CBA (CBAV3): lucro líquido de R$ 511 milhões no 2T22, alta de 29%

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A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou lucro líquido de 511 milhões no segundo trimestre de 2022, alta de 29% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano o avanço é de 20%.

Em parte, o crescimento do lucro acompanha a performance da receita líquida, que avançou 22% na mesma base, chegando a R$ 2,3 bilhões.

“Houve influência, principalmente, pelo aumento de 23% dos ganhos com o negócio de alumínio, justificado pela alta de 20% do alumínio na London Metal Exchange, no qual a média de preço passou de US$ 2,4 mil por tonelada no segundo trimestre de 2021 para US$ 2,87 mil toneladas no segundo trimestre de 2022, o que compensou a queda e 6% do volume vendido, para 112 mil toneladas”, justifica a CBA.

A receita líquida atingiu R$ 2,331 bilhões ante R$ 1,913 bilhão no segundo trimestre do ano passado, um aumento de 22%. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano a alta foi de 2%.

Em seu relatório de resultados, a CBA diz que o mercado global de alumínio no segundo trimestre do ano foi marcado por incertezas como lockdowns em grandes centros econômicos e comerciais da China, crise energética, elevação da inflação mundial, sinais de desaceleração econômica global e continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Muitos países europeus estão passando por cortes no seu fornecimento de gás natural vindo da Rússia como forma de retaliação às sanções cada vez mais agressivas e constantes ao país, o que consequentemente eleva o preço da energia e os custos na região.

Com as políticas monetárias de aumento das taxas de juros para conter a inflação e gargalos logísticos no comércio internacional, acentuaram-se os riscos de arrefecimento da demanda, segundo a CBA.

Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado ficou em R$ 641 milhões, 73% maior do que o registrado um ano antes. Já em relação aos primeiros três meses de 2022 a alta foi menor, de 16%.

A CBA viu ainda um desconto de R$ 128 milhões do seu faturamento por conta do resultado financeiro negativo, ante saldo positivo de R$ 132 milhões no segundo trimestre do ano passado. “Houve uma reversão no resultado financeiro líquido, sendo o principal impacto a variação cambial nos períodos comparados, em função da desvalorização do real em 2021, comparado a valorização do real em 2022, com impacto direto nos financiamentos em moeda estrangeira”, explica a empresa.

Os custos dos produtos vendidos tiveram um aumento de 9%, que ficaram em R$ 1,6 bilhões. Destaque, neste ponto, para os gastos com a produção de alumínio, que foram “influenciados pela inflação de custos na indústria global, stress das cadeias produtivas e aumento dos custos logísticos”.

O volume vendido do segmento de primários foi de 55 mil toneladas, 11% menor em comparação ao mesmo período de 2021, principalmente pelo menor volume de produtos de valor agregado (VAP), como tarugos. Apesar da queda, o volume de vendas mantém-se em patamares similares ao período pré-pandemia. Em comparação com o 1T22, houve aumento no volume de vendas, puxado por lingote P1020, com ganho de market share versus importado.

O segmento de transformados registrou uma queda de 9% no volume em comparação com o 2T21, totalizando 32 mil toneladas vendidas no trimestre. A redução da demanda do setor de construção civil e bens de consumo impactou as vendas de extrudados e chapas, respectivamente. Em comparação com o 1T22, o volume de vendas também sofreu uma ligeira queda, principalmente em chapas para bens de consumo. Por outro lado, as vendas de extrudados e folhas mantiveram-se resilientes. Em folhas, a CBA avançou em subsegmentos core, como embalagens assépticas e flexíveis.

No segmento de reciclagem, foram vendidas 25 mil toneladas, um incremento de 14% em relação ao volume do 2T21 e 4% acima do 1T22. O principal efeito foi a integração total dos volumes da Alux do Brasil, contribuindo com 6,5 mil toneladas no trimestre. A nova planta de reciclagem opera em um segmento novo para a CBA, de ligas secundárias, atuando nos mercados automotivo, de utensílios domésticos e construção civil.

As despesas operacionais da companhia avançaram 36%, para R$ 125 milhões. A alta é justificada pelo processo de crescimento, com a aquisição da Alux do Brasil e a criação do negócio de energia.

A dívida líquida totalizou R$ 1,4 bilhão, um aumento de 18% comparado ao trimestre anterior, refletindo o aumento da dívida bruta e a redução de R$ 102 milhões no caixa da Companhia, parcialmente compensados pela marcação a mercado positiva dos instrumentos financeiros derivativos em R$ 77 milhões.

Apesar da desvalorização do real no período ter impactado negativamente a marcação a mercado dos contratos de swap de moeda e juros, não temos mais contratos futuros de venda a termo de alumínio e dólar, o que contribuiu para uma melhora de R$44 milhões na marcação a mercado quando comparado ao trimestre anterior.

A alavancagem financeira da CBA, medida pela relação dívida líquida sobre o EBITDA ajustado dos últimos doze meses atingiu 0,68x em junho de 2022, estável quando comparado ao trimestre anterior (0,67x). O incremento de R$271 milhões no resultado operacional dos últimos doze meses compensou o aumento da dívida líquida.

Os resultados da CBA (BOV:CBAV3) referentes às suas operações do segundo trimestre de 2022 foram divulgados no dia 09/08/2022. Confira o Press release na íntegra!

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão

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