Positivo (POSI3): lucro líquido de R$ 28,4 milhões no 1T22, queda de 49%

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A Positivo Tecnologia registrou lucro líquido de R$ 28,4 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 49% na comparação com o resultado de R$ 55,7 milhões um ano antes.

A empresa ressalva que, para melhor compreensão e base de comparação do Lucro Líquido entre períodos, ajustou o resultado do primeiro trimestre de 2021 (1T21) pela marcação a mercado do hedge dos insumos, com ambas bases comparativas levando em consideração apenas os hedges efetivamente liquidados em cada trimestre.

A receita líquida saltou 52,5%, a R$ 1,031 bilhão; no 1T21, o valor ficou em R$ 676,469 milhões. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada, por sua vez, teve uma alta de 3,1 pontos percentuais, para 12,2%.

O resultado deve-se principalmente à forte demanda dos segmentos corporativos e instituições públicas, e ao crescimento das chamadas Avenidas de Crescimento, que “cada vez mais agregam valor ao nosso negócio principal como fonte de receita recorrente e com margens saudáveis”, destacou a companhia.

Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – dobrou no trimestre analisado, ficando em R$ 125,5 milhões, o que representa uma alta de 104,5% em relação aos R$ 61,377 milhões do mesmo período de um ano atrás.

O crescimento do ebitda, reflete a expansão dos negócios da Companhia, com maior diversificação e melhor mix, além da alavancagem operacional traduzida em diluição dos custos fixos, cujo crescimento é menor do que o crescimento das receitas.

O resultado financeiro ficou em R$ 84,3 milhões negativo no 1T22 vs um resultado positivo de R$ 17,0 milhões apresentado no 1T21 e R$ 39,0 milhões negativos no 4T21. A oscilação do resultado financeiro reflete o gradual aumento da taxa de juros no país ao longo dos últimos doze meses, além da variação cambial ocorrida entre os períodos comparativos.

Ressaltamos que o objetivo da Política Cambial da Companhia é a proteção do resultado operacional e a redução de sua volatilidade no resultado, não permitindo, em hipótese alguma, a contratação de instrumentos financeiros derivativos para fins especulativos.

A empresa finalizou o mês de março com dívida líquida de R$ 664,7 milhões. O montante reflete a maior necessidade de financiamento de capital de giro, devido ao forte crescimento da empresa (atual e projetado para os próximos períodos), segundo o release de resultados.

A melhor geração de caixa, com avanço de 75% do Ebitda acumulado dos últimos 12 meses, resultou em múltiplo dívida líquida/Ebitda recorrente de 1,6 vez contra 1,1 vez nos três primeiros meses de 2022.

⇒ Áreas de negócio

A unidade de vendas corporativas finalizou o 1T22 com Receita Bruta de R$ 331 milhões, 141% superior ao 1T21. Além da contínua demanda por computadores por parte das empresas brasileiras, o crescimento da Receita Bruta da Unidade, é explicado pela conquista de novos clientes no segmento de meios de pagamento, culminando no aumento da receita bruta em 38 vezes YoY, pela crescente demanda por HaaS, cujo faturamento ficou 415% superior na comparação anual.

Já a Unidade de Instituições Públicas, potencializada por um maior número de licitações no país e pela entrada de Receita parcial de R$ 430 milhões referente à entrega das urnas eletrônicas para as eleições deste ano, encerrou o trimestre com Receita Bruta de R$ 712 milhões, +278% vs 1T21, correspondendo a 60% do faturamento total da Companhia.

A Unidade de vendas no varejo (Consumer), que representa 12,7% da Receita Bruta da Companhia, encerrou trimestre com faturamento de R$ 152 milhões, queda de 69% em relação ao mesmo período de 2021. A redução da receita desta unidade é reflexo do arrefecimento do setor de varejo no país, devido ao alto nível de estoques registrado ao final do 2021, combinado com a alta da inflação e juros, o que impacta o poder de compra das famílias.

Os resultados da Positivo (BOV:POSI3) referente suas operações do primeiro trimestre de 2022 foram divulgados no dia 12/05/2022. Confira o Press Release completo!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão

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