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Exxon Mobil adquire Pioneer Natural Resources por $59,5 bilhões visando supremacia no mercado de xisto

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A Exxon Mobil Corp (NYSE:XOM) selou um acordo para adquirir a Pioneer Natural Resources Co (NYSE:PXD) por impressionantes US$ 59,5 bilhões. Esse movimento estratégico é a aquisição mais significativa da empresa nas últimas duas décadas, almejando solidificar sua liderança na produção de óleo de xisto.

A Exxon Mobil Corp e a Pioneer Natural Resources também são negociadas na B3 através do ticker (BOV:EXXO34) e (BOV:P1IO34), respectivamente.

Em comunicado divulgado recentemente, a Exxon declarou que pagará US$ 253 por ação em um negócio totalmente em ações. Esta transação sinaliza a maior compra da Exxon desde sua união com a Mobil Corp. em 1999, marcando também uma das aquisições corporativas mais relevantes deste ano.

O CEO da Exxon, Darren Woods, e Scott Sheffield, CEO da Pioneer Natural Resources, compartilharam seus insights sobre a união das companhias, enfatizando sua visão estratégica conjunta. A conclusão do acordo proporcionará à Exxon uma posição dominante na Bacia Permiana, localizada entre Texas e Novo México, elevando sua produção diária para quase 4,5 milhões de barris – um aumento de 50% em comparação com outras grandes empresas do setor.

Com o acordo, a Exxon planeja ampliar sua produção diária na região do Permiano, chegando a 2 milhões de barris em 2027, o que representa mais da metade de sua produção global. Além disso, a Exxon tem como objetivo zerar as emissões líquidas de carbono dos ativos da Pioneer até 2035, adiantando-se em 15 anos ao planejado.

O negócio expandirá significativamente o inventário da Exxon em locais de perfuração na principal bacia de xisto, permitindo um acesso mais amplo a poços onshore. Estes poços podem ser ativados rapidamente, tornando a Exxon mais adaptável às flutuações da demanda global. Segundo a Exxon, os ativos adquiridos ainda serão lucrativos mesmo que os preços do petróleo atinjam um mínimo de US$ 35 por barril.

A fusão também representa a iniciativa mais ambiciosa de uma grande petrolífera na região do Permiano, que historicamente tem sido dominada por produtores independentes. A Exxon, assim como outras grandes petrolíferas, inicialmente evitou investir no Permiano, duvidando do potencial de lucro a longo prazo. No entanto, a eficiência e baixo custo dos poços de xisto mostraram ser estratégicos para ajustar rapidamente a produção.

Nos últimos anos, grandes empresas como a Exxon, Chevron Corp., Shell Plc e BP reconheceram o potencial do Permiano, embora ainda seja dominado por mais de 1.000 produtores independentes.

O acordo está sujeito a revisões antitruste da Comissão Federal de Comércio, especialmente após recentes declarações do presidente Joe Biden em relação aos altos preços dos combustíveis e aos lucros recordes da Exxon.

Scott Sheffield, CEO da Pioneer, que está prestes a se aposentar, tem sido uma figura central na indústria do xisto desde os anos 70 e é amplamente reconhecido por seu papel na transformação dos EUA em uma potência petrolífera.

Em relação ao acordo, Darren Woods, CEO da Exxon Mobil Corp., revelou que espera economias anuais de cerca de US$ 2 bilhões ao incorporar a Pioneer Natural Resources Co. Ele também assegurou que as reduções de empregos após a fusão serão mínimas, focando na capacitação e expertise da equipe da Pioneer.

O cenário para as empresas de xisto é de consolidação, como destacado por Sheffield, e a junção entre Exxon e Pioneer sinaliza os próximos movimentos que o setor pode ver nos próximos anos.

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