Arrecadação federal soma R$ 158,99 bilhões em fevereiro, alta real de 1,28% na comparação anual

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A arrecadação federal cresceu 1,28% em termos reais em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado, somando 158,995 bilhões de reais, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

No bimestre, a arrecadação totalizou 410,739 bilhões de reais, uma alta de 1,19% sobre os dois primeiros meses de 2022, já descontada a variação da inflação.

O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de fevereiro desde o início da série histórica, que começou em 1995. Em relação a janeiro deste ano, houve queda real de 37,37%.

O resultado da arrecadação veio dentro do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 150,20 bilhões a R$ 189,0 bilhões, e um pouco abaixo da mediana, de R$ 160,0 bilhões.

O Fisco apontou que o resultado foi influenciado positivamente pelo crescimento real de 12,12% nos recolhimentos de IRPJ e da CSLL em razão, principalmente, do desempenho das empresas que recolhem pela estimativa mensal.

Por outro lado, a Receita voltou a sinalizar que as reduções das alíquotas de IPI e de PIS/Cofins continuam afetando a arrecadação desses tributos.

Acumulado do ano

No acumulado do ano até fevereiro, a arrecadação federal somou R$ 410,739 bilhões, o maior volume para o período da série histórica, iniciada em 1995.

O montante ainda representa um avanço real de 1,19% na comparação com os primeiros dois meses de 2022.

Desonerações

As desonerações totais concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 24,904 bilhões no primeiro bimestre deste ano, valor maior do que em igual período de 2022, quando ficaram em R$ 12,850 bilhões.

Apenas no mês passado, as desonerações totalizaram R$ 12,525 bilhões, quase o dobro do registrado em fevereiro do ano passado (R$ 6,501 bilhões).

No fim de fevereiro, o governo editou uma nova Medida Provisória (MP) que elevou o PIS/Cofins sobre a gasolina de zero para R$ 0,47 por litro, contra R$ 0,69 antes da desoneração promovida pela administração Jair Bolsonaro às vésperas da campanha eleitoral em 2022.

O etanol também voltou a ser tributado, em R$ 0,02 por litro, de R$ 0,24 antes da medida de Bolsonaro. Somente no primeiro bimestre, a renúncia com a desoneração do PIS/Cofins totalizou R$ 7,5 bilhões.

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