Vale (VALE3): lucro líquido de US$ 4,458 bilhões no 1T22, queda de 19,6%

LinkedIn

A mineradora Vale registrou um lucro líquido de US$ 4,458 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 19,6% frente a igual período do ano passado. O resultado ficou em linha com a estimativa média de US$ 4,439 bilhões.

Em reais, o lucro da companhia atingiu R$ 23,046 bilhões, uma queda de 24,6% na comparação com igual período do ano passado.

A receita líquida atingiu US$ 10,8 bilhões no primeiro trimestre, abaixo dos US$ 12,5 bilhões de um ano antes e abaixo do consenso de US$ 11,7 bilhões. Além disso, o faturamento caiu também na base trimestral – uma vez que a companhia fechou o trimestre encerrado em dezembro com receita de US$ 13,1 bilhões.

Na base trimestral, o faturamento da Vale regrediu mesmo com o preço de referência do minério de ferro 62% Fe tendo avançado 29% na mesma comparação, para US$ 141,1 a tonelada. A queda se deu porque a alta dos preços não conseguiu remediar totalmente, segundo a própria companhia, a baixa da produção.

“A receita líquida de finos de minério, de US$ 7,2 bilhões, foi 17% na base trimestral, principalmente devido à sazonalidade climática usual do primeiro trimestre do ano”, comentou a mineradora no documento publicado na noite desta quarta-feira (27).

O Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – ebitda ajustado proforma foi US$ 6,3 bilhões, abaixo de igual intervalo de um ano antes, quando foi de R$ 8,6 bilhões e recuando também na base trimestral, uma vez que entre outubro e dezembro ele foi de US$ 6,8 bilhões. O número também frustrou levemente o consenso da Refinitiv, que previa um Ebitda de US$ 6,4 bilhões.

“O Ebitda sazonalmente menor e os maiores resultados financeiros do 4T21 explicam a queda, que foi parcialmente compensada pelo impacto positivo de US$ 1,1 bilhão do acordo vinculante para venda das operações de minério de ferro e manganês do Centro-Oeste e as provisões para descaracterização de barragens e Fundação Renova registradas no 4T21”, diz a empresa.

Pesou sobre o desempenho da Vale, além do minério de ferro, os resultados operacionais de outros metais – as receitas provindas de outros metais também recuaram, ficando em US$ 1,9 bilhões, baixa de 17,9% na base trimestral e de 15,8 % na anual.

O fluxo de caixa livre das operações atingiu US$ 1,229 bilhões no 1T22, US$ 1,404 acima que no 4T21, explicado principalmente por um menor impacto do capital de giro (US$ 1,5 bilhões); pagamentos menores relacionados às obrigações de Brumadinho (US$ 1,2 bilhões), e menores investimentos (US$ 0,6 bilhões).

Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo imposto de renda sazonalmente mais alto pago no início do ano (US$ 1,6 bilhões), considerando a diferença entre os impostos recolhidos ao longo do ano e o imposto devido no final do ano.

O principal negócio da Vale, a produção de minério de ferro, atingiu 63,928 milhões de toneladas no 1T22, diminuição de 6% sobre o mesmo período do ano passado, como mostrou o relatório de produção da companhia divulgado recentemente. As vendas caíram 9,6% por essa base de comparação, para 53,603 milhões de toneladas.

O preço do minério de ferro foi negociado pela Vale, em média, por US$ 141,40 a tonelada, ante US$ 107,20 a tonelada no último trimestre do ano passado. No primeiro trimestre do ano passado, contudo, os preços estavam ainda mais elevados, em US$ 157,20 a tonelada.

A Vale vendeu entre janeiro e março deste ano 51,3 milhões de toneladas de minério de ferro, ante 57,6 milhões no primeiro trimestre de 2021 e 81,7 milhões no quarto.

Na base anual, ajuda a justificar a queda da receita, além da menor produção, também o recuou do prêmio obtido por tonelada, sendo que nos três primeiros meses do ano passado este era de US$ 166,9.

