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Morgan Stanley vê potencial de valorização nas ações de minério de ferro e reitera compra da Vale e CSN Mineração

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O Morgan Stanley reiterou recomendação de compra para o ADR da Vale (BOV:VALE3) e a ação da CSN Mineração (BOV:CMIN3), com preço-alvo de, respectivamente, US$ 18 e R$ 8,50, pois acredita que os papéis se beneficiarão das perspectivas positivas de curto prazo para o minério de ferro.

Nos próximos anos, as tendências globais de descarbonização/eletrificação, as crescentes tensões geopolíticas testando cadeias de suprimentos e as condições cada vez mais desafiadoras para desenvolver novos suprimentos continuarão a apoiar a visão positiva do banco sobre os nomes de mineração na segunda metade desta década.

“No entanto, antes de nos tornarmos mais otimistas em relação ao setor, gostaríamos de ver as ações sendo negociadas a valorações mais atrativas e/ou uma aceleração no crescimento global”, destaca o banco.

Apesar da recente alta nas ações de empresas de minério de ferro, o Morgan disse que ainda há algum potencial de valorização. Os cortes na produção de aço chinês não se concretizaram, pois o estímulo continua a fluir, incentivando a produção e aumentando a demanda por minério de ferro.

Além disso, o banco lembra que o primeiro trimestre do ano é tipicamente forte para os preços do minério de ferro devido à oferta sazonalmente apertada, já que o Brasil e a Austrália tendem a sofrer fortes chuvas que impactam a produção de mineração.

Mesmo com o panorama positivo de curto prazo, as mineradoras continuam a ter desempenho inferior ao preço subjacente da commodity. Em média, os nomes de minério de ferro sob a cobertura do banco estão precificando um preço de US$ 75,1 por tonelada em comparação com os US$ 131/t do mercado spot.

Por outro lado, as empresas ligadas ao segmento de metais básicos continuam a superar os preços do cobre, alumínio e zinco em 15, 24 e 33 pontos percentuais, respectivamente.

Analistas acreditam que, em geral, as ações de metais básicos já estão precificando notícias positivas incrementais relacionadas ao estímulo chinês, equilíbrios de mercado mais apertados e a perspectiva positiva para a demanda “verde”.

Cobre versus alumínio

Dentro dos metais básicos, equipe de research do banco prefere o cobre ao alumínio, pois a posição ainda está curta e permanece um equilíbrio apertado entre oferta e demanda para o metal.

O alumínio tem o potencial de se ajustar se a produção da China permanecer restrita, com o país já sendo um importador líquido em setembro e outubro.

O carvão metalúrgico é agora preferido ao minério de ferro, dada a forte demanda tanto da China quanto da Índia.

A crescente intensidade do minério de ferro no aço que se desenrolou este ano mantém o minério de ferro suportado pelo menos até o 1º semestre de 2024.

Olhando para o futuro, o Morgan pontua que uma eventual desaceleração no estímulo chinês ou taxas de juros altas por mais tempo provavelmente resultaria em preços de commodities abaixo do cenário base.

Do lado positivo, um estímulo ao crescimento nos mercados imobiliários da China, combinada à uma queda mais rápida do que a esperada na inflação dos EUA e Europa, levando os bancos centrais a normalizarem a política monetária mais cedo, resultaria em um crescimento global mais forte e impulsionaria os preços das commodities, acima do cenário base.

Além disso, uma maior desvalorização do dólar americano provavelmente resultaria em preços de commodities mais altos do que o esperado.

Informações Infomoney

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