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Acionistas da Petrobras e outras empresas de petróleo seguem atentos aos desdobramentos da crise no Mar Vermelho

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Acionistas da Petrobras e de outras empresas de petróleo seguem atentos aos desdobramentos da crise no Mar Vermelho, onde rebeldes houthis promovem ataques contra navios cargueiros, ameaçando um possível conflito generalizado no Oriente Médio.

Os eventos vêm causando volatilidade na cotação do petróleo, uma vez que alguns dos países envolvidos na tensão, como o Irã, são grandes produtores da commodity. Além disso, o Mar Vermelho, palco dos ataques houthis, é uma das principais vias de escoamento do petróleo para o resto do mundo.

“Com a escalada dos conflitos na região do Oriente Médio e Mar Vermelho, podemos esperar impactos relevantes nos fluxos logísticos com elevação significativa nos custos de frete, resultando em mais volatilidade no curto e médio prazo no petróleo e certamente patamares mais elevados de preços”, explica Felipe Kury, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

A tendência, segundo analistas, é a de que as petroleiras se beneficiem dessa possível escalada na cotação do petróleo. No entanto, as perspectivas não são exatamente as mesmas para a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) e para as chamadas “junior oils”, ou companhias de menor porte.

“O petróleo para cima tende a contribuir mais positivamente para as junior oils do que para a Petrobras, que tem outras nuances que podem afetar o preço da ação. Claro que é positivo para a estatal, mas é preciso pensar na questão política, na ingerência, na gestão, nos preços da gasolina. Esse tipo de questão não está presente nas demais companhias, nas quais eu acredito que o impacto do preço do petróleo deva ser mais direto. Ou seja, Brent para cima é geração de caixa na veia para Prio (BOV:PRIO3), Petroreconcavo (BOV:RECV3) e 3R Petroleum (BOV:RRRP3)”, afirma Max Bohm, estrategista de ações da Nomos.

Petrobras: crise no Golfo Pérsico pode beneficiar empresa?

“⁠A Petrobras pode ser beneficiada em caso de alguma interrupção no fluxo de petróleo no Golfo Pérsico, já que a empresa é uma grande exportadora. O ponto negativo é que, se os preços dos combustíveis subirem, ela terá que repassar o preço nas refinarias. Do contrário, a margem poderá encolher”, completa Alê Delara, diretor do Grupo Pine Agronegócio.

Esse impacto do aumento dos preços dos combustíveis para a Petrobras é sentido pelo fato de o Brasil não ser autossuficiente na produção dos derivados de petróleo, como explica Felipe Kury.

“A Petrobras e o Brasil são exportadores líquidos de petróleo. Porém, importadores de derivados. Sendo assim, de um lado, a empresa e o Brasil se beneficiam de patamares mais elevados dos preços de petróleo. No entanto, como o país não é autossuficiente na produção de derivados, principalmente diesel, GLP, NAFTA, gasolina e QAV (querosene de aviação), precisa importar estes produtos e sofre os efeitos da volatilidade externa e preços mais elevados”, detalha.

Ou seja, esse imbróglio tem relação com a atual política de preços da Petrobras, que tenta não repassar a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional para os combustíveis comercializados no Brasil. Ou seja, a estatal não mais adota a PPI, política de paridade internacional estabelecida no governo Michel Temer, o que pode gerar riscos para as margens da empresa.

Na visão de Max Bohm, contudo, a Petrobras ainda tem uma margem confortável para manter o não repasse de preços aos combustíveis sem que haja prejuízo para a companhia.

Volatilidade do petróleo e política de preços

“Acho que a gestão da Petrobras está conduzindo bem as novas regras de precificação de gasolina e de diesel. Então, neste momento, não creio que a volatilidade do petróleo vá colocar em risco a atual política de preços da estatal. No entanto, se o petróleo superar os US$ 100 em função de algum fato geopolítico, aí sim a Petrobras terá que entender melhor como vai lidar com os reajustes”, comenta.

Por fim, Bohm destaca o investimento em petróleo como uma boa opção para este ano e cita suas ações preferidas no setor.

“Acho que o posicionamento em petróleo pode ser um bom hedge para 2024. Gosto mais do que minério de ferro neste momento. Dentro do setor, as minhas preferidas são Prio e 3R Petroleum, que negociam com desconto em relação aos seus múltiplos históricos e podem se beneficiar da possível alta do petróleo nesses próximos meses”, completa.

Em relatório recente, o BTG Pactual também aponta a Prio como uma boa opção no segmento. Os analistas reiteraram recomendação de compra com preço-alvo em R$ 79, potencial de valorização de 78%.

Segundo a casa, a companhia está em um estágio mais avançado de desenvolvimento de portfólio do que suas concorrentes como a Petrobras e se destaca pelo custo de extração 60% abaixo da média do setor, o que, aliado à baixa alavancagem, tende a gerar um fluxo de caixa livre positivo para os acionistas.

Informações Terra

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