Além disso, a menor produção levou a um aumento do custo de caixa para a mineradora, por conta da menor diluição dos gastos fixos. Os gastos foram pressionados também pela valorização do Real frente ao dólar e pela alta dos combustíveis, que elevou o preço do frete. O custo caixa C1 aumentou US$ 2,2 por tonelada na base trimestral e a companhia gastou, ao total, US$ 2,3 bilhões.

As despesas com finos de minério de ferro, líquidas de depreciação, contudo, ficaram estáveis, totalizando US$ 202 milhões.

Os resultados operacionais de outros metais – as receitas provindas de outros metais também recuaram, ficando em US$ 1,9 bilhões, baixa de 17,9% na base trimestral e de 15,8 % na anual.

Níquel e cobre, metais básicos que são destaques entre os produzidos pela empresa, também registraram menores volumes de venda entre janeiro e março deste ano. As baixas, porém, não se deram por conta das chuvas mas sim por manutenções planejadas nas minas do Sossego, em Carajás, e Sudbury, no Canadá. A receita líquida com cobre foi de US$ 534 milhões e com níquel, US$ 866 milhões. O Ebitda ajustado de Metais Básicos foi de US$ 751 milhões, US$ 60 milhões abaixo do quarto trimestre.

O resultado financeiro foi negativo em US$ 445 milhões – abaixo dos US$ 1,3 bilhão do mesmo período de 2021 mas crescendo consideravelmente na base trimestral por conta da variação monetária.

A dívida líquida da Vale totalizou US$ 4,9 bilhões no 1º trimestre, contra os US$ 1,8 bilhão registrados no trimestre imediatamente anterior, e o caixa líquido de US$ 505 milhões no 1T21.

De acordo com a empresa, o aumento da dívida se deu principalmente devido a saída de caixa de US$ 4,7 bilhões em distribuição de dividendos (US$ 3,5 bilhões) e recompra de ações (US$ 1,8 bilhão).

O prazo médio da dívida foi de 8,5 anos, ligeiramente inferior aos 8,7 anos em 31 de dezembro de 2021. Após os swaps de moeda e taxa de juros, o custo médio da dívida foi de 4,89% ao ano, indica o relatório do 1T22 da Vale.

Com isso, a relação de alavancagem da Vale, medida pela dívida líquida e o Ebitda ajustado, ficou em 0,17x, ante 0,06x (4º trimestre de 2021) e -0,02x ante mesmo período de 2021.

Os investimentos no primeiro trimestre deste ano totalizaram US$ 1,136 bilhão, sendo US$ 799 milhões na manutenção das operações e US$ 337 milhões na execução de projetos de crescimento.

Os resultados da Vale (BOV:VALE3) referentes suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 27/04/2022. Confira o Press Release completo!

Teleconferência

A Vale tem dois ativos candidatos a entrar no calendário de desinvestimentos no Nordeste. Segundo o vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da empresa, Gustavo Pimenta, os alvos são a Mineração Rio do Norte, no Pará, e a Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará.

“Fizemos muito para limpar os ativos não core [centrais] da carteira e temos esses dois outros candidatos, ambos com processo em curso, o que é público. Manteremos o mercado a par quando tivermos mais notícias”, disse o executivo, durante teleconferência com analistas para comentar os resultados do primeiro trimestre.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, lembrou que a empresa tem cumprido seus objetivos de desinvestimentos. É o caso da venda dos ativos de carvão para a Vulcan, pelo valor total de US$ 270 milhões. Além disso, recentemente, a mineradora anunciou a venda de suas operações no Centro-Oeste brasileiro.

Mineração

Sobre a divisão de metais básicos, Bartolomeo disse que a companhia segue focada em “extrair valor” da operação. Ele disse que a mineradora segue estudando opções como fazer cisão da operação ou outros caminhos. “Vamos analisar as opções, mas, para ser objetivo, o que queremos é destravar valor”, disse Bartolomeo.

No primeiro trimestre, a Vale revisou uma mudança na alavancagem ideal de US$ 15 bilhões para uma faixa de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões. A expectativa da mineradora é que a dívida líquida expandida seja beneficiada nos próximos trimestres de maiores vendas e menores saídas de caixa, afirmou o executivo. O controle de custos é uma das prioridades estratégicas da companhia.

