimentos e avançar no negócio de gás natural da Petrobras

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A Petrorecôncavo vai mais que dobrar de tamanho nos próximos anos, apenas com os ativos que já possui em seu portfólio. A empresa faz parte do grupo que ganhou musculatura a partir de áreas adquiridas da Petrobras. Para 2022, o projeto é acelerar os investimentos e avançar no negócio de gás natural, sobretudo na região Nordeste do País.

“O foco é petróleo e gás. Temos uma animação com o gás porque é um mercado muito efervescente. Alguns ativos que adquirimos tem potencial de gás, que chegou a ser identificado pela Petrobras mas nunca foi desenvolvido”, contou ao Broadcast o presidente da companhia, Marcelo Magalhães.

A participação do gás no portfólio total da empresa já foi de 10%, atualmente, está em 21% e deve chegar a 35% em três anos. Além de produzir em áreas adquiridas da estatal, a Petrorecôncavo (BOV:RECV3) se planeja também para ocupar parte do mercado de fornecimento a distribuidoras estaduais deixado pela Petrobras. Um contrato já foi assinado, com a Potigás, no Rio Grande do Norte, e a empresa ainda venceu a chamada pública da PBGás, na Paraíba. O terceiro contrato está a caminho. Dessa vez, com a Bahiagás. Para isso, ela espera concluir o processo de compra do Polo de Miranga, localizado no Estado.

“Temos uma postura muito cautelosa. Não queremos nos comprometer com volumes superiores à nossa possibilidade. Qualquer produção excedente a gente planeja comercializar com o mercado livre e fornecedores de GNC (gás natural comprimido) e GNL (gás natural liquefeito)”, disse Magalhães.

Em sua avaliação, o mercado de gás no Brasil ainda é muito incipiente e há espaço para levar o produto pelo interior do País. Como não há infraestrutura para isso, a solução seria utilizar carretas apropriadas ao transporte do gás comprimido ou liquefeito. Algumas indústrias, possíveis consumidoras, já se mobilizam para substituir derivados de petróleo por gás em suas matrizes e conversam com a Petrorecôncavo sobre possíveis fornecimentos.

Além de Miranga, cuja aquisição deve ser concluída ainda neste mês, a empresa possui outros ativos ‘na manga’, para elevar a produção dos atuais 15 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) para 32 mil boe/d. A companhia está apostando, por exemplo, em dois campos localizados no Rio Grande do Norte, compartilhados com a sócia angolana Sonangol – São Sabiá da Mata e Sabiá-Bico-de-Osso. As perspectivas são “excepcionais” nessas áreas, que não chegam a ser campos maduros, pois apresentam possibilidade de desenvolvimento primário, segundo Magalhães.

No terceiro trimestre deste ano, a Petrorecôncavo registrou um aumento de produção de 13,2% em comparação a igual período de 2020. “O resultado foi positivo e saudável, considerando que são campos maduros. Mas poderia ter sido ainda melhor”, disse o presidente da petrolífera. O desempenho ficou limitado pela indisponibilidade de sondas no mercado. Isso porque muitos equipamentos ficaram parados ou foram deslocados para outros países quando desacelerou o investimento em campos maduros pela Petrobras. A movimentação está sendo retomada agora, com a venda de ativos pela estatal.

“Para os próximos trimestres, a expectativa é ter números melhores, com a disponibilidade de sondas e com o closing da transação do Polo Miranga, que deve gerar resultados quase imediatos. Toda equipe está pronta. É só realmente passar a chave da Petrobras”, afirmou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Rafael Procaci da Cunha.

Informações Broadcast

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