Detido no Brasil, CFTC cobra do CEO do Bitcoin Club MTI por fraude de US$ 1,7 bilhão

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O principal órgão de fiscalização de commodities dos EUA acusou a Mirror Trading International, operadora de pool de bitcoins com sede na África do Sul, de fraude de US$ 1,7 bilhão na quinta-feira (30), alegando que o esquema global de marketing multinível “aproveitou indevidamente” todo o bitcoin que acumulou.

A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) descreveu o caso como seu “maior caso de esquema de fraude envolvendo bitcoin”. Ele alegou que a figura-chave da MTI, Cornelius Johannes Steynberg, aceitou 29.421 BTC de 23.000 americanos “e ainda mais em todo o mundo” para um esquema de pool de commodities que ele não estava licenciado para administrar.

As vítimas do esquema acreditavam que estavam investindo seu bitcoin em um clube de investimento de alta tecnologia “para aumentar seu bitcoin”, disseram documentos de cobrança, citando as declarações da MTI. Steynberg supostamente disse que os algoritmos da MTI criaram “renda passiva” com 10% de retorno ao mês. A indicação de amigos e familiares rendeu um bônus, segundo os documentos.

A realidade do MTI foi menos saborosa, alegou a CFTC.

Steynberg não fez as divulgações adequadas, mentiu sobre a existência de um “bot de negociação”, nunca fez uma troca lucrativa de forex e forneceu aos clientes extratos de contas falsos, disse o regulador.

Seu suposto esquema decorreu de maio de 2018 até o início de 2021, quando a MTI entrou em processo de falência e liquidação na África do Sul. Enfrentou uma pressão regulatória crescente nos EUA e na África do Sul a partir de 2020.

O próprio Steynberg é um fugitivo internacional, segundo documentos judiciais. Sua residência é na África do Sul, mas ele foi “recentemente detido” no Brasil por ordem da Interpol.

Com informações de CoinDesk

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