Produção em MG

O diretor-executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, disse que a produção de minério de ferro da companhia para o ano 2022 é prevista na faixa entre 320 e 335 milhões de toneladas, apesar dos resultados mais fracos da produção no primeiro trimestre deste ano. Ele citou que a produção de minério em Minas Gerais está 2,1% acima em abril, até o dia 25, em relação ao mesmo mês do ano passado.

O executivo acrescentou que está preparando Serra Norte para ter maior disponibilidade de produção no segundo semestre e que o mesmo deve ocorrer na região Sudeste. “Nosso plano é adicionar mais de 50 milhões de toneladas de minério de ferro no médio prazo, se o mercado demandar”, disse o executivo.

O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, se disse confiante no cumprimento de metas dos níveis de produção, apesar de um primeiro trimestre desafiador. Principal negócio da Vale, a produção de minério de ferro atingiu 63,928 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2022, queda de 6% sobre o mesmo período do ano passado, como mostrou o relatório de produção da companhia divulgado recentemente. As vendas caíram 9,6% por essa base de comparação, para 53,603 milhões de toneladas.

O desempenho da Vale no primeiro trimestre foi afetado por chuvas fortes em Minas Gerais, atrasos de licenciamento no Norte do País e desempenho abaixo do esperado de alguns ativos. “O primeiro trimestre é sazonalmente de menor produção e tivemos desafios operacionais adicionais”, disse a analistas em teleconferência para discutir os resultados do primeiro trimestre.

Mercado financeiro

Pimenta afirmou também que o anúncio do terceiro programa de recompra de ações da companhia não significa que a empresa não fará pagamento de dividendos extraordinários pela frente.

“O melhor investimento que temos é a recompra de ações. Temos sido muito ativos e vamos chegar a quase 20% de recompra total [somados os três programas]. Isso não significa que não faremos dividendos extraordinários. Vamos avaliar. Estamos bastante sólidos, a despeito dos desafios, e trabalhando na ideia de gerar caixa para o ano”, disse o executivo. A companhia reforçou que vai manter sua política de dividendos.

VISÃO DO MERCADO

Ativa Investimentos

O trimestre de Vale foi impactado pela maior incidência de chuvas no sudeste, pelo atraso na obtenção de licenciamentos em seu sistema Norte e pelas paradas realizadas nas operações de níquel e cobre. Do lado positivo, os maiores preços realizados em finos de minério e na operação de níquel, bem como os maiores prêmios de qualidade em finos de minério, compensaram, em parte, a fraqueza dos volumes vendidos.

Em cobre, os maiores preços realizados não foram suficientes para evitar a queda no Ebitda do segmento. Ainda assim, Vale registrou, de maneira consolidada, margem bruta e Ebitda levemente superiores às nossas expectativas, o que nos faz dispormos de uma visão neutra dos resultados operacionais da companhia neste 1T22. Além dos resultados, a companhia anunciou um novo programa de recompra, cuja robustez deve fazer com que as ações respondam positivamente amanhã.

Em finos de minério, os menores volumes vendidos foram, em parte, compensados por maiores preços realizados de minério de ferro (U$D 141,4/t) e maiores prêmios de qualidade. Ainda assim, os custos foram afetados pela menor diluição em função dos volumes diminutos, maiores custos de demurrage, impactos negativos do câmbio e maiores custos de combustíveis. Desta forma, o Ebitda do segmento retraiu 5,9% QoQ. Diante das maiores dificuldades pontuais em escalar a sua operação, podemos considerar que, ao evitar maiores retrações, Vale continuou sendo exitosa na aplicação de sua estratégia de priorização de valor sobre volume ao longo deste trimestre.

No segmento, temos uma visão positiva dos resultados de níquel e negativa para cobre. Em níquel, os maiores preços realizados garantiram melhores resultados apesar das paradas de manutenção terem diminuído os volumes da operação. Em cobre, as menores vendas e as despesas da parada realizada em Sossego fizeram o Ebitda da operação retrair 44,4% QoQ.

