Bom dia ADVFN - Explosão de casos da ômicron na Europa e Estados Unidos e resultados do setor público na agenda

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Esse é o Bom dia, Investidor!  30 de Dezembro de 2021, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

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Bolsas mundiais:  Os índices futuros americanos se mantêm estáveis, na Ásia, as bolsas têm resultados variados, e na Europa as bolsas se mantêm estáveis em meio a preocupações com avanço da Covid.

Na Ásia, as bolsas fecharam com resultados variados. Estreando em Hong Kong, os papéis da empresa chinesa de inteligência artificial SenseTime Group avançaram mais de 8%. Fechamento: Nikkei (Japão), -0,4%, Shanghai SE (China), +0,62%,  Hang Seng Index (Hong Kong), +0,11%, Kospi (Coreia do Sul), -0,52%.

Na Europa, os mercados operam estáveis. O índice Euro Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, se mantém estável, com as principais bolsas apontando para direções diferentes. O FTSE, do Reino Unido, e o Dax, da Alemanha, apontam para ganhos de 15% no ano, enquanto que o francês CAC aponta para um ganho de quase 30%.

Nos Estados Unidos,  os índices operam em estáveis no momento. Na quarta-feira, o S&P 500 avançou 0,14%, fechando pela 70ª vez em um patamar recorde. É o segundo número mais alto de recordes para um ano do índice, superado apenas em 1995, quando houve 77 fechamentos recordes. O Dow avançou 0,25%, em sua sexta sessão positiva consecutiva, fechando também em recorde; e o Nasdaq perdeu 0,1%. O número de novos casos subiu para uma média de 265 mil por dia, impulsionados em grande medida pela variante Ômicron do coronavírus. Na quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde alertou que novas variantes de Covid podem emergir durante a pandemia que sejam “plenamente resistentes às atuais vacinas ou após outras infecções”. Ações do setor aéreo recuaram em meio a preocupações com a propagação da Covid. Mas várias ações ligadas a consumo fecharam em níveis recordes, incluindo Domino’s Pizza, Proctor & Gamble e McDonald’s.

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Os futuros internacionais de petróleo WTI estão sendo negociados a US$ 76,24 com baixa de 0,42%. O Brent opera em baixa de 0,49%, negociado a US$ 78,81.

Bitcoin (COIN:BTCUSD) é negociado a US$ 46.885,23  (-1,77%). O ouro  é negociado a US$ 1.800,15 por onça-troy (-0,10%).

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Minério de ferro: O minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,98%, a 669,5 iuanes, o equivalente a US$ 105,02.

Coronavírus

EUA e Reino Unido vêm batendo recordes de novos casos de covid-19. Segundo especialistas, as variantes Delta e principalmente a Ômicron são as responsáveis pela nova onda de infecções. A média móvel de casos em sete dias nos EUA chegou a 267 mil na quarta-feira, 29, segundo o New York Times. O Reino Unido somou 183 mil novas contaminações em 24 horas – no país, 90% das internações são de quem não tomou a dose de reforço. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o “tsunami” de infecções pela Ômicron nos últimos sete dias aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde, que estão “à beira do colapso”. Nos EUA, a Ômicron superou a variante Delta em poucas semanas e representa 96,3% dos novos casos em três Estados do noroeste do país (Oregon, Washington e Idaho), de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A variante Ômicron é mais rápida do que outras, inclusive a Delta, para infectar pessoas vacinadas. No Reino Unido, 9 em cada 10 internados na UTIs com covid não tomaram a dose de reforço da vacina, segundo informou o primeiro-ministro, Boris Johnson, que fez um novo apelo para que a população tome a dose adicional antes do ano-novo. “A variante Ômicron continua provocando problemas reais. Vemos que os casos aumentam nos hospitais”, disse Johnson.

O mundo registra 284.602.329 de casos de coronavírus e 5.423.041 mortes, confirmadas pela Universidade Johns Hopkins.

Painel Vacinas Covid-19 Brasil:  Doses Distribuídas pela União: 381.214.862 Doses aplicadas: 315.180.274 (atualizado em 09/12/2021).

