Banco central russo sinaliza acordo com revisões da lei de criptomoedas: relatório

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O primeiro vice-governador do banco central russo Ksenia Yudayeva afirmou na terça-feira (31) que o banco está aberto a usar criptomoedas para pagamentos internacionais, informou a Reuters, juntamente com a mídia russa, que acrescentou que o banco também está reconsiderando sua posição sobre mineração de criptomoedas. Yudaeva foi citado como dizendo:

“Mudamos nossa posição sobre mineração e também permitimos o uso de criptomoedas no comércio exterior e fora do país.”

A declaração do funcionário do banco, junto com os anúncios sobre a regulamentação bancária doméstica, parece ser uma concessão aos legisladores que preparam uma nova versão da lei “On Digital Currency”. O jornal de negócios Vedomosti relata que o Ministério das Finanças divulgou o projeto da lei em uma discussão organizada pelo Partido da Rússia Unida sobre Frida.

Nessa discussão, Anton Gorelkin, um membro da Duma do Estado, a câmara baixa do parlamento russo, mencionou a necessidade de o banco central pesar. A contribuição de várias agências estatais e ministérios já foi considerada no rascunho.

A disposição para permitir o comércio internacional de criptomoeda é uma inovação na lei. Adicioná-lo à lei existente foi uma questão de conveniência, disse o funcionário do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Anatoly Dyubanov, no evento Rússia Unida, informou o Vedomosti.

O banco central russo já se opôs firmemente ao comércio de criptomoedas e até propôs proibir a mineração de criptomoedas em janeiro. O presidente russo, Vladimir Putin, expressou sua oposição ao uso de criptomoedas para o comércio de petróleo em outubro, dizendo que “é muito cedo para falar sobre isso”. Desde a imposição de novas sanções à Federação Russa em conexão com a invasão da Ucrânia, o apoio à criptomoeda cresceu dentro do governo.

O objetivo da Rússia em expandir o uso de criptomoedas internacionalmente não é claro, pois o uso de ativos digitais não afeta os termos das sanções que afetam o país, nem os riscos envolvidos para os infratores das sanções.

Por Derek Andersen

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