A companhia vendeu sua participação na CSI e em abril, concluiu a venda de sua participação na mina de carvão de Moatize e acertou o desinvestimento da totalidade seus ativos no Sistema Centro-Oeste. Vemos a postura da companhia em priorizar a rentabilidade de seu portfolio em sua gestão estratégica na alocação de recursos como positiva e acreditamos que os desinvestimentos realizados agregar valor aos papéis da companhia.

Tendo a sua dívida líquida atingido U$D 19,4 bi neste trimestre, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a alteração da meta de dívida ótima dos atuais U$D 15 bi para um range entre U$D 10 bi e U$D 20 bi. Acreditamos que a mudança é saudável do ponto de vista financeiro, uma vez que Vale dispõe de um endividamento relativamente pequeno e o aumento do range permitirá que a companhia disponha de maior margem de manobra para decidir sobre futuros investimentos ou ainda à respeito de propostas de aumento de remuneração ao seus acionistas.

Faltando ainda 32 milhões de ações para completar seu atual plano de recompra envolvendo 200 milhões de ações ordinárias, Vale aprovou um novo programa de recompra contemplando mais 500 milhões de ações VALE3 (o equivalente a aproximadamente 10% das ações em circulação), bem como suas ADRs, a ser implementado ao longo dos próximos 18 meses. O fato demonstra que o management da companhia considera os valores atuais pelos quais seus papéis são transacionados como extremamente atrativos, ajuda a alinhar os interesses entre acionistas e empresa e assim, deve ser absorvido de forma positiva pelo mercado.

Ativa tem recomendação neutra com preço-alvo de R$ 110,00…

BTG Pactual 

A Vale entregou um trimestre abaixo do potencial, marcado por uma série de efeitos transitórios bem compreendidos. O EBITDA foi de US$ 6,37 bilhões, 3% abaixo da nossa estimativa e consenso, impactado negativamente por volumes muito mais fracos t/t (chuvas intensas em Minas Gerais).

Apesar dos desafios operacionais recorrentes, esperamos que a administração mantenha seu foco contínuo em alcançar estabilidade/confiabilidade operacional, e acreditamos que o limite inferior de sua meta de produção de minério de ferro de 320-335Mt ainda é alcançável. Este trimestre também marca a transição da empresa para uma abordagem diferente de balanço, definindo a meta de dívida líquida expandida em US$ 10-20 bilhões, o que acreditamos trazer flexibilidade adicional para a empresa (movimento sensato e ainda altamente conservador).

No entanto, a notícia mais importante do dia diz respeito ao aumento do programa de recompra da Vale (para ~10% das ações em circulação), o que deve ser uma surpresa bem-vinda. Esperamos uma reação positiva e reiteramos nossa classificação de compra no nome, negociando em níveis deprimidos de 3x EBITDA 22E / >15% FCF yields.

A Vale anunciou um relevante programa de recompra, bem acima das expectativas do mercado e uma clara demonstração de confiança da administração no caso e subvalorização das ações. Em nossa opinião, os investidores esperavam (simplesmente) uma renovação do programa atual, que foi quase totalmente executado em apenas ~6 meses (168 milhões de ações recompradas até agora). Portanto, a administração está comprando ações consistentemente, e esperamos que essa pressão de compra (geradora de valor) continue apoiando as ações no médio prazo. Indiscutivelmente, esta é uma indicação da administração de que as recompras são agora uma rota preferencial de retorno de caixa (vs. dividendos), embora esperemos que ambas permaneçam em vigor.

BTG Pactual tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 115,00…

Citi

Os resultados da Vale no primeiro trimestre vieram em linha com o esperado, diz o Citi. O Ebitda ajudado de operações continuadas de US$ 6,4 bilhões foi dentro das estimativas de preços e custos para o período, afirma o banco, completando que a grande novidade foi a expansão do programa de recompra de ações.

Os analistas Alexander Hacking e Stefan Weskott escrevem que a perspectiva de custo caixa C1 entre US$ 18,50 e US$ 19 a tonelada, ante US$ 17 a tonelada em 2021, é positivo, levando em conta a valorização do real e a alta nos materiais básicos.
O fluxo de caixa livre foi relativamente fraco, apontam, com impactos de capital de giro e pagamentos de impostos. A redução da “alavancagem ideal” de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões chamou a atenção dos analistas.

