Dólar fecha com alta, impactado pelo iminente aumento dos juros nos EUA, que deve ter início ainda neste trimestre

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O dólar comercial fechou em R$ 5,5610, com alta de 0,63%. Após início volátil, a moeda norte-americana trilhou caminho altista, impactada pelo iminente aumento dos juros nos Estados Unidos, que deve ter início ainda neste trimestre, em março.

Segundo head de renda variável da Valor Investimentos, Pedro Lang, “a tônica não apenas de hoje, mas dos próximos meses, será o aumento dos juros nos Estados Unidos. O dólar está se valorizando frente às principais moedas, e não apenas as emergentes”.

Lang acredita que já existe consenso que o aumento terá início em março: “A questão agora não é quando irá começar, mas sim como. A discussão é a extensão e a velocidade deste aumento”, opina. Para o executivo, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) está “atrás da curva”.

Historicamente, pontua Lang, “é assim que você sai de crises econômicas”, referindo-se à leniência da instituição com a inflação, mas mostrando-se cético a uma guinada na política monetária dos Estados Unidos: “Dificilmente irá acontecer, a não ser que ocorra uma tragédia”.

De acordo com o head de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, “o Empire State foi motivador de curto prazo, mas a China dando indicações que irá estimular a economia para conter a desaceleração é mais relevante”.

Por mais que o aumento de commodities, como o minério de ferro, seja positivo para o Brasil, a situação dos servidores inspira cuidados: “Nesta briga do político e fiscal, o político tem levado a melhor. É difícil acreditar que em um ano eleitoral as atitudes não sejam políticas”, avalia Weigt.

Para o economista-chefe da Nova Futura, Nicolas Borsoi, “o aumento das apostas altistas nas taxas de juros, com os investidores ecoando o discurso dos banqueiros centrais, ganhou um aditivo geopolítico, com a disparada no petróleo devido aos atritos entre Rússia e Ucrânia e, agora, tensões no Oriente Médio”.

Borsoi também acredita que os problemas domésticos voltaram com força ao radar: “O dia deve ser negativo, repercutindo o sentimento de aversão ao risco internacional e o local, com os investidores atentos às manifestações dos servidores públicos”, projeta.

Data Compra Venda Variação Variação
03/01/2022  5,6617 5,6627 1,557% 0,0868
04/01/2022  5,6895 5,69 0,482% 0,0273
05/01/2022 5,7111 5,7121 0,388% 0,0221
06/01/2022 5,679 5,68 -0,562% -0,0321
07/01/2021 5,631 5,6315 -0,854% -0,0485
10/01/2022  5,6738 5,6743 0,76% 0,0428
11/01/2022 5,5793 5,5798 -1,665% -0,0945
12/01/2022 5,5343 5,5348 -0,807% -0,045
13/01/2022 5,529 5,5295 -0,096 -0,0053
14/01/2022 5,5122 5,5132 -0,295% -0,0163
17/01/2022 5,5256 5,5266 0,243% 0,0134
18/01/2022 5,5598 5,5603 0,61% 0,0337

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