As quatro vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil oferecem alto grau de proteção adicional contra a infecção sintomática e as formas graves da doença em pessoas que já tenham contraído o Sars-CoV-2. É o que revela um estudo comandado pelos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda e Manoel Barral-Neto. A pesquisa mostra que as quatro vacinas apresentam efetividade de 39% a 65% para prevenir as formas sintomáticas da doença. No caso das três vacinas com esquema de duas doses – Coronavac, AstraZeneca e Pfizer -, segundo os cientistas, a segunda dose proporciona uma efetividade bem maior quando comparada com a primeira e a média de proteção contra hospitalização ou morte passa de 80%, 14 dias após o esquema vacinal completo – em comparação com pessoas infectadas e não vacinadas. De acordo com o estudo, seria: 90,8% com a AstraZeneca, 87,7% com a Pfizer, e 82,2% com a CoronaVac. Na Janssen, de apenas uma dose, ficou em torno de 59,2%. Ainda conforme a pesquisa, publicada no site Medrxiv, na quarta-feira (29), no caso de infecção inicial, a efetividade contra uma reinfecção sintomática 14 dias após o esquema vacinal completo é de 63,7% para Pfizer, 53,4% para AstraZeneca, e 37,5% para a CoronaVac, em comparação com pessoas infectadas pelo coronavírus e não vacinadas. O pesquisador Júlio Croda, da FioCruz Mato Grosso do Sul, explica que a principal mensagem do estudo é a da importância de ser vacinado.

Brasil

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) espera que os cargos de chefia do órgão começarão a ser entregues no dia 3. Nessa data, a entidade vai começar a rodar uma lista eletrônica para adesão ao movimento, no contexto da insatisfação de diversas categorias de servidores federais com o reajuste previsto apenas para policiais em 2022. Além disso, o Sinal começou a aderir às paralisações nacionais aprovadas pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). A primeira está prevista para o próximo dia 18. Dentro do BC, o sentimento é de descontentamento com a decisão do governo de contemplar a recomposição salarial de apenas uma categoria. Na autarquia, o último reajuste foi em janeiro de 2019.

Poderes

O governo pode manter as alíquotas mais altas do Imposto sobre Operações (IOF) sobre operações de crédito e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada dos bancos para compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos para empresas de 17 setores que mais empregam no País. A compensação é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) na avaliação da equipe econômica. Já para parlamentares, a medida não é necessária porque o benefício será prorrogado e não criado do zero, o que abriu um impasse político. Além da exigência da LRF, o governo ainda tem que encontrar espaço no teto de gastos para fazer a medida. O Orçamento de 2022 foi aprovado sem a fonte de recursos e o espaço no teto de gastos. É que a desoneração é contabilizada como uma despesa que o governo tem que fazer porque é preciso fazer repasses ao INSS, que tem perda de arrecadação.  Fontes da área econômica confirmaram que a prorrogação do IOF está na mesa de negociação, mas o martelo não foi batido. “Teto e compensação da LRF são problemas distintos, com soluções distintas”, explicou uma fonte do Ministério da Economia, ressaltando que em “tese” a despesa da desoneração consome espaço do teto. A desoneração beneficia as empresas porque reduz os encargos trabalhistas que são pagos por elas. A medida consiste em trocar os tributos sobre os salários dos empregados por uma alíquota sobre o faturamento. Hoje, essas empresas podem escolher: ou pagam 20% de contribuição previdenciária sobre os salários dos funcionários ou uma alíquota que vai de 1% a 4,5% sobre o faturamento bruto. Os 17 setores beneficiados são calçados, call center, comunicação, confecção/vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação (TI), tecnologia de comunicação (TIC), projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

Economia

A visão dos economistas em relação ao cenário de 2022 é praticamente unânime: será um ano desafiador. Um misto de estagnação na atividade, instabilidade financeira decorrente da incerteza política e uma desigualdade exacerbada pela pandemia deverá resumir a economia brasileira no próximo ano. Soma-se a isso um cenário internacional desfavorável a mercados emergentes, com bancos centrais de países ricos retirando estímulos monetários, elevando juros e, assim, atraindo dinheiro dos investidores – em detrimento de países como o Brasil. Isso significa que praticamente nenhum brasileiro, seja empresário, investidor, formulador de política econômica ou consumidor, terá uma vida fácil em 2022. A exceção deve vir de um setor que, ao longo do tempo, parece ter se descolado da realidade do Brasil: o agronegócio. Com uma supersafra no horizonte, o segmento deve ver seu PIB avançar 5%, segundo o Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). O panorama geral deverá resultar em um PIB de 0,4% no ano, segundo estimativas de bancos e consultorias coletadas pelo Banco Central e publicadas no último dia 27 no Relatório Focus. Se esse desempenho se confirmar, o País continuará afastado da tendência de crescimento que vinha registrando antes da pandemia – que já era débil. Depois da recessão de 2015 e 2016, o Brasil manteve uma média de alta do PIB de 0,4% por trimestre. Segundo dados do Ibre, entre 2020 e 2022, esse número ficará em 0,25%. Para que o ritmo anterior fosse recuperado, seria necessário avançar 6% em 2021 e entre 2% e 3% em 2022. O Relatório Focus, porém, indica alta de 4,51% para 2021. “Estamos longe da tendência anterior, que já era praticamente nada, e o risco é que tudo seja ainda pior do que estamos projetando hoje”, diz a economista Silvia Matos, do Ibre. A maior responsável pela estagnação será a taxa básica de juros (a Selic), que passou de 2% no começo de 2021 para 9,25% em dezembro – e deverá terminar 2022 em 11,5%, segundo o Relatório Focus. Diante do desemprego e da queda de renda, o brasileiro se endividou e hoje o total de famílias nessa situação é recorde: 75,6%, o maior patamar da série iniciada em janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Agenda Econômica