Citi tem recomendação de compra com preço-alvo em US$ 21 para os recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse)…

Goldman Sachs

A Vale reportou resultados operacionais um pouco mais fracos do que o previsto no primeiro trimestre de 2022, o que está sendo compensado por um programa de recompra forte, de acordo com o Goldman Sachs, em relatório.

“Apesar dos operacionais marginalmente mais fracos do que o esperado, acreditamos que o foco dos investidores estará em um programa forte de recompra de 500 milhões de ações, equivalente a 10% das ações em circulação”, escrevem os analistas Marcio Farid, Gabriel Simoes e Henrique Marques.

Eles destacam que a Vale concluiu seus dois últimos programas de recompra dentro de entre seis e sete meses, ante a janela potencial de 18 meses.

Os analistas ressaltam ainda que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de US$ 6,4 bilhões ficou 2% acima das projeções do Goldman Sachs, com ganhos menores do que o esperado em metais básicos e pelotas.

Além disso, a Vale alterou sua meta de dívida líquida de US$ 15 bilhões para entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, após os US$ 19 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o que deve dar mais flexibilidade para alavancagem do balanço, escrevem os analistas.

Goldman Sachs mantém recomendação neutra para os recibos de ações (ADRs) da Vale, com preço-alvo de US$ 19,50…

Itaú BBA

A Vale reportou resultados um pouco abaixo do esperado, com volumes de minério de ferro sazonalmente menores, custos mais altos e um desempenho pior na divisão de metais básicos, que mais do que compensou os preços mais altos do minério de ferro, ao mesmo tempo em que anunciou um novo programa de recompra de ações, diz o Itaú BBA.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de US$ 6,37 bilhões veio 2% abaixo da estimativa do Itaú de US$ 6,50 bilhões, escrevem os analistas Daniel Sasson, Edgard Pinto e equipe, em relatório.

Eles destacam a geração forte de fluxo de caixa livre em US$ 1,2 bilhão, apesar dos maiores pagamentos de impostos no trimestre, enquanto a dívida líquida expandida da Vale subiu para US$ 19,4 bilhões, de US$ 15,1 bilhões no trimestre anterior, em linha com a nova meta da empresa de entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões, ante a meta anterior de US$ 15 bilhões.

Por fim, a Vale anunciou um novo programa de recompra de até 500 milhões de ações, US$ 8,2 bilhões no atual preço de mercado, a ser realizado nos próximos 18 meses, ressaltam os analistas. “Acreditamos que o anúncio está alinhado com as decisões recentes de alocação de capital da empresa, que vêm priorizando o retorno aos acionistas devido aos requisitos de investimento limitados à frente”

Itaú BBA mantém recomendação neutra para os recibos de ações (ADRs) da Vale negociados na Bolsa de Nova York, com preço-alvo de US$ 19…

UBS

O Ebitda ajustado da Vale no primeiro trimestre de US$ 6,4 bilhões veio um pouco abaixo do consenso do mercado de US$ 6,6 bilhões, diz o UBS. Os resultados foram impactados pela queda nos volumes durante os três primeiros meses do ano, mas estão melhorando.

Os analistas Andreas Bokkenheuser, Cleve Rueckert e Cadu Schmidt destacam que os custos de produção de minério enviado para a China caíram de US$ 46 a tonelada para US$ 44 a tonelada, com fretes mais baixos mitigados por alta no custo caixa C1.

“Os custos unitários vão continuar a subir no segundo trimestre, com maiores fretes e valorização do real”, comentam. O frete deve continuar a subir ao longo de 2022, explicam, com força sazonal e novas regulações ambientais, impactando margens.

A queda nos preços do aço devem manter os prêmios do minério de ferro de qualidade pressionados, apesar de terem se recuperado no primeiro trimestre, diz o banco suíço.

UBS tem recomendação de venda com preço-alvo em US$ 14…

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Suno

Deixe um comentário