Boletim Focus: mercado prevê que a inflação vai terminar o ano em 7,65%

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O Banco Central voltou a divulgar o Relatório Focus nesta terça-feira (26), após quase um mês, e o mercado já prevê que a inflação vai terminar o ano em 7,65%. Há quatro semanas a estimativa era que o IPCA de 2022 seria de 6,86%.

Com isso, a expectativa das instituições financeiras para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano já é mais que o dobro da meta do BC, que é de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual (ou seja: a meta será cumprida se o índice ficar entre 2% a 5%).

A mediana das projeções para o índice de inflação oficial deste ano avançou pela 15ª semana consecutiva, e o mercado também elevou as estimativas para 2023 e 2024 (para 4% e 3,2%, respectivamente).

As projeções dos próximos dois anos também estão acima da meta dos próximos dois anos (3,25% e 3,00%), em um sinal de desancoragem de expectativas.

  • Expectativas do mercado para 2022:

IPCA: alta de 6,86% há 4 semanas para 7,65% agora (15ª semana seguida de alta)
Selic: alta de 13,00% ao ano para 13,25% (2ª alta seguida)
PIB: alta de 0,50% para 0,65% (4ª alta seguida)
Dólar: queda de R$ 5,25 para R$ 5,00 (5ª alta seguida)

O Focus é um levantamento coletado semanalmente pelo BC com mais de 100 instituições financeiras, e sua última publicação havia sido em 28 de março. Desde então, estava suspensa devido à greve dos servidores da instituição.

A categoria reivindica reajuste salarial de 27%, mas suspendeu a paralisação entre 20 de abril e 2 de maio, o que possibilitou a publicação do Relatório Focus desta semana e das edições atrasadas. Na sexta (29), haverá nova assembleia para decidir se a greve será retomada.

O relatório é normalmente publicado às segundas-feiras, com dados enviados pelas instituições financeiras até a sexta-feira anterior. Antes da suspensão por três semanas, a paralisação dos servidores chegou a atrasar a publicação do Focus por duas semanas seguidas.

Projeções para Selic, PIB e câmbio

Segundo o Focus divulgado hoje, o mercado também prevê uma Selic e um PIB (Produto Interno Bruto) maiores neste ano. A estimativa é que a taxa básica da economia brasileira termine o ano em 13,25% (contra 13% há quatro semanas) e que a economia cresça 0,65% (contra 0,5% do último relatório).

As projeções para a Selic permanecem as mesmas para 2023, 2024 e 2025 (9,0%, 7,50% e 7,00%, respectivamente), mas a do PIB para 2023 diminuiu, de alta de 1,30% para alta 1,00%. Para 2024 e 2025 a estimativa de crescimento da economia é de 2,00%.

Já as estimativas para o câmbio no final deste e dos próximos três anos diminuíram (US$ 1 = R$ 5,00 em 2022 e 2023, R$ 5,05 em 2024 e R$ 5,10 em 2025).

Informações Infomoney

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