🇧🇷 Confiança empresarial FGV (08h00)
🇧🇷 Resultado primário do setor público consolidado mensal (09h30)
🇧🇷 Relação dívida bruta e líquida/PIB mensal (09h30)
🇧🇷 Resultado nominal do setor público consolidado mensal (09h30) ⭐️
🇺🇸 Pedidos de seguro-desemprego semanal (09h30) ⭐️
🇺🇸 PMI Chicago mensal (11h45)⭐️
🇺🇸 Contagem de Sondas Baker Hughes (15h00)
🇨🇳 PMI industrial NBS mensal (22h00)
🇨🇳 PMI não-manufatura NBS mensal (22h00)
 Ibovespa e dólar no último pregão:

Ibovespa:  

Referência do mercado brasileiro, o ibovespa fechou em queda de 0,72%, aos 104.107 pontos. A performance da bolsa do Brasil é explicada, em grande parte, por notícias do cenário interno. Em destaque, está a movimentação de servidores públicos federais por reajuste salarial, o que é visto como uma ameaça ao fiscal. O Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate), que conglomera a elite do funcionalismo público, confirmou que realizará uma paralização em janeiro, tendo ainda a possibilidade de uma greve em fevereiro. Pesou também o fato de o IGP-M de dezembro ter apontado uma alta de 0,87%, maior do que o consenso e voltando a acelerar. Especialistas apontam também que o pouco volume de negociação, que ficou em R$ 15,361 bilhões, também acabou por pressionar a performance do índice.

Maiores altas do Ibovespa

VIIA3 +1.41% R$ 5,02
TIMS3 +1.01% R$ 12,89
BEEF3 +0.66% R$ 10,62
MRFG3 +0.61% R$ 22,92
VIVT3 +0.60% R$ 48,27

Maiores baixas do Ibovespa

CVCB3 -7.33% R$ 13,14
AZUL4 -7.33% R$ 23,86
GOLL4 -6.71% R$ 16,66
BIDI11 -4.89% R$ 27,58
QUAL3 -4.75% R$ 16,02

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Dólar    

dólar comercial: o dólar comercial terminou o dia em alta de 0,94%, negociado a R$ 5,93 na compra e na venda, com máxima de R$ 5,699 e mínima de R$ 5,626. O futuro, por sua vez, subiu 1,30%, a R$ 5,701. O dia foi marcado por disputas entre comprados e vendidos na moeda envolvendo a definição da última Ptax do ano, que acontece na quinta (30). A moeda brasileira andou descolada de seus pares internacionais – o DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta desses ativos, caiu 0,29%.

Juros

O DI futuro para fevereiro de 2023 teve alta de 0,16 ponto porcentual, para 11,83%; o para fevereiro de 2025, de 0,14 p.p., para 10,69%; e o de fevereiro de 2029, de 0,08 p.p, para 10,68%.

Ifix   

O índice fechou a sessão em alta de 0,77%, aos 2.789 pontos. Na mínima do dia o índice bateu em 2.768 pontos enquanto a máxima foi de 2.793 pontos. No parcial de dezembro o IFIX acumula alta de 8,18%. No ano, recua 4,60%. A movimentação financeira foi de R$ 207,15 milhões.

Fonte: CNN, CNBC, Infomoney, TC, G1, Agência Brasil e BDM, correio braziliense, estadão.

 

 

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