Odontoprev (ODPV3): lucro líquido atribuído de R$ 161,5 milhões no 1T22, alta de 48%

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A Odontoprev registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 161,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 48% em relação ao mesmo período de 2021.

A receita líquida somou R$ 471,5 milhões entre janeiro e março deste ano, alta de 4,5% na comparação com igual etapa de 2021.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado cresceu 4% nos três primeiros meses deste ano, totalizando R$ 166,2 milhões. Já a margem Ebitda ajustado atingiu 35,3% no primeiro trimestre de 2022, baixa de 0,1 p.p. frente a margem registrada no primeiro trimestre de 2021.

Beneficiários

A Odontoprev atingiu 7.956.444 milhões de beneficiários, com queda líquida de 28 mil vidas no trimestre e adição líquida de 413 mil vidas nos últimos doze meses.

O tíquete médio consolidado por usuário foi de R$ 20,45, recuo de 1,2% entre os trimestres.

O segmento de planos individuais, cujo tíquete médio é o maior da Odontoprev, teve mensalidade média de R$ 37,83. O valor representa leve alta de 0,5% no comparativo trimestral.

O segmento para pequenas e médias empresas alcançaram tíquete médio de R$ 24,95, alta de 1,9% ante o primeiro trimestre de 2021, enquanto os planos corporativos recuaram 1,6%, para R$ 16,24.

O índice de sinistralidade foi de 34,9% no 1T22, um recuo de 3 pontos percentuais na comparação com igual etapa de 2021.

A Odontoprev registrou uma queda líquida de 28 mil vidas no primeiro trimestre.

Já a provisão para perdas sobre créditos foi de 2,4% da receita líquida no 1T22, avanço de 0,5 p.p. frente ao 1T21.

O caixa líquido da companhia ficou em R$ 808,9 milhões no final de março de 2022, uma redução de 5,9% em relação ao mesmo período de 2021.

Os resultados da Odontoprev (BOV:ODPV3) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 28/04/2022. Confira o Press Release completo!

Teleconferência

Segundo José Roberto Pacheco, diretor financeiro e de relações com investidores da OdontoPrev, esse menor sinistro está relacionado ao perfil atual da carteira de clientes. Parcela dos novos usuários de planos PME e individuais foi contratada em agências bancárias do Banco do Brasil e Bradesco, acionistas da operadora.

Esse perfil de clientes diferre daqueles contratados em lojas do varejo que costumam adquirir o produto e cancelar logo após o tratamento odontológico, o que eleva a taxa de sinistralidade, mesmo respeitando os períodos de carência dos planos.

Ainda de acordo com o diretor da operadora, que realizou teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre para analistas e investidores, a inflação de dois dígitos não preocupa porque a companhia está num momento de deflação com menores custos médicos e administrativos. Essa redução nas despesas administrativas é devido a um menor quadro de funcionários com implementação de serviços digitais e robotização em parte dos processos.

VISÃO DO MERCADO

BTG Pactual 

A ODPV publicou os resultados do primeiro trimestre em linha, ajudados por uma reversão de provisão e resultados financeiros mais saudáveis (impulsionando um aumento considerável do LPA). Refletindo a perda de 28 mil membros t/t (um pouco pior do que nossa estimativa) e um ticket médio menor (queda de 1% a/a), a receita líquida aumentou 4,5% a/a (em linha) para R$ 471 milhões, sustentado apenas pelo crescimento do número de associados dos últimos trimestres (a base de associados cresceu 5,5% a/a).

Subtraindo a reversão de provisão de R$ 40 milhões que ajudou no resultado operacional da ODPV, o EBITDA ajustado foi de R$ 166 milhões (aumento de 4% a/a; em linha), com uma margem estável, apesar de uma sinistralidade consolidado melhor que o esperado de 35% (queda de 3 p.p. a/a, principalmente impulsionado por melhorias nos segmentos de pessoas físicas e PMEs).

Por fim, o lucro líquido foi de R$ 161 milhões (+49% a/a; 7% acima do BTGe), impulsionado por melhores resultados financeiros (R$ 23 milhões, vs. R$ 2 milhões no 1T21) e ajudado pela reversão mencionada.

Os resultados do primeiro trimestre ainda não conduziram a um crescimento forte e sustentável da receita, especialmente porque o ambiente competitivo continua difícil (e o ticket médio continua pressionado). Como acreditamos que as perspectivas de crescimento da receita da ODPV permanecem incertas.

Estamos atualizando nossos números oficiais com o último custo de capital do Brasil, mas sem grandes mudanças em nossas estimativas, definindo nosso preço-alvo em R$ 11,5/ação (vs. R$ 13/ação anteriormente).

BTG Pactual tem recomendação neutra com preço-alvo de R$ 11,50…

Credit Suisse

Mesmo com alta lucratividade, é improvável uma reação positiva de preço das ações enquanto a base de beneficiários e o faturamento não crescerem o suficiente. Conforme apontado nos trimestres anteriores, uma menor utilização persistente pode diminuir o interesse comercial no produto e os ajustes de ingressos tornam-se mais difíceis de negociar.

Dessa forma, analistas não enxergam um evento transformacional para catalisar uma reavaliação. No entanto, acreditam que a empresa continuará sendo um caso de fluxo de caixa estável, o que é importante em meio às turbulências atuais.

Credit Suisse mantém recomendação neutra com preço-alvo de R$ 10,91…

Itaú BBA

Para analistas, os resultados da OdontoPrev evidenciaram o cenário mais desafiador para o crescimento do setor observado no início deste ano. A menor frequência observada no 1T22 resultou em uma menor sinistralidade odontológica (DLR) em todos os segmentos da empresa.

Leia mais: Odontoprev (ODPV3) tem alta de 48,5% no lucro no 1º trimestre
A perda de 28 mil vidas no 1T22, indicando uma desaceleração após seis trimestres de adições líquidas positivas. A perda de 33 mil beneficiários no segmento pessoa física mais do que compensou a estagnação nos planos corporativos e PMEs.

Itaú BBA mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 14,00

Morgan Stanley 

A equipe de research do banco destaca que a receita cresceu abaixo das expectativas, mas com melhor mix. O volume continuou sua aceleração ano a ano, com uma nova melhoria de mix, uma vez que as PMEs continuam crescendo mais rápido que as empresas.

A sinistralidade consolidada da empresa ficou abaixo do nível do ano passado, em parte devido à melhora no mix (PMEs crescendo mais rápido) e em parte devido ao nível muito baixo de utilização do plano em Pessoa Física, ambos compensando a normalização gradual no Corporate.

Morgan Stanley tem recomendação equal-weight com preço-alvo de R$ 13,50.

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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